sexta-feira, 30 de março de 2012

EMPRESAS NÃO MORREM DE HEMORRAGIA Empresas morrem sangrando lentamente. Uma gota de sangue por hora e as forças vão se exaurindo aos poucos. Como o processo é demorado, as pessoas "acostumam-se com a paisagem" e tudo parece normal, mas a empresa está minguando. Um ano depois do início do sangramento pouco intenso, a organização já não tem forças para fazer certos investimentos que fazia no passado, mas ninguém enxerga. Culpa-se a crise financeira, o governo, o concorrente ou encontra-se qualquer outra desculpa esfarrapada. Mas empresa continua doente. Empresas não morrem de hemorragia. Quando esta acontece, a correria é imediata e, incrivelmente, os prejuízos são menores. O problema é a gotinha de sangue perdida a cada hora. Passa desapercebida e vai matar a organização. Exemplos de gotinhas de sangue? A lista é imensa. Veja alguns casos: 1. O cliente que reclama e não recebe qualquer atenção. 2. O produto devolvido. 3. O funcionário demitido (todo o investimento feito nele vai para o ralo). 4. A venda perdida (invisível para muitas empresas). 5. A análise de crédito mal feita e que mata uma venda. 6. A inadimplência que poderia ser evitada. 7. A tolerância com fornecedores ruins. 8. A arrogância de diretores que fingem não ouvir os problemas reportados por suas equipes. 9. A falta de franqueza em uma reunião. 10. A política em excesso nos níveis superiores da hierarquia. 11. Pessoas ociosas. 12. Todo tipo de retrabalho 13. Erros repetitivos – sempre o mesmo erro. 14. O representante comercial que fala mal da própria empresa para o cliente. 15. O desperdício de materiais e de energias. Sua empresa provavelmente perde um pouco de sangue todo dia. O nível da perda é conhecido e controlado? O sangue é reposto conscientemente? Há esforços claros e organizados para reduzir a sangria? Um empresário me disse: "...podemos até perder sangue, mas estamos crescendo". Perguntei como o crescimento da empresa dele comparava-se ao crescimento de seus concorrentes e do segmento onde ele atua. Era menor. Quando se cresce menos do que os outros, estamos reduzindo nosso tamanho. Crescer é crescer mais do que os outros. Senão, não é crescimento. Empresas não morrem de hemorragia. Morrem à míngua.

quarta-feira, 21 de março de 2012

segunda-feira, 19 de março de 2012