quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Metodologia: o cérebro da consultoria

Estabelecimento de método transparente de trabalho garante ao cliente desenvolvimento pleno e sucesso do projeto Por Eloiza de Oliveira
Até meados dos anos 90, gigantes internacionais garantiam espaço no mercado de consultorias do País. Com o crescimento das empresas nacionais, apenas a grife estrangeira já não atraia por si só o empresariado brasileiro, que buscava apoio para gestão dos negócios.Constata-se, neste mesmo período, a importância de se estabelecer um método de trabalho que visasse demonstrar aos clientes que as abordagens eram confiáveis e seguras.
Anos depois, em pleno século XXI, é inimaginável uma consultoria de renome atuar neste mercado competitivo sem uma boa metodologia. “É condição sine qua non para a implantação de todo e qualquer projeto”, alerta a diretora comercial e operacional do FBDE|NEXION, Viviane Misko. Há 15 anos na empresa, a executiva salienta a importância do Sistema de Gestão da Qualidade na norma IS0 9001 e a Pesquisa Formal de Satisfação de Clientes – Customer Satisfaction Index-, realizada, sem exceção, com todos os clientes da consultoria com contrato em andamento: “Representam, de forma inequívoca, o nível de exigência, responsabilidade e comprometimento com os resultados dos trabalhos desenvolvidos pelo FBDE|NEXION”.A seguir, confira a íntegra da entrevista com Viviane Misko.

EW: Qual é a real importância da metodologia no trabalho de uma consultoria?

Viviane Misko: Há alguns anos se tem percebido que apenas a competência do consultor ou de uma consultoria não basta para garantir o sucesso de um projeto. O estabelecimento de uma metodologia de trabalho permite um alinhamento das funções e ações, de forma clara e transparente. Sem metodologia ninguém tem condições de implantar um projeto hoje em dia, pois é uma garantia para o consultor e, principalmente para o cliente.

EW: Como seria essa garantia? Viviane Misko: A metodologia do FBDE|NEXION, por exemplo, foi elaborada buscando o objetivo principal que é a “validação semanal do projeto”. Tanto o consultor como o cliente validam, por meio de um conjunto de documentos, tudo o que foi desenvolvido, discutido e esmiuçado naquele período. Dessa forma, garantimos um relacionamento transparente entre as partes, pois tal método propicia integração e interação constantes entre as partes.EW: Como funciona tal validação na prática?Tem um passo-a-passo? Viviane Misko: É importante ressaltar que apesar de se tratar de uma metodologia, ela não é algo estanque, imutável. Cada projeto é tratado de forma personalizada, respeitadas as características, a cultura de cada empresa e empresário. O FBDE|NEXION tem uma característica diferente das outras consultorias porque nossos honorários não são centrados em hora/trabalho e sim no escopo. Nossa consultoria não é de intervenção, nós diagnosticamos,orientamos, auxiliamos na implementação e formamos multiplicadores. Essa atuação requer uma metodologia que desde o primeiro atendimento – quando são definidas ações prioritárias e cronograma- dá suporte ao consultor e ao cliente que ao validarem a documentação gerada, estão cientes e concordam com os rumos do projeto.EW: E tal validação também permite detectar desvios de percurso?Viviane Misko: Sim, de forma clara e sem sobressaltos, conseguimos identificar problemas no desenvolvimento do projeto e, de forma conjunta, sugerimos novas ações. Isso só é possível porque além desta validação semanal, realizamos reuniões periódicas entre cliente e consultor, onde todo o projeto é discutido com transparência.EW: Como os clientes absorvem este processo de validação constante do projeto?Viviane Misko: É importante ressaltarmos que não se trata de um processo burocrático. A documentação gerada integra o desenvolvimento do projeto, o que permite acompanhamento pari passu de todas as ações. Torna-se uma necessidade para o cliente que entende nossa metodologia como uma garantia, um comprometimento com os resultados dos trabalhos desenvolvidos pelo FBDE|NEXION. Temos inúmeros casos, inclusive, de empresas que nos agradecem profundamente tal sistematização que acaba sendo adotada por elas- respeitando as necessidades da companhia.EW: Existe algum trecho ou ferramenta desta metodologia que mais agrada aos clientes?Viviane Misko: Eu não diria que mais agrada, mas sim que se amoldam à necessidade da empresa, porque como já disse é trabalho personalizado. Um dos maiores sintomas de um projeto, seja ele qual for,é a falta de ações advindas da inexistência de ferramentas. Um exemplo clássico é a realização de reuniões fantásticas, mas ao final ninguém sabe o que fazer ou como fazer. Por isso, muitos clientes adotam uma ferramenta do FBDE|NEXION denominada de “Três Q’s” (Quem faz; o Que faz; Quando vai fazer ou entregar). A adoção desta ferramenta simples e absolutamente necessária pelo cliente é um reconhecimento da eficácia da metodologia desenvolvida e aplicada pela consultoria.EW: Ou seja, se até o cliente aplica, significa uma aprovação total a metodologia desenvolvida pelo FBDE|NEXION.Viviane Misko: Exatamente! E o motivo de tal aceitação deve-se ao fato de poucas, até raras consultorias poderem exibir resultados expressivos de satisfação dos clientes. O processo de validação efetuado ao longo da execução do projeto culmina, invariavelmente com um nível altíssimo na avaliação do empresariado. E podemos mostrar tais índices com segurança, pois realizamos a Pesquisa Formal de Satisfação de Clientes – Customer Satisfaction Index-, com todos os clientes do FBDE|NEXION. No geral computado em 2009, registramos índice extraordinário de satisfação de 92,08%, bem acima da meta de qualidade fixada de 85%- auditada periodicamente pelo Bureau Veritas Certification. A pesquisa de satisfação integra nossa metodologia há oito anos e ao lado de nossa certificação ISO 9001 representam, de forma inequívoca, o nível de exigência, responsabilidade e comprometimento com os resultados dos trabalhos desenvolvidos pelo FBDE|NEXION. EW: Podemos dizer, então, que a metodologia exclusiva do FBDE|NEXION é componente central dos altos índices de satisfação dos clientes?Viviane Misko: Sem dúvida. Costumamos dizer que o trabalho de uma consultoria sem um método só obterá sucesso devido ao ocaso, a sorte. É como colocarmos pessoas em uma pista de atletismo sem apresentar as regras, como tempo, metros a serem percorridos e etc. Em uma pista sem raias e sem regras, cada um correrá para um lado e se alguém cruzar a linha, não significa que seja um vencedor.Afinal, não se sabe se chegou num bom tempo, se o desgaste foi compatível com o esforço, se era corredor melhor para 50 metros e não 1.200 mts. Com o estabelecimento de métricas claras e inteligentes, todos correm em uma mesma direção e por um só objetivo: o sucesso do projeto.
Por Eloiza de Oliveira – Assessora de Comunicação do FBDE | NEXION Consulting

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A EXPANSÃO DO VIRTUALISMO

ENQUANTO PESSOAS NÃO TÊM NADA MELHOR PARA FAZER, A EXPANSÃO DO VIRTUALISMO
GANHA MAIS ESPAÇO


Fonte: Claudio Sá e Igor Carvalho | Conteúdo Comunicação | (GC)

Estudo realizado pela Kantar Worldpanel, maior empresa global de pesquisa de
consumo domiciliar, indica que 32% dos domicílios já têm pelo menos um
indivíduo conectado a redes sociais nas regiões metropolitanas do Rio de
Janeiro e de São Paulo.

Extraído de uma base de 3.000 lares, acompanhados semanalmente pela Kantar
nessas duas regiões, o estudo indica que 11% dos domicílios das duas maiores
capitais do País têm um viciado nesse tipo de plataforma de relacionamento
na web. Outros 21% dos domicílios têm usuários frequentes das redes.
Entretanto, em 51% dos lares os indivíduos conhecem as redes, mas não se
conectam com frequência. Apenas 14% dos domicílios, ouvidos pela Kantar,
dizem desconhecer as novas ferramentas de relacionamento e nunca se conectam
a elas.

Segundo o levantamento, em 30% dos lares, os internautas das capitais
paulista e fluminense utilizam a ferramenta para manter contato com pessoas
distantes, 23% para postar fotos, 10% para conhecerem pessoas no exterior e
9% para fazer novos amigos.

Os que usam a rede para bisbilhotar estão presentes em 5% dos lares das duas
regiões.

Outros 3% costumam postar feeds e comentários, inclusive sobre produtos e
serviços e 2% deles dividem seus pensamentos nas redes sociais.

Entre os sites avaliados, o mais popular nas duas regiões metropolitanas
investigadas é o Orkut, que detém maior penetração (98%), enquanto Twitter e
Facebook despertam o interesse de 14% e 13%, respectivamente.

Em países da América Latina, essa proporção é diferente, com o Facebook
liderando a preferência dos usuários, com 53%, seguido pelo Orkut (46%) e
Twitter (12%).

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Você sabe o que é Networking?

“Não espere estar na pior para falar com seus contatos. Tenha interesse nas pessoas, o que não significa ser interesseiro”
Vamos começar imaginando uma cena que acontece com muita gente. Subitamente você recebe uma ligação de um amigo que há muitos anos não fala com você. A conversa começa com algo do tipo “Há quanto tempo! Você sumiuuuuuu…”. Bem, você “não” sumiu – seu endereço, seu telefone e seu e-mail continuam os mesmos. Você continua frequentando os mesmos lugares. Qualquer um que quisesse lhe encontrar, a qualquer momento,saberia onde e como.
Você dá “corda” para o amigo, e ele segue falando. Relembra eventos dos “velhos tempos”, pergunta se você ainda mantém contato com os colegas de antigamente. Quando chega o momento adequado, ele dá o “bote”. Conta que está com problemas, possivelmente desempregado, e está procurando ajuda. Quem sabe uma indicação para um novo emprego?
Bem, o que vimos aqui é um exemplo de como “não” fazer networking. Tenho certeza que muitas pessoas que estão lendo isso já se viram na situação descrita. Algumas outras podem ainda ter participado de uma cena parecida, na embaraçosa situação do “amigo” que só se lembra dos outros quando precisa de alguma coisa.
Fazer networking não é apenas conhecer pessoas e trocar cartões. Um networking vencedor deve ser cultivado de forma muito cuidadosa. Networking é sobre pessoas e relacionamentos, e é um grande equivoco tratar seu networking como aquela coleção de figurinhas da infância, que fica guardada em alguma caixa empoeirada que você só abre em momentos de “surto nostálgico”.
A rigor, não existem regras para se fazer um bom networking, mas se fosse para elencar uma “regra principal” do networking vencedor, diria algo como “faça antes de precisar”. Aproveite os momentos em que as coisas caminham bem e a maré está favorável para desenvolver relacionamentos e cultivá-los. Faça o que puder para conhecer pessoas novas e interessantes, que possam representar oportunidades futuras, mas se esforce ainda mais em cultivar o networking que já tem. Mantenha contato com essas pessoas, interesse-se por elas (no sentido de ser “interessado” e não “interesseiro”) e faça um grande favor a si mesmo:
Jamais coloque-se na situação constrangedora de ser a pessoa que lembra dos “amigos” apenas quando está em dificuldades.
Uma boa dica para pessoas que querem fazer um networking vencedor é começar com um inventário dos contatos, amigos e colegas. Antes de procurar conhecer novas pessoas, é interessante tentar fazer algo com aquilo que já temos à mão. Há quanto tempo você não dá um “alô” para seus contatos? Ligar de vez em quando ou mandar um e-mail (um e-mail pessoal, por favor, nada de e-mails coletivos com mensagens “bonitinhas” ou as infames “correntes”) é uma medida muito salutar.
Geralmente as pessoas costumam gostar quando damos demonstrações de interesse. Melhor ainda quando não pedimos nada em troca ou insinuarmos alguma intenção oculta. Se dermos, periodicamente, uma demonstração de interesse para essas pessoas, certamente será muito mais fácil conseguir
algo delas no futuro caso realmente precisemos. Pequenas atitudes como essas fazem com que estejamos presentes na memória de curto prazo das
pessoas. Será muito mais fácil sermos lembrados quando elas ficarem sabendo de alguma oportunidade que não interessa para elas, mas elas sabem que seria a oportunidade “da sua vida”.
Não tem uma lista de contatos? Ou sua lista é muito pequena? Nesse caso é uma boa pedida investir um pouco de tempo e esforço em conhecer gente nova. Frequentar eventos de interesse de profissionais de sua área, cursos ou mesmo eventos sociais absolutamente despretenciosos. Vale tudo. Em qualquer lugar é sempre possível encontrar pessoas interessantes, mas sempre observando a regra de “fazer antes de precisar”.
Deixar para fazer sua rede de contatos quando se está “na pior” é contraproducente. Geralmente quem está na posição de querer algo e não poder contribuir com nada em troca acabará ingressando em redes sociais de baixo nível. Comece a fazer sua rede de contatos e, principalmente, a cultivá-la agora. Não espere o momento em que vai precisar dela.
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Sobre o autor: André Massaro é Consultor financeiro e profissional e criador do método MoneyFit. visite o site do autor em www.moneyfit.com.br)
Este artigo foi desenvolvido exclusivamente para o Portal HSM. Visite o site da HSM em http://br.hsmglobal.com/

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dedução de imposto de renda já deve ser planejada

A preocupação com as declarações de imposto de renda pessoa física para grande parcela da população fica limitada aos meses de março e abril. Mas, começar a pensar nesse tema com antecedência fará não só com que as preocupações sejam menores, como também pode fazer com que se recupere mais dinheiro.

"A tão falada cultura do brasileiro de deixar o imposto de renda para última hora não tem apenas reflexo em erros que podem levar a malha fina, ela também tem como resultado a diminuição da restituição dos contribuintes. Existem ferramentas legais que fazem com que essa restituição seja muito maior", explica Jairo de Morais Filho, consultor tributário da Confirp Consultoria Contábil.

As ações podem ser desde as mais simples, como guardar adequadamente todos os comprovantes de gastos com educação e saúde até mesmo as mais sofisticadas como doações e realização de previdências privadas. Contudo, Jairo de Moraes alerta, "a primeira coisa que deve ser avaliada para ter a restituição, é se houve valores retidos, caso contrário não há o que se restituir".

Nos casos de despesas médicas, odontológicas, instruções, pensões alimentícias judiciais para garantir a restituição basta guardar adequadamente os documentos. É importante não passar informações nessas áreas que não estejam em conformidade com a realidade. "O Fisco está fechando o cerco às informações irregulares a partir de evoluções tecnológicas e cruzamento de informações, tudo o que for declarado deve ser comprovado adequadamente", conta o consultor tributário.

Para quem quer abater plano de previdência privada, é importante deixar claro que isso apenas poderá ocorrer quando é feito no modelo PGBL, em um limite de 12% do valor tributável total, antes de qualquer dedução. Também é dedutível do IR para quem já contribui para os sistemas previdenciários oficiais, como trabalhador do setor privado, autônomo ou funcionário público.

A doação pode ser uma forma para aumentar a restituição, mas somente para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda. O limite é de 6 % do imposto de renda devido é para as destinações aos fundos de direitos da criança e do adolescente, as doações e os patrocínios para projetos enquadrados como incentivo a atividades culturais, artísticas e incentivos a atividades audiovisuais.
Fonte: fiec.org.br

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A importância da administração financeira da empresa

Conheça as principais funções da administração financeira e as primeiras providências que a empresa deve tomar em relação às finanças .
A gestão financeira é um conjunto de ações e procedimentos administrativos que envolvem o planejamento, a análise e o controle das atividades financeiras da empresa. O objetivo da gestão financeira é melhorar os resultados apresentados pela empresa e aumentar o valor do patrimônio por meio da geração de lucro líquido proveniente das atividades operacionais. No entanto, é muito comum que empresas deixem de realizar uma adequado gestão financeira.
Uma correta administração financeira permite que se visualize a atual situação da empresa. Registros adequados permitem análises e colaboram com o planejamento para otimizar resultados.
A falta da administração financeira adequada pode causar os seguintes problemas:
- Não ter as informações corretas sobre saldo do caixa, valor dos estoques das mercadorias, valor das contas a receber e das contas a pagar, volume das despesas fixas e financeiras. Isso ocorre porque não é feito o registro adequado das transações realizadas;
- Não saber se a empresa está tendo lucro ou prejuízo em suas atividades operacionais, porque não é elaborado o demonstrativo de resultados;
- Não calcular corretamente o preço de venda, porque não são conhecidos seus custos e despesas;
- Não conhecer corretamente o volume e a origem dos recebimentos, bem como o volume e o destino dos pagamentos, porque não é elaborado um fluxo de caixa, um controle do movimento diário do caixa;
- Não saber o valor patrimonial da empresa, porque não é elaborado o balanço patrimonial;
- Não saber quanto os sócios retiram de pró-labore, porque não é estabelecido um valor fixo para a remuneração dos sócios;
- Não saber administrar corretamente o capital de giro da empresa, porque o ciclo financeiro de suas operações não é conhecido;
- Não fazer análise e planejamento financeiro da empresa, porque não existe um sistema de informações gerenciais (fluxo de caixa, demonstrativo de resultados e balanço patrimonial).

Muitas empresas do setor têxtil e confecções começam com pessoas que trabalham ou trabalharam em outras empresas da área, ou que têm habilidades e conhecimento de produção. Isso acontece também em outros setores da economia. Poucas pessoas têm experiência em administração financeira, e isso interfere nos resultados. Muitas vezes, as atividades são iniciadas com pequena dimensão e, conforme os negócios se desenvolvem, a administração financeira não acompanha o crescimento da empresa porque os gestores não têm conhecimentos necessários nesta área de gestão e se envolvem excessivamente com a produção.
As principais funções da administração financeira são:
- Análise e planejamento financeiro: analisar os resultados financeiros e planejar ações necessárias para obter melhorias;
- A boa utilização dos recursos financeiros: analisar e negociar a captação dos recursos financeiros necessários, bem como a aplicação dos recursos financeiros disponíveis;
- Crédito e cobrança: analisar a concessão de crédito aos clientes e administrar o recebimento dos créditos concedidos;
- Caixa: efetuar os recebimentos e os pagamentos, controlando o saldo de caixa;
- Contas a receber e a pagar: controlar as contas a receber relativas às vendas a prazo e contas a pagar relativas às compras a prazo, impostos e despesas operacionais;

As primeiras providências que a empresa deve tomar em relação às finanças são:
- Organizar os registros e conferir se todos os documentos estão sendo devidamente controlados.
- Acompanhar as contas a pagar e a receber, montando um fluxo de pagamentos e recebimentos.
- Controlar o movimento de caixa e os controles bancários.
- Classificar custos e despesas em fixos e variáveis.
- Definir a retirada dos sócios.
- Fazer previsão de vendas e de fluxo de caixa.
- Acompanhar a evolução do patrimônio da empresa, conhecer lucratividade e rentabilidade.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Churrascaria Vitela Inaugura em Campos




Com projeto de organização e desenvolvimento da Aplic Consultoria, a maior churrascaria da Região Norte Fluminense inaugura um novo conceito de atendimento ao cliente e excelência na qualidade do alimento fornecido, a única com uma central de processamento completa em sua cozinha.

Máquina cibernética da Coca-Cola permite ao cliente criar a sua própria bebida


Máquina futurista está sendo distribuída nos EUA e usa tecnologia de ponta, com tela sensível ao toque e wi-fi

por Aylons Hazzud

A aparência futurista lembra os conceitos tecnológicos que nunca saem do papel, como os carros-conceito ou os celulares estranhos que as empresas costumam usar para exibir suas ideias. Mas a nova máquina da Coca-Cola já está em operação nos EUA , e a empresa pretende distribuir dezenas dela ainda este ano.

Esta não é só uma máquina de latinhas, ou mesmo aquelas do McDonald’s que usam xarope, mas sim algo mais parecido com uma máquina de café, das que usuário diz se quer mais ou menos açúcar ou chocolate. Isso porque, em vez de usar a fórmula pronta, ou em xaropes, a máquina prepara a bebida na hora a partir de ingredientes básicos, que ficam em cartuchos parecidos com os de uma impressora. Por exemplo, ao se escolher um Fanta, a máquina prepara a receita na hora, se você quiser Fanta Diet, ela usa os mesmos ingredientes básicos, só substituindo o açúcar pelos outros ingredientes da nova receita.

Além de oferecer mais de 100 bebidas diferentes, a máquina pode preparar receitas totalmente novas, ao gosto do freguês. Por exemplo, é possível misturar um pouco de suco no refrigerante e fazer um coquetel com diferentes bebidas.

Segundo relata a revista IEEE Spectrum , para permitir tanto controle a máquina usa um sistema de microdosagem desenvolvido para misturar o coquetel de quimioterapia. A tecnologia não pára aí: além dos comandos com toque na tela, o usuário pode carregar um cartão RFID com as receitas prontas.

Mas o cliente não é o único no controle: a máquina pode se comunicar diretamente com a empresa, que saberá quais são as mais pedidas, ou que ingrediente está acabando. E a Coca-Cola também pode enviar comandos para a máquina, ajustando preços e receitas, por exemplo.

A máquina está sendo instalada em pontos de venda nos EUA , e a empresa já anunciou que instalará 60 nos próximos meses e mais até o fim do ano. Porém, a Coca-Cola não anunciou planos para instalar a máquina em outros países além dos EUA .

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Venda de carne cresce 20% na véspera de jogo do Brasil

Os jogos da Copa do Mundo têm antecipado os finais de semana de muitos torcedores, que transferem o tradicional churrasco de sábado para o meio da semana nos dias das partidas da seleção brasileira.


Os jogos da Copa do Mundo têm antecipado os finais de semana de muitos torcedores, que transferem o tradicional churrasco de sábado para o meio da semana nos dias das partidas da seleção brasileira. É o que mostra levantamento divulgado hoje pelo frigorífico Quatro Marcos. Entre os dias 13 e 15 de junho, horas antes da estreia do Brasil na Copa contra a Coreia do Norte, a venda de carne cresceu 20% no varejo em relação ao mesmo intervalo do ano passado. No atacado, o resultado foi ainda maior, de 25% em relação ao mesmo período de 2009.
O frigorífico realizou ainda pesquisa com seus clientes e constatou que a alta deve-se realmente aos jogos da seleção. "Os torcedores preferem o churrasco a outras receitas, devido ao número de pessoas reunidas em um mesmo local", avalia a empresa. Pesquisa realizada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e divulgada na semana passada indicava que os brasileiros pretendem gastar cerca de R$ 181,00 com a Copa do Mundo. Deste total, o gasto com comida corresponde a 20%, sendo 9% com ingredientes para refeições, 7% com petiscos e guloseimas e 4% com bares e restaurantes. Se a seleção brasileira for para a final do mundial, o desembolso deverá subir para R$ 357,00.

terça-feira, 30 de março de 2010

O que seu filho vai ser quando crescer?

Crianças mal acabam de nascer e seus pais já estão preocupados com o seu futuro profissional. Todas as inquietações que passamos a ter somente quando adultos são transferidas automaticamente para os rebentos. O que isso pode significar para o futuro das nossas crianças?

Por Leandro Vieira

Crianças mal acabam de nascer e seus pais já estão preocupados com o seu futuro profissional. Todas essas inquietações que passamos a ter quando adultos são transferidas automaticamente para os rebentos: precisam aprender vários idiomas, precisam ser líderes (essa é boa!), precisam saber ganhar dinheiro, precisam saber falar em público, precisam ser atletas...

Os estímulos discretos (e, muitas vezes, inconscientes) que a nossa geração recebeu quando criança são substituídos por cursos direcionados a desenvolver competências específicas na garotada de hoje. Pela manhã, aula no colégio; à tarde inglês, natação, algum tipo de reforço escolar, mandarim e mais alguma atividade se houver uma brechinha de tempo; à noite - sem descanso, preguiçoso! -, preparar as atividades da escola para o dia seguinte. É a educação espartana dos tempos modernos.

Ninguém sabe se isso dará certo mais na frente. Trata-se de uma paranóia recente, e nenhuma das cobaias chegou ainda à idade adulta. O que se pode comprovar, até o momento, é que os resultados não são muito positivos: mau humor, crianças competitivas e pouco sociáveis, infância reduzida e o surgimento de uma espécie de mini-adultos estressados e ansiosos. Sem tempo para brincar, abstrair e divagar, essas crianças não chegam a descobrir seus verdadeiros talentos. E, de tanto se ocupar com diversas atividades, acabam não se tornando bons em nenhuma delas. Outra consequência nefasta desse tipo de criação, e que pode comprometer a formação do "futuro líder", é justamente a ausência de um dos elementos fundamentais para o sucesso em qualquer profissão: a criatividade.

E, de fato, a produção de ideias é o motor que move o mundo. O sociólogo italiano Domenico de Masi, autor do conhecido livro O Ócio Criativo, é totalmente contrário à nossa cultura ocidental centrada na idolatria do trabalho, do mercado e da competitividade. O autor defende um contraponto necessário à essa cultura, privilegiando uma educação baseada na criatividade: "Educar um jovem para a criatividade significa ajudá-lo a individualizar a sua vocação autêntica, ensinar-lhe como escolher os parceiros certos, como encontrar ou formar um contexto gerador de criatividade, como colocar a mente à vontade, como alimentá-la de liberdade e como estimulá-la, até que, em colaboração com as mentes dos seus colegas, dê à luz a ideia certa. Significa, acima de tudo, educá-los para não temer o fluir incessante das inovações", afirma De Masi.

Outro dia, pesquisando a futura escola dos nossos filhos, eu e minha esposa nos deparamos com alguns absurdos educacionais inconcebíveis. Uma das escolas estampava o slogan "Nós preparamos seu filho para o vestibular". Vestibular? Como assim? Sim, nessa escola, a preocupação com o vestibular começa cedo, assim que termina a alfabetização. Outro colégio estabelecia um ranking dos alunos de acordo com as suas notas. Imaginem como se sentem o primeiro e o último dessa classificação: enquanto um se acha "o cara", o outro se sente o último dos mortais... Essas escolas poderiam mudar o seu slogan para algo do tipo: "Nós formamos os idiotas do futuro".

Como pai de primeira viagem (e embarcando na segunda!), também nutro certas preocupações com o futuro dos pimpolhos. Sei que devemos estimular nossos filhos a se desenvolverem plenamente para que, ao chegarem na idade adulta, tenham um determinado número de competências que os permita enfrentar as agruras da vida com segurança. Por outro lado, sou totalmente contrário à imposição de uma rotina estressante de atividades e, o pior, tolher o direito de nossos filhos de aproveitar a sua própria infância - certamente, a melhor fase da vida, e também a mais curta.

Há alguns anos, muito antes de sonhar em ser pai, fiquei bastante encantado com uma passagem de um dos livros de Howard Gardner, o criador da Teoria das Inteligências Múltiplas, mais do que adequada para finalizar essa breve reflexão:

"Quero que meus filhos entendam o mundo, mas não apenas porque o mundo é fascinante e a mente humana curiosa. Quero que eles compreendam o mundo para fazer dele um lugar melhor."

E o seu filho, o que vai ser quando crescer?

Briga entre sócios não é o fim. Tem solução.

Fiz uma análise em meu banco de dados das empresas para as quais dei assistência e chama atenção o número de empresas que apresentavam problemas entre sócios. Brigas. Incompatibilidades na forma de administrar. Desconfiança. Sócio que se empenha demais e sócio que se empenha de menos. E tantas outras situações que evidenciavam o completo desgaste da relação cordial dos sócios e o eminente desmanche da sociedade.
É curioso como todas as situações apresentavam um ponto em comum: a pessoalidade. Os sócios se magoavam entre si, considerando muito mais os interesses pessoais em detrimento dos interesses da empresa. Felizmente houve solução para todas as empresas. Lembro-me de casos que a empresa se manteve, mas a sociedade se desfez com um sócio comprando a parte do outro.
Mas, para a maioria bastou ampliar a consciência da sociedade, recuperar a percepção do investimento para a geração de resultados e redefinir os papéis dos sócios.
Afinal, não precisa ser amigo para ser sócio, não necessariamente precisa de relações de amizade para se ter relações de negócios. Nem precisa haver cordialidade. Basta ter os mesmos interesses empresariais.
Uma empresa é somente um organismo que “capta recursos”, “aplica recursos” para gerar “resultados”. Estes resultados levam o retorno do investimento aos sócios. E os riscos são sempre relacionados às decisões de caráter financeiro.
Pois bem, sócios com problemas devem recuperar o propósito de geração de resultados e definir quais dos sócios contribuirá realmente para a geração de resultados, com a “captação e aplicação de recursos” .
Pois sócio não ganha por trabalhar na empresa. Se o fizer, exercerá o papel de “empregado da empresa” com direito a pró-labore que remunera justamente o trabalho realizado. Sócio deve focar o resultado, o retorno do investimento.
Assim, a solução para as brigas entre sócios é descobrir qual a melhor forma de captação de recurso, a melhor forma de aplicação de recursos que levarão aos melhores resultados. Parece incrível, eu sei, mas o individuo com atitude de sócio deve tão somente controlar as condições para gerar os melhores retornos. Proteger seu investimento. Mesmo não participando da operação ou gestão da empresa. Já o sócio que trabalhar na empresa, precisa se comportar e ter atitude de funcionário da empresa, seja em nível operacional, seja em nível de decisão, mas sempre devendo satisfação aos sócios e a si mesmo, quando vestir o chapéu de sócio.
Briga entre sócios não é o fim, tem solução, basta definir adequadamente os papéis, as responsabilidades e os instrumentos de gerenciamento do investimento. Operar a empresa é papel para quem vestir o chapéu de Diretor ou ficar no comando, com delegação clara e devendo responsabilidades aos sócios. Não pode ser ao acaso.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Cuidados ao contratar uma consultoria


Finalmente aconteceu. Uma Empresa de consultoria procurou você ou foi indicada por um amigo ou conhecido, no que o termo do mercado e chamado de “prospecção”, Leia com atenção o texto abaixo como um manual básico de como proteger a sua Empresa.



Parte 1 “A Venda do Diagnóstico”
Geralmente são dois consultores vendendo o trabalho, boa apresentação, terno, gravata, simpáticos, um deles com um notebook onde vão te mostrar uma bela apresentação do Power Point, cheia de promessas, números, fluxos, organogramas e gráficos e mostrar para você clientes importantes onde eles “dizem” que realizaram projetos, mais na verdade eles estão ali vendendo um produto apenas, como vender um aspirador de pó ou doces, esse primeiro contato e apenas venda, na verdade mais propriamente um bem articulado jogo comercial, eles tocam no ponto principal que “você” quer ouvir “Aumento de Receita e Redução de Custo” obvio demais, mais no calor da emoção você esquece isso e automaticamente você pensa:



“-meus problemas tem solução, minha Empresa está salva!!!”;

A euforia e a satisfação de estar realizando um investimento que vai trazer resultados reais para a sua Empresa pode trazer conseqüências graves para a sua organização em boa parte dos casos e no mínimo, prejuízo certo, seu dinheiro sendo jogado fora.





A primeira coisa que as chamadas consultorias de mercado vendem a você é um produto chamado “Diagnóstico”, sua Empresa será comparada a uma pessoa doente e a consultoria se identifica como médico, como um xamã salvador ou curandeiro, uma analogia que faz com que você tenha a impressão que realmente tem problemas graves, o que pode ser verdade ou não, o argumento inicial e que eles fiquem um período que pode variar de 25 a 40 dias dentro da sua Empresa, onde com sua autorização vão coletar dados em todos os setores e no final te apresentar um quadro de como está a sua organização, o que você não sabe e que para toda essa coleta de dados existem padrões que são repetidos em praticamente todas as empresas por onde eles passam, as informações referentes a sua Empresa são totalmente fornecidas por seus funcionários, depois eles passam questionários aos seus funcionários, montam fluxogramas de trabalho e finalmente coletam indicadores, uma simples coleta de dados e preenchimento de formulários que fornece números a partir dos seus dados, nenhum estudo realmente sério e colocado em prática, esse “Diagnóstico” e realizado sem nenhum fator técnico. Somente Observação e coleta. Eles fazem o doce com as suas frutas e ainda te cobram por isso.



A primeira coisa perguntada por eles é “quanto você fatura?” assim eles tem uma exata dimensão de quanto vão cobrar a você, não importa qual o valor do serviço vendido a você eles vão cobrar de acordo com o seu faturamento, então ao longo da conversa perceba, descobrir o seu faturamento e essencial para a estratégia de venda.



No fechamento desse diagnóstico será cobrado entre R$ 10.000,00 e R$ 20.000,00, obviamente se sua Empresa for de um porte menor eles de qualquer forma vão tentar ganhar alguma coisa, fechar um “mini-diagnóstico”, o fato e um somente, eles vão vender qualquer coisa para você, tenha em mente um detalhe, eles sempre estão dispostos a negociar o valor, desviam a sua atenção com isso de uma fator importante “se você precisa mesmo ou não fazer o diagnóstico, eles sempre vão dizer a você que sua Empresa está doente, e vão tentar vender uma tratamento neurologico para um resfriado”.



E o mais importante "Desconfie se a Consultoria apresentar um dos Logotipos Abaixo" são Empresas de grande porte onde eles provavelmente "NUNCA" fizeram trabalho algum, por serem grandes Empresas você não terá como checar se a informação e verdadeira, peça detalhes dos projetos executados e não deixe de conversar francamente com os Clientes apresentados por eles, dificilmente uma Empresa que tem esse tipo de atitude presta um bom serviço.










sábado, 20 de março de 2010

Como estabelecer a capacidade produtiva da minha empresa?

A Capacidade Produtiva é o valor máximo que define as saídas do processo produtivo por unidade de tempo. Para as pequenas empresas, esse tempo geralmente é o dia. Logo, a capacidade de produção de uma empresa seria as peças que ela consegue produzir por dia, utilizando os recursos disponíveis (máquinas, homens, terceiros, etc.).
A Capacidade Produtiva de uma empresa pode variar significativamente, dependendo da forma como ela trabalha.
Se trabalhar, contra o estoque, consegue um maior aproveitamento dessa capacidade, pois ajusta seus postos de trabalho a uma determinada programação de produção e nesse período, normalmente não a altera e desta forma, consegue uma produtividade maior.
Neste caso, tem condições de estimar uma previsão de vendas por tipo de produtos, modelos, etc. e alocar seus recursos produtivos baseados nessa previsão, conseguindo estabelecer, de forma mais exata, as necessidades de matéria-prima, mão-de-obra e equipamentos para um determinado período.
Se trabalhar contra os pedidos, há um aproveitamento menor de sua capacidade, pois freqüentemente está ajustando a mesma aos pedidos recebidos.
O mais comum nas pequenas empresas é que elas trabalhem contra os pedidos, pois a maior parte delas, não possui recursos para manter um estoque regulador de produtos acabados e também de matéria-prima e insumos.
Em ambos os casos, a Capacidade Produtiva pode ainda estar limitada pelos gargalos que são postos de serviços que já trabalham em sua capacidade máxima, sendo ela menor que a dos demais postos de trabalho.
Quando a empresa possui recursos para aumentar muito bem a capacidade deste posto de trabalho, ele deixa de ser o gargalo, mas geralmente, a pequena empresa não possui recursos para tal. Neste caso, temos sugerido um recurso que não onera a empresa e ainda pode conseguir um aumento de até 15% da capacidade produtiva. É o que chamamos de revezamento de pessoas.
A máquina ou o equipamento que é o gargalo para a empresa pode trabalhar as 8,75h diárias, sem interrupção. Basta para tanto, treinar mais um operador para trabalhar nesse gargalo. Esse outro operador pode e deve trabalhar, preferencialmente, em outro posto de trabalho, que tenha uma certa folga em sua capacidade produtiva, e no horário do almoço, faz-se o revezamento, pois cada operador almoça em horários diferentes. Desta forma, consegue-se, sem custo adicional, um acréscimo na capacidade produtiva.
Quando a empresa já trabalha 24h ininterruptas, podem-se efetuar os revezamentos nos finais de semanas.
O planejamento da capacidade produtiva deve ser feito, observando-se as previsões de demanda. Isto se faz necessário, pois o nível de utilização da capacidade efetiva de produção irá refletir nos custos unitários e, portanto, nos níveis de produtividade do sistema.
O número de unidades produzidas pelo número de recursos utilizados representa também uma forma importante de se medir a performance do sistema produtivo.

terça-feira, 9 de março de 2010

Conhecimento aplicado é poder


Durante um longo e cansativo voo, enquanto aguardava o sono, dediquei parte do tempo para refletir sobre temas que vão além da rotina profissional, do saber específico; mas que sustentam novas ideias, soluções e decisões no mundo executivo. Essa reflexão me levou a questionamentos sobre o conhecimento. O que é conhecimento? Como adquiri-lo? Qual o seu poder? Como transmiti-lo?

Os grandes pensadores da Grécia antiga, filósofos que influenciaram na formação da civilização europeia, tinham como prioridade a sabedoria. E para isso contavam apenas com uma inquieta companhia: a busca pelo verdadeiro conhecimento. Uma obstinação praticada em 400, 300 anos a.C, por meio da observação, reflexão e oratória.

Hoje temos à disposição cursos especializados e multidisciplinares, milhares de livros, trabalhos acadêmicos, jornais e revistas originários de todos os continentes, congressos, Internet, cursos a distância etc. Então, levamos vantagem em relação aos discípulos de Sócrates, Platão e Aristóteles, já que tal acesso a informação nos traz conhecimento?

Acredito que todas essas facilidades da civilização moderna nos oferecem um bom estoque de informação, ou seja, matéria-prima para a construção do conhecimento. Isso porque o conhecimento exige capacidade analítica das informações que nos chegam e uma dose de obstinação dos filósofos gregos para buscar o entendimento do mundo em que vivemos. Apenas assim não seremos aqueles que têm “uma vaga noção de tudo, e um conhecimento de nada”, como definiu Charles Dickens.

Basta lembrar do pensador Peter Drucker. O pai da administração moderna possuía o poder do conhecimento, porque estudava o mundo, a natureza, o ser humano. E para elaborar seus conceitos recorria aos grandes pensadores da humanidade.

E o que Peter Drucker, o pai da administração moderna , fazia desse conhecimento? Debatia, disseminava seus estudos e visões e desenvolvia novos conhecimentos. Praticava o que defendia Platão, para quem “a coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento”. E para difundi-lo? Utilizava o poder da palavra. Com simplicidade e objetividade, expressava suas idéias por meio da oratória eficiente, assim como Sócrates nas ruas de Atenas.

Os pensadores de todas as épocas nos ensinam: os conhecimentos específicos inovadores dependem do exercício do pensar, do abrir-se para conhecimentos multifacetados e da habilidade de expô-los e também aprimorá-los.

Portanto, acredito que na vida corporativa precisamos de “líderes pensadores”, capazes de “ler o mundo”, transmitir e aplicar o conhecimento. Precisamos de lideranças aptas a raciocinar com a tropa e não a tocar a tropa. Como bem disse Ítalo Calvino, “quando tenho mais ideias do que os outros, lhes dou essas idéias. Isso é comandar.” E complemento: isso é liderança. Isso é poder.

segunda-feira, 1 de março de 2010

DIPOA tira de linha o FLT – Frango Levemente Temperado


Em menos de um mês, ou seja, a partir de 15 de março de 2010, fica suspensa a produção de carcaças e cortes temperados de aves, bem como de produtos de aves “marinados” destinados à venda no mercado interno. A decisão é do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem – Animal (DIPOA) que, entre as razões arroladas para a proibição, alega o “combate à fraude econômica decorrente dos diferentes processos tecnológicos de produção e que redundam em retenção de água em níveis superiores àqueles naturalmente presentes nas carcaças de aves, seus cortes e demais produtos”. O DIPOA também justifica ser difícil definir com brevidade a metodologia adequada de avaliação do percentual de água em produtos temperados. A suspensão não se aplica às aves consideradas especiais (“frangos especiais resfriados e congelados, obtidos a partir de linhagens genéticas especializadas, com no máximo 75 dias no abate e com 3 kg de carcaça) e a perus, patos, marrecos e galinhas d’angola. Datado de 12 de fevereiro, o Ofício que definiu a medida também estabeleceu: 1 – Prazo de dez dias para apresentação ao SIF local, pelas empresas, da relação de produtos objeto da suspensão, visando ao cancelamento dos rótulos registrados; 2 – Apresentação diária, até 15 de março de 2010, de relação da produção de carcaças, cortes temperados e produtos “marinados”, com respectivos controles de estoque; 3 - Prazo-limite de sessenta dias (contados a partir da data de publicação do documento) para a comercialização dos estoques existentes. O DIPOA esclarece ainda que a medida é temporária e será cancelada assim que seja definida a metodologia analítica para avaliação do percentual de água em produtos temperados. O vindouro (e passageiro) desaparecimento do Frango Levemente Temperado não chega a surpreender a indústria. Há exatos dois anos, preocupada com as fraudes então observadas, parte do setor já preconizava a suspensão do FLT. Clique aqui para acessar a íntegra do Ofício-Circular do DIPOA que determina a suspensão de produção das aves levemente temperadas.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Como envolver os empregados na participação dos resultados da empresa?


O conceito de motivação é muito extenso e complexo, pois não existe uma regra geral, como uma receita de doce, na qual os ingredientes são misturados na medida certa e com o tempo de preparo definido. São ações diversas, que contemplam um universo de inúmeros fatores, que têm que ser dirigidos especificamente para cada caso, conforme a atividade empresarial, o perfil dos colaboradores, as ações tomadas anteriormente neste sentido, o perfil do empresário (se exerce administração autocrática ou participativa). Enfim, depende da aceitação do empresário em implantar ações que motivam; avaliar o resultado destas ações e constantemente promover a manutenção e/ou o aperfeiçoamento das mesmas.
Conceitualmente, a motivação é formada por uma tríade composta de: benefícios/incentivos/treinamento e tem que ser harmonizada por estes três elementos. De nada adiantará o empresário oferecer treinamento e especialização, se não oferecer também atrelados a estes, benefícios e incentivos. Caso contrário, só estará proporcionando a concorrência entre profissionais mais qualificados, nos quais investiu em capacitação.
Porém, não conseguirá conservá-los por falta de alguns acessórios complementares que os mantenham constantemente motivados. Então, enumeramos algumas formas de motivação, envolvendo individualmente os elementos motivadores, não se esquecendo, porém, de que são integrantes de uma tríade que tem que ser harmonizada entre si:
Benefícios
Consiste basicamente numa complementação salarial; é conhecida, no campo empresarial, como salário indireto e pode ser representado por inclusões de produtos e/ou serviços que o funcionário deveria pagar em caso de uso. Como exemplo, podemos citar: convênio de assistência médico-hospitalar/ odontológica; ticket-refeição; vale-transporte; vales-compra; parcerias com clubes e entidades; convênios de descontos para medicamentos; cesta básica; creche; uniforme e material escolar para os dependentes.
Incentivos
São ações que dependem da criatividade do empresário, pois é necessário o conhecimento do perfil dos seus colaboradores, suas necessidades, ambições, carências e o seu grau de profissionalismo.
Como exemplo, podemos citar: premiações por metas alcançadas (bônus sobre produtos, comissão sobre totalidade de vendas, viagens com a família,jantares, churrasco de confraternização, etc.); diálogo constante com a equipe de colaboradores (de preferência reuniões com o grupo, ouvindo e avaliando sugestões); dimensão da estrutura para que nenhum componente do grupo possa se sentir prejudicado ou com carga excessiva de serviço; elogios (carta pessoal; referendum para o grupo; cartaz afixado com foto, nome e motivo da ação; etc.); manutenção do corpo-a-corpo diário com os colaboradores, transmitindo segurança e energia positiva.
Treinamento
Significa capacitar, proporcionar maior conhecimento específico da atividade, para se obter um maior grau de profissionalismo da equipe, e com isso, transmitir ao cliente maior segurança no atendimento. Todo e qualquer meio, adotados como forma de aprendizado, podem e devem ser estimulados e motivados, desde: cursos; palestras; feiras; seminários; exposições; workshops; leituras; visitas a concorrentes, etc.
Concluindo, investir em treinamento dos funcionários com a finalidade de capacitá-los, significa promover uma mudança de comportamento e de qualificação, visando a um melhor atendimento ao cliente com padrões diferenciados dos concorrentes. Portanto, o processo de motivação deverá ser sempre acompanhado e avaliado, para que o mesmo seja contínuo, modificado, aperfeiçoado e possa gerar resultados positivos, sem acomodação e principalmente sem criar vícios, ou permitir interferências que possam prejudicá-lo.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Navalshore 2010


VII Feira e Conferência da Indústria Naval e OffshoreRio de Janeiro - RJ - Brasil
Centro de Convenções SulAmérica
Visitação: 14h às 21h

A indústria naval e offshore brasileira vivencia fase de ascensão há pelo menos 8 anos. Mas o salto maior começou em 2009 quando a Petrobras iniciou investimentos em função das descobertas do pré-sal. Do total de US$ 174,4 bilhões previstos pela empresa para investimentos até 2013, US$ 104,6 bilhões referem-se às atividades de Exploração & Produção. Destes, cerca de US$ 28 bilhões serão destinados ao desenvolvimento do pré-sal. Em 2013 a Petrobras estima estar produzindo 157 mil bpd de óleo no pré-sal e em 2020 espera atingir 1,18 milhão de bpd. Já os parceiros da Petrobras deverão chegar à produção de 632 mil bdp em 2020.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Suinocultura limpa


Dar destino correto aos dejetos é um dos grandes gargalos da suinoculturaUma fazenda localizada no Distrito de Anhanduí, em Campo Grande (MS), encontrou uma solução que desde 2004, além de solucionar o problema, aumentou os lucros, diminui o número de mortandade e passou a economizar 90% na conta de energia elétrica.
A Suinocultura Rancho Alegre produz suínos desde 1983, mas foi a partir de 2004 que aconteceram as inovações mais impactantes, por meio da instalação de biodigestores para produção e queima de gás metano, que é gerado com os dejetos dos animais.
Uma vez por ano a fazenda vende créditos de carbono, por intermédio de uma cooperativa de suinocultores localizada em São Gabriel do Oeste, para empresas de capital estrangeiro, por meio da técnica. Além disso, a granja passou a ter uma economia de 90% na conta de energia elétrica, já que este recurso é gerado na propriedade, com os biodigestores e transformadores.
Empresário encontra soluções para aumentar a produção e lucrar com o que era descartado
Sistema de produção limpa na suinocultura trouxe para propriedade localizada em distrito de Campo Grande mais tranquilidade aos animais que somam um plantel com mais de 25 mil cabeças. Os administradores comemoram economia de 90% na conta de energia elétrica e ainda conseguiram diminuir a perde de animais. A manutenção das pastagens foi outra vantagem conquistada depois da instalação de biodigestores
Arão Antonio Moraes, proprietário da Suinocultura Rancho Alegre, localizada no Distrito de Anhanduí/Campo Grande, produz suínos desde 1983, mas foi a partir de 2004 que ele fez inovações, aumentou a produção e conseguiu dar destino a uma das maiores preocupações do setor: os dejetos.
Com 2.300 matrizes e 20 reprodutores na Central de Inseminação Artificial própria, a Rancho Alegre passou a trabalhar com desenvolvimento limpo na suinocultura, o que trouxe bons rendimentos, economia e ainda possibilidade de abastecimento de mercados antes considerados carentes como, por exemplo, matéria-prima para produção de farinha e torta de carne para alimentação de suínos.
A administradora da propriedade, Eleíza Moraes explica que desde 2004 estão em funcionamento na Rancho Alegre biodigestores para produção e queima de gás metano, que é gerado com os dejetos dos suínos. Uma vez por ano a fazenda vende créditos de carbono, por intermédio de uma cooperativa de suinocultores localizada em São Gabriel do Oeste, para empresas de capital estrangeiro, por meio da técnica. Além disso, a granja passou a ter uma economia de 90% na conta de energia elétrica, já que este recurso é gerado na propriedade, com os biodigestores e transformadores.
Eleíza explica que seria possível utilizar 100% da energia produzida na propriedade, porém os administradores optaram por manter nas residências o sistema “convencional” fornecido pela Empresa de Energia de Mato Grosso do Sul. “Como temos máquinas muito potentes em funcionamento, a energia acaba oscilando muito, por isto mantivemos nas casas das 11 famílias e no escritório central o sistema antigo.”, explica.
O empresário Antonio Arão, que também é presidente da Associação Sul-matogrossense de Suinocultores (Asumas), é categórico ao afirmar que a suinocultura cresceu consideravelmente nos últimos anos no Mato Grosso do Sul e com ela a preocupação em dar destino aos dejetos também passou a ser uma necessidade, uma vez que as cobranças em relação ao desenvolvimento sustentável também são muito presentes. “O produtor consciente não quer apenas ganhar dinheiro, mas também ter um modelo que possa trazer benefícios ao meio ambiente, afinal o empreendedor rural é o maior interessado em manter condições de solo e climáticas para seu negócio dar certo”, diz.
Antonio Arão explica que com os biodigestores a carga orgânica proveniente dos dejetos e sobras de rações da alimentação dos suínos em confinamento acaba se decompondo e gerando o gás metano, que é tido como um dos vilões responsáveis pelo efeito estufa. Nos balões são acondicionados e depois transformados em crédito de carbono.
A instalação dos biodigestores não trouxe apenas energia elétrica barata para a granja, mas uma tranqüilidade aos administradores. Para Eleíza Moraes, o suinocultor que não tem biodigestor tem um grande problema para administrar, mas quem o tem pode aproveitá-lo para faturar com créditos de carbono, utilizar a parte sólida que sobra como adubo e a líquida como ferti-irrigante para as pastagens. “Aqui, temos pasto verde o ano inteiro, pois os campos são adubados e irrigados ao mesmo tempo, independente se é período seco ou não. Diminuiu até o número de moscas na nossa propriedade”, comemora.
InovaçãoUm dos projetos implantados na propriedade é o congelamento de carcaça de animais mortos e placenta que depois se transformam em mais uma fonte de renda na suinocultura. Antes da idéia, dar destino a este tipo de produto também era uma preocupação dos administradores. Agora, uma vez por semana o material é destinado para o fabrico de biocombustível em Dourados ou no Distrito de Indubrasil (Campo Grande). Nos digestores é separada a banha (para biodiesel) e carne para ração.
Com novas técnicas para produzir suínos e dar destino não agressivo para o meio ambiente ao que antes era descartado, o empresário Arão Antonio pretende aumentar seu plantel a partir do próximo ano em, no mínimo, mais cinco mil matrizes. Além disso o mercado comprador, que atualmente é mais voltado para Campo Grande (40%), São Gabriel do Oeste, Rondonópolis e Goiânia, também vai ser incrementado pela oferta de produto.
AR- Com a economia na conta de energia elétrica, proporcionada depois da instalação dos biodigestores, os administradores da suinocultura implantaram nas baias da maternidade um sistema de refrigeração para as matrizes, o que proporciona um bem-estar animal para elas. O ar gelado é direcionado por um tubo somente para a região da cabeça das porcas porque os leitões preferem temperaturas mais elevadas que suas mães.
Segundo Eleíza Moraes nem todas as baias possuem o sistema de ar-condicionado, mas isto já é um projeto para o ano que vem. “Oferecendo condições de bem estar, as matrizes têm mais tranquilidade no momento da parição e cuidados com suas crias. Isto diminui, inclusive, o número de animais mortos”, conclui.
RaçãoDesde que a Suinocultura Rancho Alegre foi inaugurada toda a ração (da desmama a matrizes/reprodutores) é produzida na propriedade. O milho, soja e sorgo utilizados são produzido em outra propriedade de Arão Moraes, que fica no município de Terenos. Outros produtos são adquiridos a base de troca com fazendeiros próximos. O maquinário da fábrica de ração é movido com a energia proveniente dos biodigestores. O montante chega a 1 milhão de quilos/mês.

Expoagas 2010

As indústrias e fornecedores de produtos e serviços para o setor supermercadista gaúcho já começaram a desenvolver as ações de marketing para alavancar seus negócios na 29ª Convenção Gaúcha de Supermercados e Expoagas 2010, que ocorrerá entre 24 e 26 de agosto na Fiergs, em Porto Alegre. Neste ano, a feira deverá congregar 320 expositores – pelo menos 70% deles empresas gaúchas, e voltará a contar com 85 estandes pré-projetados reservados a indústrias de pequeno porte. “São espaços desenvolvidos especialmente para que o custo de montagem seja reduzido e seja possível a participação de empresas de todos os tamanhos. Um dos focos da Expoagas é justamente o de valorizar e incentivar a indústria gaúcha e as empresas de menor porte”, explica o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo. Em 2009, a feira recebeu 36 mil visitantes e movimentou um total de R$ 234 milhões em negócios – um crescimento de 10% nas negociações na comparação com a edição de 2008 do evento. Um levantamento feito pela Segmento Pesquisas na Expoagas 2009 revelou que a participação na feira tem como objetivos: aumentar os negócios, contatar clientes e vender (70%), expor seus produtos e sua marca (57%), divulgar lançamentos (54%), estreitar e melhorar o relacionamento com o supermercado (82%) e marcar presença (31%). As informações sobre como participar estão disponíveis pelo telefone (51) 2118-5200, ou através do e-mail comercial@agas.com.br. Confira o mapa da feira em www.agas.com.br.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Mobile World Congress em Barcelona


O congresso mundial de tecnologia móvel, o Mobile World Congress, que começou dia hoje em Barcelona, vai incorporar este ano empresas que desenvolvem aplicações móveis, reforçando o papel do certame como grande montra de novidades do sector.
O Mobile World Congress, que decorre até quinta-feira, une-se nesta edição a uma nova tendência que permite "artilhar" o telemóvel com todo o tipo de serviços: desde mapas a programas de emagrecimento.
As empresas que desenvolvem este tipo de aplicações estarão na edição deste ano no App Planet, um espaço que pretende ser uma das grandes atrações do evento e que é patrocinado por gigantes tecnológicos como a Vodafone, a RIM (Blackberry), o Google ou a Sony Ericsson.
O crescimento deste nicho tem sido exponencial, à medida que a tecnologia permite uma cada vez maior largura de banda para a internet móvel e os telemóveis ultrapassam (alguns deles largamente) a capacidade de resposta dos computadores de há quatro anos.
As novas aplicações também representam o novo grande negócio gerado à conta dos sistemas operativos dos telemóveis inteligentes: o do Iphone, da Windows, o Android (desenvolvido pela Google), o da Blackberry ou o da Palm. É também todo este ecossistema tecnológico que está a impulsionar o negócio de dados das operadoras.
Pela quinta vez em Barcelona, a organização do Mobile World Congress espera superar os números de 2009: 47.000 visitantes provenientes de 182 países.
O certame, que contará com 1.300 expositores, coincide com a presidência espanhola da União Europeia, pelo que o governo de José Luiz Zapatero planeou várias iniciativas para destacar a importância das telecomunicações na economia do país vizinho.
Assim, haverá um encontro de dirigentes governamentais presentes no congresso, bem como outro com presidentes e directores executivos de grandes empresas mundiais.
De fora este ano estará a Nokia, ainda que o fabricante finlandês - número um mundial no mercado de telemóveis - esteja presente através da sua participada Nokia-Siemens num espaço próximo da feira. Na feira propriamente dita, a Nokia estará presente de forma indirecta, nos stands de operadores de telecomunicações e de venda de telemóveis.
Por outro lado, a Nokia-Siemens será a grande protagonista numa demonstração de telefonia móvel de quarta geração (LTE) organizado pela Telefónica.
Tal como nos anos anteriores, a feira será palco de várias apresentações das novidades dos operadores de redes móveis, dos novos dispositivos e das tendências do sector. No entanto, acima de tudo o Mobile World Congress é um espaço onde os executivos de topo das empresas se encontram, trocam impressões sobre o futuro e fazem negócios.
Uma das empresas a apresentar novidades na feira é a portuguesa WeDo Technologies, que lança a nova plataforma de Revenue e Business Assurance, um produto que permite às empresas fazer um controlo dos incentivos, das cobranças e dos processos relacionados com o controlo de parceiros de conteúdos, roaming e interligação.
Também a portuguesa Wit lança na feira uma solução tecnológica que, diz, "vai revolucionar" os contactos entre clientes e prestadoras de serviços, ao criar um operador virtual capaz de responder de viva voz ou por escrito.
Presentes em Barcelona estarão também as portuguesas NDrive, no espaço App Planet, e a Portugal Telecom Inovação.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Sacolas Retornáveis


Desde fevereiro de 2009, os Supermercados Cotrijui colocaram em prática a campanha Sacola Ecológica Dá Brindes. Através da iniciativa, até janeiro de 2010, as lojas da cooperativa já deixaram de fornecer mais de um milhão de sacolas plásticas, confirmando a adesão crescente de clientes que estão dando preferência às sacolas retornáveis. A cada compra nos Supermercados Cotrijui em que o cliente utilizar sacolas retornáveis e não as plásticas, recebe pontos que podem ser trocados por brindes. Na terceira fase do projeto, que se encerrou no dia 5 de fevereiro, ao total, foram distribuídos 121 camisetas oficiais do Esporte Clube São Luiz, 817 camisetas da campanha, 51 camisetas oficiais do Grêmio, 50 camisetas oficiais do Inter, 152 cadeiras de varanda e 1,1 mil jogos de talheres. Foram sorteados, ainda, nove máquinas fotográficas, nove aparelhos de som e nove máquinas de lavar. O sorteio ocorreu simultaneamente em cada loja das unidades da Cotrijui. A partir de agora, em sua quarta etapa, a campanha da cooperativa muda de foco e adota o slogan “Continue usando as suas sacolas retornáveis”.

EU ME CONTROLO, TU TE CONTROLAS, MAS QUEM NOS CONTROLA NO USO DAS MÍDIAS SOCIAIS NO TRABALHO?


As companhias brasileiras são as que exercem mais controle sobre o uso de mídias sociais no trabalho, segundo pesquisa da Manpower, empresa de recursos humanos que oferece serviços para todo o ciclo de negócios e de emprego, com 34 mil empregadores de 35 países. De acordo com o estudo, 55% das organizações privadas no Brasil têm alguma política nesse sentido, contra apenas 20% na média global. A pesquisa mostra que o setor de finanças é o que mais controla os empregados (81%), seguido de transportes (65%) e administração pública e educação (58%).

No mundo todo, o número de empresas que controlam as redes sociais é consideravelmente menor que no Brasil. As Américas apresentam uma média de 29% de instituições dizendo controlar as redes sociais: no México, 29%; Canadá, Costa Rica e Guatemala, 27%; Argentina e Peru, 26%; Colômbia, 25%; e Estados Unidos, 24%. Na Ásia e no Pacífico, a média de empresas com políticas de comando fica em 25%: China, 33%; Nova Zelândia, 32%; Austrália, 31%; Hong Kong, 27%; Japão, 25%; Taiwan, 23%; Singapura, 14%; e Índia, 11%. Europa e África apresentaram a menor média de controle, apenas 11%. Na Polônia, apenas 1% das empresas têm políticas nesse sentido; na França, 2%; Áustria e República Tcheca, 4%; Alemanha e Suíça, 6%; Bélgica, Romênia e Suécia, 7%; Grécia, Itália e Espanha, 10%; Hungria e Noruega, 11%; Holanda, 13%; Irlanda, 15%; Reino Unido, 22%; e África do Sul, 40%.

Dos quase mil empregadores brasileiros entrevistados, 77% afirma que evitam a perda de produtividade com suas políticas de uso de mídias sociais. Para 32%, a regulamentação protege informações confidenciais das companhias. Outras razões citadas foram proteger a reputação da empresa (19%), e ajudar no recrutamento de pessoal (11%). “Podemos notar que as políticas para mídias sociais ainda estão focadas no gerenciamento de riscos, e não na maneira como as organizações podem aproveitar essas ferramentas em benefício dos empregados e do negócio”, afirma Pedro Guimarães, diretor comercial da Manpower no Brasil, em comunicado encaminhado ao Portal da Propaganda.

Para ele, uma política proibitiva pode ser prejudicial às empresas, já que ignora todo o potencial das mídias sociais – especialmente em um cenário em que colaboradores mostram-se desmotivados com suas funções atuais ou em que os talentos estão muitas vezes deslocados. “Mais do que nunca, empregadores devem aproveitar as mídias sociais para fortalecer sua imagem junto a colaboradores, ajudando a atrair candidatos e a manter os empregados motivados”, aponta.

O crescente uso dessas redes traz desafios para o gerenciamento de imagem das organizações, que provavelmente precisarão exercer algum controle. No entanto, se as empresas estiverem preparadas para adotar as mídias sociais, pode haver benefícios consideráveis. “Redes sociais são uma boa oportunidade para construir uma empresa vencedora. Elas podem ajudar a manter os colaboradores intelectualmente e emocionalmente engajados, alinhados a missão e valores de uma organização”, finaliza Guimarães.

A Manpower tem algumas dicas para o uso produtivo das mídias sociais nas empresas:

– Desafie os colaboradores a inovar, estimulando-os a desenvolver maneiras de usar essas ferramentas para melhorar seu trabalho. Incentive o compartilhamento das boas práticas, como por exemplo, o uso das mídias sociais para gerar acessos ou atender melhor aos consumidores ou clientes.

– Fique de olho nos especialistas que tem dentro da empresa, e estimule-os a demonstrar o uso de mídias sociais para os colegas. Preste atenção às ideias que surgem dessa interação.

– Deixe que os colaboradores assumam a tarefa. A base de qualquer rede social saudável é o comprometimento dos usuários. Estimule os empregados a ajudar no desenvolvimento e implantação da rede, promovendo a confiança nos objetivos instituídos no fim do processo.

O estudo Social Networks vs. Management? Harness the Power of Social Media encontra-se disponível em http://www.manpower.com/research/research.cfm.

Petrobras anuncia descoberta de óleo em águas rasas em Campos


Poço deve iniciar produção ainda neste ano e faz parte de nova estratégia da companhia
A Petrobras concluiu a perfuração do poço exploratório 4-PM-53 em águas rasas (200 metros) no pós-sal da Bacia de Campos. A descoberta abre uma importante frente exploratória à Leste das concessões de Pampo e Bicudo. O volume de óleo recuperável é estimado em 25 milhões de barris. Em razão da qualidade e da espessura do reservatório, estima-se que a vazão de óleo do poço será de cerca de três mil barris por dia.
Perfurado a seis quilômetros da PPM-1 (Plataforma de Pampo), com o poço constatou-se uma coluna contínua de 128 metros de óleo de 20 graus API nos calcários albianos em reservatórios de ótimas características de porosidade e permeabilidade. Como no local já existe infraestrutura de produção instalada, a Petrobras afirma que o poço irá iniciar a produção ainda este ano. Estuda-se a sua interligação com a plataforma PPM-1 ou com a plataforma P-7, produtora no campo de Bicudo.
Segundo a estatal, a descoberta faz parte da estratégia da empresa de intensificar os trabalhos próximos a campos em produção, e visa a aproveitar a capacidade das instalações existentes, diminuir os custos e agilizar a produção de novos volumes de óleo. A companhia afirma que pretende perfurar novos poços na região.
A descoberta anunciada faz parte de uma nova estratégia adotada pela Petrobras para agilizar o início da produção em pequenos reservatórios potenciais localizados próximos a áreas com infraestrutura já instalada, disse o gerente de planejamento da área de Exploração e Produção da estatal, Mauro Santana.
Segundo ele, pelo menos 20 pontos já foram localizados na Bacia de Campos para servirem a esta estratégia e deverão ser perfurados ao longo de 2010, para começarem a produzir em poucos meses após sua descoberta ter sido confirmada. Estas áreas estão localizadas principalmente no entorno de grandes campos da Petrobras, como Marlim, ou Marlim Sul. "Com a utilização da estrutura instalada, ganhamos tempo para acelerar o desenvolvimento de uma área e iniciar a produção num prazo recorde", comentou, destacando que a descoberta realizada na quinta-feira poderá estar produzindo já no final do ano.
Isso será possível porque a área do novo reservatório está localizada próxima a dois campos de pequena produtividade da Petrobras: Pampo e Bicudo, que produzem juntos um total de 25 mil barris e mais oito milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo. "Vamos utilizar a estrutura ociosa da P-7 (instalada no campo de Bicudo) para extrair e processar o óleo do novo reservatório", relatou. Considerada de pequeno porte, o novo reservatório poderá produzir em torno de três mil barris por dia.
O programa para agilizar a operação em áreas de pequeno porte e com infraestrutura já instalada deverá contribuir para evitar a queda na produção anual da Petrobras, que atinge a 10% do volume, por conta de reservatórios que entraram em declínio. Além desta estratégia, a companhia tem adotado outras também sobre reservatórios de pequeno porte, como a identificação de novas fronteiras exploratórias e também a recuperação de campos maduros. "É claro que a companhia tem como prioridade os grandes reservatórios, mas tem obtido bons resultados com estes projetos estratégicos", comentou Santana.(Fonte: Jornal do Commercio/RS)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Dez tendências cruciais de consumo para 2010


Confira o que está por vir no próximo ano, em termos de comportamento do consumidor. Nada será como antes em tempos de “madurialismo” – a explicação você encontra no item 10.
Sob a chamada “Uma bonança de oportunidades”, o site trendwatching.com selecionou dez tendências inspiradoras para o lançamento de produtos e serviços em 2010. Elas são “à prova de recessão”, porque consumidores sempre valorizam inovações que os beneficiem de alguma maneira. A lista você confere abaixo, mas leve em conta que todas as tendências já acontecem e estão permanentemente em evolução.

1. Nada será como antes: as empresas terão de acompanhar os movimentos da cultura, o que pode significar mostrar mais transparência e honestidade, conversar (em vez de comunicar unilateralmente), ou promover a colaboração. Podem, ainda, ter de encarar a questão “generosidade versus ganância”, ou ser um pouco desafiadoras e limítrofes, em vez de seguras e brandas. A sustentabilidade, em todos os sentidos possíveis da palavra, é o único caminho.

2. Urbanidade: os consumidores urbanos serão mais sofisticados, exigentes, abertos ao novo e conectados ao mundo. Crescerá o chamado “orgulho urbano”, uma referência ao sentimento de orgulho pela localidade em que se vive. Oferecer produtos e comunicação específicos para cada agrupamento urbano será uma ótima maneira de mostrar respeito aos cidadãos de todo o mundo. É o que faz a Guerlain, ao lançar fragrâncias tendo as cidades como referência. Por exemplo, o perfume Paris-New York é uma combinação de canela, baunilha e cedro.

3. Críticas em tempo real: o que você lançar em 2010 será comentado em massa, ao vivo, o tempo todo. Consumidores terão acesso a um fluxo vivo de experiências de outros consumidores. O Twitter, então, ganhará ainda mais força. Após ler uma crítica, os consumidores precisarão de mais detalhes e tentarão contato com quem comentou, sem que a empresa saiba o que está sendo dito. Nesse sentido, envolver os consumidores no desenvolvimento de produtos desde a momento zero é uma estratégia mais segura para evitar críticas ruins.

4. (F)Luxo: ainda que o luxo tradicional permaneça, “luxo” e “status” serão o que o consumidor quiser que seja –um fluxo dinâmico de significados para diferentes segmentos de consumidor, dependendo do que for considerado escasso. Poderá ser “tempo para si”, “residências para seis pessoas”, “informação relevante” ou até “não ter de consumir”. O segredo será encontrar e cunhar o gatilho correto de status para a audiência correta.

5. Reunião da massa: contrariando muitos prognósticos, as pessoas que viverão a maior parte de sua vida no mundo online também se congregarão com mais frequência. A oportunidade, então, está em facilitar o relacionamento entre pessoas afins, antes, durante e depois de um encontro off-line. É o que faz o Channel 4, da TV inglesa, ao oferecer aos espectadores um aplicativo que ensina as pessoas a organizarem festas com seus contatos do Facebook.

6. Ecofacilitação: será preciso facilitar ao consumidor ser mais “verde”, isto é, os processos e produtos devem ser mais sustentáveis, sem que o consumidor precise se dar conta disso e, se necessário, não deixando margem para a escolha de alternativas menos responsáveis. Isso talvez exija a ação de governos e empresas corajosas. A Chrysler, por exemplo, distribuirá os manuais dos proprietários de seus automóveis em DVDs, em vez de em papel.

7. Rastrear e alertar: o novo sistema de busca (tracking & alerting) permitirá que informações relevantes encontrem os consumidores, baseadas em preferências que eles voluntariamente revelam. Economia de tempo e aumento do controle das pessoas será o resultado. O MySkyStatus, da Lufthansa, envia mensagens automáticas aos amigos dos passageiros, publicando localização, altitude, embarque e chegada no Twitter e no Facebook do passageiro.

8. Generosidade embutida: generosidade e colaboração entraram no Zeitgeist, o espírito de nossa época, e toma a forma de doações vinculadas a compras, de maneira prática. Os consumidores codoam e/ou codecidem, como no caso da campanha das sopas Campbell’s, na qual os consumidores decidem, pelo voto, quais celeiros precisam de restauração. A cada voto, US$ 1 é doado para a reforma dos cinco celeiros mais votados.

9. Exploração de perfis: ajudará os indivíduos a extrair benefícios de seus perfis online. Oportunidades virão, por exemplo, da representação de consumidores que estão dispostos a divulgar aspectos de suas intenções de compra para as empresas, ou da proteção e armazenagem de registros digitais de alguém. Pela taxa única de US$ 399, o Swiss DNA Bank armazena dados do seu DNA e mais 1 GB de outros dados.

10. “Madurialismo”: o termo (“maturialism”) refere-se ao comportamento do consumidor em mercados maduros, combinando maturidade com materialismo. Eles não toleram ser tratados como desinformados, facilmente impactáveis e inexperientes. Encaixam-se em várias ou todas as tendências acima expostas. A questão para 2010 será: até onde você vai como marca, ao espelhar crenças sociais que dizem respeito a tudo, menos a ser submisso? Trata-se de ser um pouco mais ousado e distinto, se você quiser seguir o movimento da cultura. Nessa linha, a designer parisiense Nicole Locher, por exemplo, lançou uma coleção de blusas femininas com mensagens bordadas que incluíam frases como “Pequena vadia” e “Nem ouse olhar para mim”.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Modelo Investe em seu Capital Humano

» Gerir o trabalho de 2.012 funcionários não é tarefa fácil, nem afeta a qualquer empresário. Responsabilidade, liderança, criatividade, habilidade, ética e transparência são alguns dos predicados necessários para criar e manter tal volume de empregos num setor altamente competitivo como o do comércio de alimentos.

E é assim que a rede de supermercados Modelo tem atuado desde que surgiu em Mato Grosso, na década de 80.



Do gerente até o funcionário de nível operacional, uma das palavras de ordem do grupo é a integração. Todos ao entrar na empresa conhecem a estrutura das 13 lojas de Cuiabá e Várzea Grande, tem informações sobre os valores, o histórico e a política da empresa e é incentivado a trabalhar por um sonho. O recado é dado nos três primeiros meses de experiência e quem se interessa, veste a camisa.
Com um departamento de Recursos Humanos dividido em setores de Recrutamento e Seleção; Cargos e Salários; Benefícios; Serviço Social; Medicina do Trabalho e Pessoal, os funcionários são atendidos e conhecem os vários níveis de comprometimento da empresa.
A responsável pelo setor de Treinamento e Endomarketing do Modelo, Alessandra Pereira de Almeida Monteiro, afirma que a rede formaliza neste momento o “Programa de Formação de Encarregados”, que terá como objetivo capacitar talentos identificados dentro dos supermercados, para a função de gerentes de seção. “Cada seção é organizada e coordenada por um funcionário e a nossa intenção não é a de trazer essas pessoas de fora. Mas, capacitar os próprios trabalhadores da Casa para garantir que tenham perspectivas de ascensão”, explica.

Um dos exemplos dessa maleabilidade citados por Alessandra é o do gerente do Modelo da Miguel Sutil, Roberto Selisbino de Faria. “Ele começou na empresa como repositor de produtos nas prateleiras e hoje é um gerente. Mostrou seu potencial e foi aproveitado”, contou.

O Modelo ainda tem programas específicos de integração para que os funcionários se conheçam e desenvolvam outras atividades. Um deles é o “Fã”, que está no seu 10º ano de funcionamento. E este ano, acontece no dia 04 de setembro. “É um evento para o funcionário trazer família e amigos. No deste ano devem participar cerca de 6 mil pessoas que são convidadas e ver seus parentes fazerem apresentações artísticas de teatro, de música, canto e outros. No final, o vencedor dos concursos recebem prêmios como eletroportáteis (televisão, som, dvd, celulares), bicicletas e outros”, lembra.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Alternativa tributária para carne poderia diminuir abate clandestino no Estado


Nesta terça-feira, 19/1, os integrantes do Grupo de Trabalho da Cadeia Produtiva da Carne Bovina da Agenda 2020 discutiram uma proposta alternativa para a substituição tributária aplicada no setor.

A reunião aconteceu na sede da Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS) que, desta forma, trás pela primeira vez o varejo para o debate.

- É a primeira vez, em razão da Agenda, que todos os elos da cadeia discutem a matéria – festeja o diretor técnico da Pólo RS e da Agenda 2020, Paulo de Tarso Pinheiro Machado.

A principal característica da substituição tributária é a retenção do imposto direto na fonte do seu fornecimento, pelo industrial, fabricante ou distribuidor. Segundo o setor produtivo este mecanismo inviabiliza as pequenas indústrias de abate, estimula a sonegação e a guerra fiscal.

- A estimativa é de que a cada ano cerca de um milhão de cabeças sejam abatidas clandestinamente no Estado – alerta o coordenador do Grupo, Fernando Adauto.

O número de abatedouros clandestinos é desconhecido, mas se tem uma idéia a partir das empresas que procuram os benefícios fiscais oferecidos pelo Governo através do projeto Agregar.

- Dos cerca de mil abatedouros que o Estado possui menos do que cem procuraram se beneficiar destes incentivos – afirma Adauto.

A alternativa estudada e incorporada pela Agenda 2020 trata da redução da carga tributária da indústria trazendo para a formalidade esses frigoríficos e abatedouros.

A diferença seria destinada a estimular a constituição de um fundo voltado a rastreabilidade que obrigaria a todos os produtores a aderir e, conseqüentemente, evitando o abate irregular e a sonegação com aumento da receita do Governo.

- O resultado final seria positivo para toda a cadeia,para o governo e, principalmente para o consumidor já que com o abate irregular a carne consumida fica sem fiscalização e controle de procedência - conclui Adauto

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O custo de não se fazer na cadeia produtiva da carne

Da Agenda (13/1/2010) - A idéia da Agenda 2020 de criar indicadores que mostrem o “custo de não se fazer” na área de logística será usada em outras áreas abrangidas pelo movimento.

O grupo de trabalho que estuda os problemas da cadeia produtiva da carne bovina, reunido nesta terça-feira, na Faculdade de Agronomia da UFRGS, também adotará indicador semelhante para mostrar os prejuízos econômicos que representam as dificuldades do setor.

- A idéia é mostrar o quanto o não fazer pode custar ao caixa do governo e afetar a todos - explicou o diretor-técnico da Agenda 2020, Paulo de Tarso Pinheiro Machado.

Alguns custos na área de infraestutura já são conhecidos como a perda anual de R$ 2,4 bilhões pela falta de mil metros da pista do aeroporto Salgado Filho e os gargalos da BR - 116 ( região metropolitana), que chegaram a R$ 8 bilhões nos últimos dez anos.

A base para os indicadores da carne será um levantamento realizado pelo Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (Nespro) da Ufrgs, que sinaliza as principais dificuldades a serem superadas pelo setor, como o déficit de carne bovina no Estado e a desestruturação da cadeia produtiva.

Para o coordenador do Nespro, Júlio Barcellos, os entraves podem começar a ser superados através de um trabalho focado na gestão e no emprego de mais tecnologias a campo. O primeiro passo, segundo o especialista, seria incrementar a capacitação, profissionalizando os trabalhadores.

- Sofremos com a falta de gestores que dominem a tecnologia disponível. Hoje predomina a figura do campeiro que conhece o campo, mas não sabe administrar – ressaltou.

O coordenador do Grupo de Trabalho, Fernando Adauto, destacou a necessidade de procurar mecanismos para tornar mais conhecidas as características da carne bovina produzida no Estado, sua qualidade e especificidades produtivas.

- Precisamos de tecnologias que comprovem que o produto é diferenciado - disse.

As áreas de sanidade, nutrição animal, reprodução e manejo também foram apontadas como prioridades a serem discutidas, além do desafio de se achar o custo que representa essa situação para o Rio Grande do Sul a cada ano.

A próxima reunião do Grupo será na terça-feira, 19/1, na sede da Associaçao Gaúcha de Supermercados (AGAS).

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Dúvidas frequentes sobre o registro de marcas


Dúvidas frequentes sobre o registro de marcas

Custa caro registrar uma marca? Para que serve realmente? Devo registrar apenas o nome ou o logotipo também? Por quanto tempo vale o registro? Pessoa física também pode? Veja as respostas.
Por Rudinei Modezejewski

Nove entre dez empresas e pessoas físicas em dúvida sobre o processo e os requisitos para o registro de marcas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) fazem mais ou menos as seguintes perguntas:

1. Já tenho meu registro na Junta Comercial. Preciso registrar a marca?
Sim. O registro na Junta Comercial tem abrangência estadual; a marca registrada no INPI tem abrangência nacional. Além disso, o registro da marca no INPI pode cancelar o registro na Junta Comercial.

2. Qual a vantagem de ter uma marca registrada?
Basicamente a marca é registrada de forma defensiva ou ofensiva. Ou seja, você pode registrar uma marca para evitar que alguém tente impedi-lo de usá-la (caso das pequenas empresas) ou para evitar que os outros usem essa marca (geralmente estratégia de empresas médias e grandes).

Só uma marca registrada pode gerar receita através de licenciamento, franquia ou venda.

3. Se tiver problemas eu mudo de marca, certo?
Errado. Você pode até mudar de marca, mas isso não evita que você responda pelo uso que fez da marca registrada de outra empresa. Nesses casos, é comum que o titular da marca exija indenização, além da mudança imediata da marca.

Só na mudança de marca você já tem prejuízo: imagine ter que mudar todos os impressos, veículos, fachada, placas, carimbos e até o registro na Junta Comercial.

4. Mas o nome da minha empresa é o meu sobrenome. Então não preciso me preocupar, certo?
Errado. Um dos maiores erros é imaginar que, sendo seu sobrenome, não há riscos. Existem outros parentes com o mesmo sobrenome; muitos talvez você nem conheça e nada impede que um deles tenha uma empresa no mesmo ramo que o seu. Então é importante que você proteja sua marca antes que outro o faça, e o impeça de usá-la.

5. Fiquei sabendo que existe outra empresa com o mesmo nome (marca) que uso. Então não posso registrar minha marca?
Talvez. No Brasil as marcas são registradas por classes. São 45 classes diferentes, que reúnem produtos ou serviços com afinidades. Então podemos ter a marca “Continental” registrada para uma empresa na classe de Cigarros e para outra na classe de Eletrodomésticos e assim por diante.

Se a empresa citada estiver usando a marca para outro produto ou serviço, é bem possível que você possa proteger sua marca. Além disso, se o uso for para a mesma atividade mas você tiver como provar que usa a marca há mais tempo, também há chance. É preciso estudar o caso detalhadamente.

6. Custa caro registrar uma marca?
Não. Para pedir o registro de uma marca você gasta uns mil reais. É um investimento baixo, comparado ao risco de poder ser impedido de usá-la e ainda estar sujeito a ser processado e ter que pagar uma indenização. Para microempresas, entidades sem fins lucrativos e pessoas físicas, várias taxas têm redução de 50%.

7. Mas se eu não registrar, qual pode ser meu prejuízo?
É difícil quantificar um problema que pode até nem acontecer, mas vamos tentar: se você não registrar, mas alguém fizer isso e sua empresa pode ser processada por uso indevido de marca e o autor do processo poderá solicitar indenização. Essa indenização varia entre 3% e 5% do faturamento bruto de sua empresa nos últimos cinco anos.

Caso ele somente solicite que você pare imediatamente de usar, isso pode ser exigido com um, dois ou mais dias, a critério do proprietário da marca (cabe ao juiz concordar ou não com esse prazo). Você terá que desembolsar os valores referentes à impressos, fachada, notas fiscais, veículos adesivados etc.


8. Quem pode registrar uma marca?
O INPI estabelece que para o registro da marca você deverá exercer licitamente a atividade para a qual pretende proteger a marca. Por exemplo, se você pretende registrar uma marca para proteger artigos do vestuário, deverá provar que exerce essa atividade. Geralmente isso é feito através do objetivo social descrito no contrato social da sua empresa, por isso geralmente as marcas são registradas por pessoas jurídicas.

9. Então uma pessoa física não pode registrar marca?
Sim, em alguns casos. Os profissionais liberais, por exemplo, podem comprovar facilmente o exercício da atividade. Então advogados, engenheiros, arquitetos, dentistas, contabilistas e muitos outros podem registrar marcas. Mas esse registro deve ser vinculado à atividade que exercem; um engenheiro não pode registrar uma marca para o ?produto? cimento ou para confecções; somente para ?serviços de engenharia?.

10. São só essas profissões que podem registrar marcas como pessoas físicas?
Não. Como dissemos antes, a exigência do INPI é que você comprove que exerce a atividade licitamente. Então, se você for, por exemplo, organizador de eventos e tiver registro como autônomo na prefeitura da sua cidade, poderá fazer o registro da marca dos eventos que criou.

Essa regra vale para outras atividades também. Outra exceção é para os agricultores inscritos no Incra, que podem registrar marca para todos os produtos relacionados à atividade agropecuária – cereais (arroz, milho, feijão etc.); carnes (aves, suínos, bovinos, peixes etc.); legumes e verduras.

11. Qual a proteção que tenho ao registrar uma marca?
O registro da marca garante ao seu titular o direito de exploração comercial da marca, o direito de impedir que terceiros imitem, reproduzam, importem, vendam ou distribuam produtos com sua marca sem sua autorização.

12. Então, ao registrar a marca “Continental” para eletrodomésticos, terei a marca protegida e ninguém poderá usá-la, certo?
Errado. Você terá a marca protegida e ninguém poderá usá-la na atividade ou produto para o qual você pediu o registro. Outras atividades ou produtos podem até ter uma marca igual à sua. Veja a marca “Continental”, por exemplo. É registrada para eletrodomésticos para uma empresa, cigarros para outra, hotéis para outra, transportadora e vários outros segmentos, sempre para empresas diferentes.

13. Não entendi. Então qual é a função do registro de uma marca?
Simples: a marca é registrada para evitar que os consumidores comprem produtos ou serviços de outra empresa achando que estão comprando da sua marca. A principal função do registro de marcas é evitar que o consumidor seja iludido, enganado. Por isso há a possibilidade de registro de marcas iguais em classes diferentes por empresas diferentes. O cliente que deseja uma lavadora Continental não vai se confundir com um pneu Continental.

14. Então se uma marca (mesmo famosa) não tiver registro para um determinado produto ou serviço, posso registrá-la?
Calma, existem exceções. Marcas muito conhecidas recebem uma proteção especial do INPI, mas isso não é nenhuma irregularidade, lobby ou coisa assim. É simplesmente a manutenção do mesmo princípio que guia o registro da marca – ?evitar que o consumidor se confunda?. Imagine ter uma marca Farmácia Gerdau. Certamente todos pensariam que tem vínculo com a Gerdau S/A, certo? E uma lanchonete Coca-Cola? Confecções MacDonald’s?

15. Minha empresa vende tapetes. Minha marca é Rei dos Tapetes. Posso registrá-la?
Sim! Mas, atenção, toda marca que é “evocativa” (que engrandece suas qualidades) ou “descritiva” (descreve o produto ou serviço) é considerada marca fraca. Ou seja, ela pode ser registrada por sua empresa, mas outras poderão registrá-la também, porque ela não tem o que comumente chamamos de “características distintivas”. É uma marca tão diretamente ligada ao produto que não pode ser exclusiva de nenhuma empresa.

16. Então não vale a pena registrar esse tipo de marca?
Depende. Se você tem um logotipo que o diferencia e, dentro da região onde atua, é reconhecido, vale a pena sim. Lembre-se que a marca tem função defensiva também. Ou seja, neste caso você fará o registro para evitar que outra empresa a registre e o impeça de usar sua própria marca.

17. Posso registrar como marca nome de personagens de histórias em quadrinhos ou do cinema?
Não. Apesar de muitos deles não estarem registrados em nenhuma das 45 classes previstas no INPI, existe uma restrição na própria Lei de Marcas (lei 9.279) que proíbe que títulos ou personagens protegidos pelo direito autoral sejam registrados como marca, salvo com consentimento do autor. Esse tipo de erro é especialmente mais comum em conjuntos musicais, bandas de rock etc.

18. Qual é o “prazo de validade” de um registro de marca?
No Brasil o registro de marca é concedido por períodos de dez anos e pode ser renovado indefinidamente. Mas o titular da marca tem que solicitar a renovação do seu registro durante o nono ano de vigência do registro, caso contrário ele pode perder a marca.

19. Se eu não renovar minha marca, alguém poderá registrá-la em seu nome?
Sim. Esse é um problema muito comum, especialmente quando a empresa entra em processo de falência é freqüente a perda de prazo. Além desses casos, muitas vezes a empresa simplesmente perde o interesse na marca e abandona o produto/serviço. É uma excelente oportunidade para que alguém que procura por uma marca nova.

Essas marcas, abandonadas, estão legalmente livres para que qualquer um as registre. Muitas delas ainda têm forte apelo de mercado e consumidores fiéis.

20. E as marcas mistas, devo registrá-las?
Sim. As marcas mistas, também chamadas de logomarcas ou logotipos, são fundamentais para a diferenciar seu produto ou empresa dos demais.

Quando você tem somente o registro da marca nominativa, tem somente o texto. Se um pirata copiar seu logotipo com outro texto, somente com o registro da marca mista você terá como de proteger. Se você tem o registro na forma nominativa apenas, pode ter problemas com um concorrente que imite seu logo e escreva nele um nome parecido.