quinta-feira, 16 de abril de 2015

Procon Estadual autua sete restaurantes chiques do Rio

O Procon Estadual retomou nesta terça-feira (14/04), a Operação Ratatouille, que visa fiscalizar restaurantes requintados no estado do Rio. Dos dez restaurantes vistoriados, sete deles foram autuados por diversas irregularidades. Foram descartados pelos fiscais 53kg e 115g de alimentos impróprios ao consumo. O caso mais grave foi do Restaurante Oro, na Lagoa, em que os fiscais descartam cerca de 30kg de produtos vencidos. Dos 29kg e 500g de produtos vencidos descartadas pelos fiscais no Restaurante Oro, 27kg era de hambúrgueres. Já no restaurante Garden, de Ipanema, havia 14kg e 200g de produtos impróprios ao consumo entre massas e recheios sem identificação do prazo de validade e 2kg de picles vencidos. O seu certificado de dedetização também estava vencido e, na cozinha, as condições de higiene eram péssimas, com lixeiras sem pedal. As geladeiras da cozinha e do bar estavam sem funcionar e sem o sistema de vedação. Os restaurantes Artigiano e Anna Ristoranti, localizados em Ipanema, foram autuados por não apresentar o certificado de Corpo de Bombeiros. Os fiscais deram prazo de 48 horas para apresentação do documento na autarquia. Já o restaurante Lasai, em Botafogo, quatro extintores e o alvará de funcionamento estavam vencidos. Os fiscais determinaram um prazo de cinco dias para apresentar um novo certificado a autarquia, caso contrário ele será interditado. No Margutta, em Ipanema, havia um extintor vencido e outro sem especificação de seu prazo de validade. O estabelecimento não apresentou os certificados do corpo de bombeiros e dededetização. O certificado de potabilidade da água estava vencido desde setembro do ano passado. Foi determinado o prazo de 48 horas para apresentação desses documentos na sede da autarquia ou o estabelecimento será interditado. Não foram encontradas irregularidades nos seguintes estabelecimentos: Restaurante Otto(Rua Mariz e Barros, 1050 – Tijuca); Restaurante Mee (Copacabana Palace) e Restaurante Le Pré Catellan (Hotel Sofitel). A última ação da operação havia sido realizada em 30 de março. Naquela oportunidade, dez dos 15 restaurantes visitados foram autuados e foram descartados 241kg e 485g de alimentos e 144 litros de bebidas impróprios ao consumo. Obs: Há vídeos feitos com celular. Falar diretamente com o Diretor de fiscalização, Fábio Domingos, pelos telefones:98103-7368 / 7738-7466. Balanço da Operação Ratatouille 1 - Anna Ristorante (Av. Epitácio Pessoa, 204 – Ipanema): Lixeira sem pedal na área de cozinha. Extintor sem especificação de data de validade. Ausência do certificado do corpo de bombeiros. Prazo de 48h para apresentação, sob pena de interdição. 2 - Garden (Visconde de Pirajá, 631 B - Ipanema): Freezer da cozinha em más condições de higiene com produtos armazenados sem a devida proteção.Geladeira da cozinha e área de bar não está funcionando, inclusive sem sistema de vedação. Lixeiras sem pedal na área de cozinha e área de bar. Certificado de dedetização vencido em 05/04/15, prazo de 48h para apresentação na sede da autarquia. Sem especificação encontrados na cozinha: 2kg de massa de pizza; 1kg de massa de ravióli; 500g de massa de pastel; 5kg de carne; 1kg de queijo padrão; 1kg e 700g de maionese; 1kg de pasta de berinjela. Vencido encontrados na cozinha: 2 kg picles vencido. 3 - Restaurante Artigiano (Rua Epitácio Pessoa, 204 – Ipanema): Produtos sem especificação: 3kg e 700g de parmesão; 1kg e 900g de presunto; 375g de muçarela. Ausência do CDC para consulta. Ausência do certificado do corpo de bombeiros. Prazo de 48h para apresentação, sob pena de interdição. 4 – Lasai (Rua Conde Irajá, 191 – Botafogo): Vencidos: Quatro latas soda limonada, 1lata de água tônica, 6L de chope engarrafado; 700ml de molho inglês; 100gramas de doce de banana; 150 gramas de tutano. Sem especificação: 450gramas língua bovina; 140gramas queijo; 300 gramas de bolo de fubá; 1 kg e 600g de presunto cru. Alvará de funcionamento vencido. Dado prazo de cinco dias para apresentação do novo. Quatro extintores vencidos em fevereiro de 2015. 5 - Margutta (Rua Henrique Dumont, 62 – Ipanema): Lixeiras sem pedal de acionamento na área da cozinha. Extintores sem especificação de validade e um único, na área da escada, vencido em março de 2015. Ausência do certificado de dedetização, prazo de 48h para apresentação na sede da autarquia. Certificado de potabilidade da água vencido em 19/09/14, prazo de 48h para apresentação na sede da autarquia. Ausência do certificado do corpo de bombeiros. Prazo de 48h para apresentação, sob pena de interdição. 6 - Entretapas (Rua Conde de Irajá, 115 – Botafogo): Piso da cozinha quebrado. Prazo de 20 dias para reparo. Uma lixeira sem acionamento por pedal. 7 - Oro (Rua Frei Leandro, 20 – Lagoa): Vencidos: 1kg castanha de caju; 27kg de hambúrguer; 1kg e 300g de recheio de carne seca; 200 gramas de carne de porco.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

6 regras que as pessoas de sucesso não quebram

Alguns aspectos são comuns às pessoas bem sucedidas, dizem os especialistas. Seja qual área de trabalho for, é possível encontrar certo padrão de atitude que impulsiona a escalada na carreira profissional. 1 Ação permeada pelo entusiasmo “São pessoas que têm entusiasmo pelo que fazem”, diz Sueli Volpiano, consultora em desenvolvimento profissional e coach. Ela relaciona o entusiasmo e prazer pela ação ao alinhamento da atividade à missão que a pessoa entende ter no mundo. “O entusiasmo vem quando a pessoa sente que o que ela faz está alinhado ao que ela é e ao propósito da sua vida”, diz Sueli. Sem entusiasmo não há superação, destaca Eliane. “A pessoa faz por fazer e não vai sair daquilo, fica na mesmice”, diz. Mas, estar em um emprego ainda distante dos seus sonhos não precisa ser uma razão para perder o entusiasmo, segundo Sueli. Ela ressalta que muitas vezes o trabalho atual pode ser distante missão que a pessoa entende ter na vida, mas se for encarado como uma etapa de um plano maior, a motivação não diminui. “Isso acontece quando a pessoa entende importância daquela etapa”, diz. 2 Não ter medo de errar O medo paralisa o risco é não sair do lugar. “Um dos aspectos marcantes é que são profissionais que não têm medo de errar”, diz Eliane Figueiredo. Segundo ela, são pessoas que têm objetivos e se lançam em ações sabendo do risco de dar errado. “E se as coisas dão errado, lançam alternativas, e a gente sabe que muitas boas ideias surgem a partir de erros”, diz. 3 Comprometer-se com o resultado O prazer está no processo, na ação para o resultado. Mas as pessoas bem sucedidas não perdem de vista a meta. O comprometimento com ela é visível, segundo os especialistas. “São pessoas que não prometem o que não podem cumprir”, diz Eliane. Encarar obstáculos e não se deixar vencer por dificuldades é uma das características de quem mantem o compromisso com o resultado, lembra a especialista. “São pessoas que vão atrás, não se abatem e resolvem os problemas”, explica Eliane. 4 Ter em vista o objetivo de carreira Uma das regras do sucesso profissional é saber aonde se quer chegar. O prazer está no caminho, mas ele leva a um destino e defini-lo, ainda que deixando espaço para eventuais ajustes na rota, é um ponto importante para saber qual trilha seguir. “É desfrutar do caminho, mantendo em vista aonde quero chegar”, explica Sueli. 5 Investir na comunicação e no poder de influência “A habilidade de comunicação é um aspecto fundamental nas pessoas de sucesso”, diz Sueli. Um bom comunicador também sabe ouvir e tendo em vista o seu destino sabe que no meio do caminho existem pessoas, destaca a especialista. “A gente não trabalha sozinho”, diz Eliane. Daí a importância em construir um bom relacionamento com os pares. “Quando se constrói alianças é possível influenciar as pessoas”, diz Eliane lembrando que pessoas de sucesso são inspiradoras. “Elas motivam outras pessoas a comprar suas ideias e a ir junto com elas”, diz a diretora presidente da Projeto RH. Sueli também lembra que dentro desta habilidade na comunicação há também a capacidade de ser flexível para se adaptar ao contexto. “São profissionais que percebem os sinais do meio e das pessoas e promovem ajustes”, diz. 6 Não se esquecer da vida pessoal O sucesso é genuíno quando ele não tem como custo a anulação da sua vida pessoal. “ Em executivos de nível sênior ter deixado a vida pessoal de lado é motivo de grande arrependimento e até depressão”, diz Eliane. Por isso, o equilíbrio é deve ser a regra de ouro e as duas especialistas recomendam a inclusão de um tempo de descanso na agenda. “Reservar um momento para si é bom para fazer uma avaliação da trajetória. Quando a pessoa está mergulhada no processo pode perder elementos importantes até relacionados aos seus objetivos finais”, diz Sueli.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Categorização de restaurantes pela Anvisa. Conheça todos os detalhes.

A proposta de categorização dos serviços de alimentação no Brasil é uma iniciativa pioneira, baseada em experiências bem-sucedidas em várias cidades do mundo, como Nova Iorque e Londres, e em países como Nova Zelândia e Dinamarca. No Brasil, essa categorização será implementada na forma de um projeto que faz parte das ações previstas para a Copa do Mundo Fifa 2014 no âmbito das iniciativas do setor saúde. A categorização tem o objetivo de informar o consumidor sobre as variações existentes em relação à qualidade sanitária dos estabelecimentos de alimentação que estão autorizados a funcionar. Ela consistirá em classificar os restaurantes com base em um instrumento de avaliação elaborado a partir da RDC nº 216/2004, que trata das boas práticas em serviços de alimentação. Essa proposta será apresentada aos brasileiros em forma de projeto-piloto que terá duração de dois anos. A categorização dos serviços de alimentação no âmbito do projeto-piloto já estará disponível na Copa do Mundo Fifa 2014 . Irão participar do projeto as seguintes cidades-sede da Copa: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Para estimular a adesão ao projeto, o Governo destinou aproximadamente R$ 5 milhões, que devem ser investidos na capacitação dos profissionais das vigilâncias sanitárias municipais e na aquisição de tecnologia. Os recursos serão repartidos entre as cidades-sedes participantes, de acordo com o número de restaurantes existentes em cada uma delas. O objetivo da categorização é melhorar o perfil sanitário dos estabelecimentos de alimentação, com a conscientização do cidadão e da responsabilização do setor regulado pela garantia do cumprimento de regras, padrões e protocolos validados pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS). Veja o questionário de avaliação que será utilizado pela Anvisa para a classificação dos estabelecimentos: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/anexo/anexo_prt0817_10_05_2013.pdf No link a seguir consta a portaria com instruções detalhadas sobre a Classificação dos restaurantes. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt0817_10_05_2013.html

sábado, 22 de junho de 2013

JBS comprará Seara e outras unidades da Marfrig por R$ 5,8 bi

JBS comprará Seara e outras unidades da Marfrig por R$ 5,8 bi Na edição nº 1040, de 1º de maio de 2013, a revista Exame antecipou que a Marfrig procurava investidores para a Seara com o objetivo de diminuir as dívidas da companhia A JBS, maior processadora de carnes do mundo, vai comprar a Seara Brasil, divisão de aves, suínos e alimentos processados da Marfrig Alimentos, em um negócio de 5,85 bilhões de reais que vai fazer a companhia ganhar espaço num setor liderado pela BRF. O valor de companhia da Seara Brasil será pago pela JBS através da assunção de dívidas da Marfrig, que somavam ao final de março quase 13 bilhões de reais, após uma série de aquisições nos últimos anos. A JBS, por sua vez, encerrou o período com endividamento líquido de 15,7 bilhões de reais. O negócio que inclui ainda participação na indústria de couros Zenda, no Uruguai, tornará a JBS a segunda maior processadora de carnes do Brasil, atrás da BRF. Segundo as empresas, a operação “abre grande espaço para captura de sinergias e está alinhada com a estratégia de agregação de valor e construção de marcas da JBS”. Uma fonte próxima as negociações havia confirmado a operação à Reuters no domingo. A operação com a Seara também deverá marcar maior presença da JBS na área de aves e suínos no Brasil, segmentos em que a BRF detém liderança no mercado interno e na exportação. O contrato está condicionado à aprovação pelas autoridades competentes, incluindo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). “A celebração do contrato tem, por um lado, o objetivo de reequilibrar a estrutura de capital da Marfrig e reforçar seu foco no Brasil na área de carne bovina, de distribuição e o redirecionamento estratégico ao segmento de serviços de alimentação e acelerar o crescimento de sua plataforma internacional”, afirmou a Marfrig no comunicado conjunto com a JBS divulgado ao mercado. Um terço A receita da Seara Brasil subiu 48 por cento no primeiro trimestre, para 2,05 bilhões de reais, o equivalente a cerca de 30 por cento do faturamento total da Marfrig no período. As ações da Marfrig vinham registrando perdas na Bovespa em meio à desconfiança de investidores quanto à capacidade da companhia de reduzir o alto endividamento. A empresa havia informado anterior que pretendia reduzir sua dívida em até 2 bilhões de reais ao fim de 2013. O presidente da Seara Brasil, Sérgio Rial, que antes do acordo com a JBS estava em fase de transição para assumir a presidência da Marfrig em 2014, disse mais cedo neste ano que a companhia estava focado em redução de custos, fechando unidades e colocando alguns ativos à venda. O acordo com a Marfrig acontece depois que o Cade aprovou em meados de abril a aquisição do Bertin e mais 11 frigoríficos menores pela JBS. Na ocasião, a autarquia recomendou monitoramento das condições do mercado de bovinos. Contudo, a operação da JBS com a Marfrig não deve enfrentar dificuldades no Cade, uma vez que envolve principalmente aves e suínos. A JBS entrou no mercado de aves no Brasil em maio do ano passado, quando alugou os ativos da Frangosul, mas com vistas ao mercado externo. A companhia já atua no segmento de aves no Estados Unidos com a Pilgrim’s Pride. O negócio anunciado nesta segunda-feira envolve também a venda do controle da Zenda, um grupo que processa couros no Uruguai. A Marfrig assumiu o controle da Zenda em setembro de 2009, quando anunciou a compra de 51 por cento de participação no grupo que atua no fornecimento de couro para as indústrias automotiva e de aviação. O negócio envolveu, na época, 49,5 milhões de dólares.

quarta-feira, 20 de março de 2013

A pesquisadora que descobriu veneno em leite materno de mães brasileiras

A pesquisadora que descobriu veneno em leite materno de mães brasileiras Entrevista com pesquisadora que descobriu veneno no leite materno. Danielly Palma afirma que 100% das amostras colhidas indicam a contaminação do leite por pelo menos um agrotóxico Manuela Azenha, do Viomundo A repórter Manuela Azenha esteve em Cuiabá, Mato Grosso, onde assistiu à defesa de tese da pesquisadora Danielly Palma. A ela coube pesquisar o impacto dos agrotóxicos em mães que estavam amamentando na cidade de Lucas do Rio Verde. A seguir, o relato: Lucas do Rio Verde é um dos maiores produtores de grãos do Mato Grosso, estado vitrine do agronegócio no Brasil. Apesar de apresentar alto IDH (índice de desenvolvimento humano), a exposição de um morador a agrotóxicos no município durante um ano é de aproximadamente 136 litros por habitante, quase 45 vezes maior que a média nacional — de 3,66 litros. Danielly Palma pesquisou o impacto dos agrotóxicos em mães que estavam amamentando e o resultado é assustador (Foto: Reprodução) Desde 2006, ano em que ocorreu um acidente por pulverização aérea que contaminou toda a cidade, Lucas do Rio Verde passou a fazer parte de um projeto de pesquisa coordenado pelo médico e doutor em toxicologia, Wanderlei Pignatti, em parceria com a Fiocruz. A pesquisa avaliou os resíduos de agrotóxicos em amostras de água de chuva, de poços artesianos, de sangue e urina humanos, de anfíbios, e do leite materno de 62 mães. A pesquisa referente às mães coube à mestranda da Universidade Federal do Mato Grosso, Danielly Palma. A pesquisa revelou que 100% das amostras indicam a contaminação do leite por pelo menos um agrotóxico. Em todas as mães foram encontrados resíduos de DDE, um metabólico do DDT, agrotóxico proibido no Brasil há mais de dez anos. Dos resíduos encontrados, a maioria são organoclorados, substâncias de alta toxicidade, capacidade de dispersão e resistência tanto no ambiente quanto no corpo humano. A repórter Manuela Azenha esteve em Cuiabá, Mato Grosso, onde assistiu à defesa de tese da pesquisadora Danielly Palma. No dia seguinte à defesa, Danielly concedeu uma entrevista ao Viomundo. A sua pesquisa faz parte de um projeto maior? Minha pesquisa foi um subprojeto de uma avaliação que foi realizada em Lucas do Rio Verde e eu fiquei responsável pelo indicador leite materno. Mas a pesquisa maior analisou o ar, água de chuva, sedimentos, água de poço artesiano, água superficial, sangue e urina humanos, alguns dados epidemiológicos, má formação em anfíbios. E essas pesquisas começaram quando e por que? Começamos em 2007. A minha parte foi no ano passado, de fevereiro a junho. Lucas do Rio Verde foi escolhido porque é um dos grandes municípios produtores mato-grossenses, tanto de soja quanto de milho e, consequentemente, também é um dos maiores consumidores de agrotóxicos. Leia também “Eu, definitivamente, vi o pior e o melhor dos homens” Mulher que superou câncer de mama é banida do Facebook por ‘foto ilegal’ Garota grava assédio de homens nas ruas com câmera escondida e causa polêmica Em 2006, quando houve um acidente com um desses aviões que fazem pulverização aérea em Lucas, o professor Pignati, que foi o coordenador regional do projeto, foi chamado para fazer uma perícia no local junto com outros professores aqui da Universidade Federal do Mato Grosso. Então, começaram a entrar em contato com o pessoal e viram a necessidade de desenvolver projetos para ver a que nível estava a contaminação do ambiente e da população de Lucas. E qual é o nível de contaminação em que a população de Lucas se encontra hoje? O que sua pesquisa aponta? Quanto ao leite materno, 100% das amostras indicaram contaminação por pelo menos um tipo de substância. O DDE, que é um metabólico do DDT, esteve presente em 100%, mas isso indica uma exposição passada porque o DDT não é utilizada desde 1998, quando teve seu uso proibido. Mas 44% das amostras indicaram o beta-endossulfam, que é um isômero do agrotóxico endossulfam, ainda hoje utilizado. Ele teve seu uso cassado, mas até 2013 tem que ir diminuindo, que é quando a proibição será definitiva. É preocupante, porque é um organoclorado que ainda está sendo utilizado e está sendo excretado no leite materno. Foram essas duas substâncias as registradas? Não, tem mais. Foi o DDE em 100% das mães [que estão amamentando]; beta-endossulfam em 44%; deltametrina, que é um piretróide, em 37%; o aldrin em 32%; o alpha-endossulfam, que é outro isômero do endossulfam, em 32%; alpha-HCH, em 18% das mães, o DDT em 13%; trifularina, que é um herbicida, em 11%; o lindano, em 6%. E o que essas substâncias podem causar no corpo humano? Todas essas substâncias tem o potencial de causar má formação fetal, indução ao aborto, desregulamento do sistema endócrino — que é o sistema que controla todos os hormônios do corpo — então pode induzir a vários distúrbios. Podem causar câncer, também. Esses são os piores problemas. Você disse que as mães foram expostas há mais de dez anos. As substâncias permanecem no corpo por muito tempo? Permanecem. No caso dos organoclorados, de todas as substâncias analisadas, o endossulfam é o único que ainda está sendo utilizado. Desde 1998 os organoclorados foram proibidos, a pesquisa foi realizada em 2010, e a gente encontrou níveis que podem ser considerados altos. Mesmo tendo sido uma exposição passada, como as substâncias ficam muito tempo no corpo, esses sintomas podem vir a longo prazo. Durante a sua defesa de mestrado, em que essa pesquisa foi apresentada, os membros da banca ressaltaram o quanto você sofreu para realizar a pesquisa. Quais foram as maiores dificuldades? A minha maior dificuldade foi em relação à validação do método. Porque, quando você vai pesquisar agrotóxicos, tem de ter uma precisão muito grande. Como são dez substâncias com características diferentes, quando acertava a validação para uma, não dava certo para outra. Então, para ter um método com precisão suficiente para a gente confiar nos resultados, para todas as substâncias, foi um trabalho que exigiu muita força de vontade e tempo. Foi praticamente um ano só para validar o método. Essas mães que foram contaminadas exercem ou exerceram que tipo de atividade? Como elas foram expostas ao agrotóxico? Das 62 mulheres que eu entrevistei, apenas uma declarou ter contato direto com o agrotóxico. Ela é engenheira agrônoma e é responsável por um armazém de grãos. Três mães residem na zona rural, trabalhando como domésticas nas casas dos donos das fazendas. É difícil dizer que quem está longe da lavoura não está exposto em Lucas do Rio Verde, pela localização da cidade, com as lavouras ao redor. Mas a maioria das entrevistadas trabalha no comércio, são professoras do município, algumas donas de casa, mas não são expostas ocupacionalmente. A questão é o ambiente do município. Mas a contaminação se dá pelo ar, pela alimentação? 100% das amostras colhidas indicam a contaminação do leite por pelo menos um agrotóxico (Foto: Reprodução) A alimentação é uma das principais vias de exposição. Mas, por se tratar de clorados, que já tiveram seu uso proibido, então eu posso dizer que o ambiente é o que está expondo, porque também se acumulam no ambiente. No caso da deltametrina e do endossulfam, que ainda são utilizados, o uso atual deles é que está causando a contaminação. Mas, nos usos passados [dos agrotóxicos agora proibidos], a causa provavelmente foi a exposição à alimentação — na época em que eram utilizados — e o próprio meio ambiente contaminado. Quais são as principais propriedades dessas substâncias encontradas? Os organoclorados têm em comum entre si os átomos de cloro na sua estrutura, o que dá uma grande toxicidade a eles. Eles têm alta capacidade de se armazenar na gordura, alta pressão no vapor e o tempo de meia-vida deles é muito longo, por isso que para se degradar demora muito tempo. São altamente persistentes no ambiente, tanto nos sedimentos, solo, corpo humano, e têm a capacidade de se dispersar. Tanto que no Ártico, onde eles nunca foram aplicados, são encontrados resíduos de organoclorados. O professor Pignati comentou que a Secretaria da Saúde dificultou um pouco a pesquisa de vocês, mas que vocês fizeram questão da participação do governo. Por que? Nós vimos a importância da participação deles porque, quando a exposição da população está num nível elevado e está tendo uma incidência maior de certas doenças, é lá na ponta que isso vai estourar, é no PSF (Programa Saúde da Família). Então, a gente queria que a Secretaria da Saúde acompanhasse para ver em que nível de exposição essa população está e para que tome medidas. Para que recebam essas pessoas com algum problema de saúde e saibam diagnosticar, saibam de onde está vindo e o porquê de tantas incidências de doenças no município. Se a maioria dessas substâncias não está mais sendo utilizada, o que pode ser feito daqui para frente para diminuir o impacto delas sobre o ambiente e a saúde? Em relação a essas substâncias que não estão sendo mais utilizadas, infelizmente, não temos mais nada a fazer. Já foram lançadas no ambiente e nos organismos das pessoas. A gente pode parar e pensar no modelo de desenvolvimento que está sendo posto, com esse alto consumo de agrotóxico e devemos tomar cuidado com as substâncias que ainda estão sendo utilizadas para tentar evitar um mal maior. Como que o agrotóxico pode afetar o bebê? Esses agrotóxicos são lipofílicos e se acumulam no tecido gorduroso, então ficam no organismo e passam para o sangue da mãe. Através da placenta, como há troca de sangue entre mãe e feto, acabam atingindo o feto. E alguns tem a capacidade de passar a barreira da placenta e atingir o feto. Durante a lactação, o agrotóxico acaba sendo excretado pelo leite humano. Então, mesmo que não amamente o filho, ele pode nascer com resíduo de agrotóxico? Sim, isso se a contaminação da mãe for muito elevada. Foi o caso nas mães [pesquisadas] de Lucas do Rio Verde? Alguns níveis [encontrados] consideramos altos, até porque o leite humano deveria ser isento de todas essas substâncias. Deveria ser o alimento mais puro do mundo. E a gente vê que isso não ocorre, tanto nos meus resultados quanto em trabalhos realizados no mundo inteiro que evidenciaram essa contaminação. A criança acaba sendo afetada desde a vida uterina e depois na amamentação é mais uma quantidade de agrotóxicos que ela vai receber. Mas é sempre bom lembrar do risco-benefício do aleitamento materno. Nunca se deve incentivar a mãe a parar de amamentar porque seu leite está contaminado. As vantagens do aleitamento materno são muito maiores do que os riscos da carga contaminante que o leite pode vir a ter. Quais os riscos dessa contaminação? Os riscos saberemos somente com um acompanhamento a longo prazo dessas crianças. O que pode acontecer são problemas no desenvolvimento cognitivo e, dependendo da carga que o bebê receba desde a gestação, pode causar má formação, que pode só ser percebida mais tarde. Esse acompanhamento dos efeitos dos agrotóxicos no corpo humano já foi feito ou ainda é uma coisa a fazer? Quanto ao sistema endócrino, existem evidências. Estudos comprovaram a interferência dos agrotóxicos. Quanto a câncer, má formação e ações teratogênicas (anomalias e malformações ligadas a uma perturbação do desenvolvimento embrionário ou fetal), estudos realizados em animais apontam para uma possível ação dos agrotóxicos nesse sentido. Mas no ser humano não tem como você testar uma única substância. Quando fazem pesquisas, sempre são encontradas mais de uma substância no organismo e, portanto, não se sabe se é uma ação conjunta dessas substâncias que elevou aquele efeito ou se foi a ação de uma substância apenas. Os resultados da pesquisa são alarmantes? Foram alarmantes, mas ao mesmo tempo já esperávamos por esse resultado, até porque já tínhamos em mãos resultados da parte ambiental. Vimos que a exposição da população estava muito alta. Com o ambiente contaminado daquela forma, já era esperado encontrar a contaminação do leite, uma vez que o ambiente influencia na contaminação humana também. O que será feito com esses resultados? Os resultados já foram encaminhados às mães e, no início do projeto, assumimos o compromisso de, no final, nos reunirmos com elas e explicarmos os resultados. Esperamos que as autoridades do município e de todas as regiões produtoras acordem para o modelo de desenvolvimento que eles estão adotando, porque não adianta ter um IDH alto, ter boa educação e sistema de saúde, se a qualidade de vida em termos de exposição ambiental é péssima.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Procon divulga balanço das fiscalizações em bares, hotéis e restaurantes de Goiânia

Vistoria que aconteceu de quarta-feira a sexta-feira autuou dez estabelecimentos Goiás: O Órgão de Defesa do Consumidor de Goiás (Procon Goiás) realizou fiscalização em bares, restaurantes e hotéis da capital goiana entre os dias 27 de fevereiro e 1 de março. Dos 14 estabelecimentos vistoriados, dez foram autuados após o órgão entrar alimentos armazenados de forma incorreta e fora do prazo de validade. Na sexta-feira (1), quatro restaurantes foram autuados por portarem bebidas, condimentos e carnes com data de validade vencida. Na quinta-feira (28), mais quatro estabelecimentos registraram a mesma situação. Os fiscais apreenderam frango, bacalhau, camarão, queijo, margarina, farinha de trigo, iogurte, refrigerante e água mineral. Por se tratar de alimentos perecíveis, todos os produtos foram incinerados no Aterro Sanitário. Na quarta-feira (27), dois restaurantes localizados no Setor Marista também foram autuados por validade vencida. Apenas quatro restaurantes registraram situação regular durante as visitas. Em todos eles, os alimentos estavam dentro do prazo e bem acondicionados. Os fiscais continuam nas ruas visitando estabelecimentos que manipulem alimentos. Todos os estabelecimentos vistoriados pelo Procon Goiás e que constaram irregulares têm o prazo de até 10 dias para apresentarem defesa junto ao órgão. Fonte: Diário da Manhã – 04/03/2013

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Abrasel aprova lei que proíbe saleiro e paliteiro nos bares de Belo Horizonte

Os mais de 12 mil bares e restaurantes que valeram a Belo Horizonte o título de capital nacional do setor são alvo de duas novas leis destinadas a beneficiar clientes. Sancionadas pelo prefeito Marcio Lacerda e publicadas nessa quarta-feira no Diário Oficial do Município (DOM), as regras vão exigir dos estabelecimentos canudos, palitos, sal e açúcar embalados individualmente, além de uma cartela de papel, a chamada comanda, para que o freguês possa acompanhar seu consumo. A nova legislação estabelece que bares e restaurantes deverão oferecer uma comanda em duas vias, sempre que solicitada: uma para o garçom e outra para controle de consumo pelo cliente. A seção mineira da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel/MG) considera importantes as iniciativas que beneficiem a higiene, mas diz que o setor sofre com as exigências da legislação. Para o presidente da Abrasel, Fernando Júnior, a lei da cartela é desnecessária e vai dobrar o trabalho dos atendentes, que terão que marcar os pedidos na via do cliente e na do estabelecimento. A Lei 10.606 prevê ainda que os bares, restaurantes e similares deverão afixar um cartaz informando ao consumidor que as comandas para controle de consumo estão disponíveis. Os estabelecimentos têm 90 dias para se adequar. Em 30 dias a prefeitura publicará a regulamentação das punições em caso de descumprimento das regras. “A questão da higiene (representada pela exigência de embalagens individuais para açúcar, sal, palitos e canudos) é muito importante e a iniciativa nem é tão cara assim. Mas essa lei da cartela é ridícula. A comanda servirá para conferência entre o que o restaurante lança e o que o cliente consome, mas passa a imagem de que se está duvidando da honestidade do setor. Muitas vezes há algum tipo de erro, mas não vale a pena a discussão. Essa lei pode até aumentar isso”, acredita Fernando Júnior, ao defender uma fiscalização mais educativa do que punitiva. O presidente da Abrasel diz que o mercado se autorregula e que não precisa do Legislativo para definir sua conduta. “A cartela exige uma portaria e segurança, depende de estrutura. Vai onerar o serviço, pois o controle será dobrado para uma mão de obra que já é escassa. É mais uma lei para um copo cada vez mais cheio. A informalidade no setor bate 65% e não é por causa da alta carga tributária, mas pela alta carga legislativa.” Aprovado A publicitária Fernanda Cursino, de 26 anos, não bebe, mas já viu muita confusão na mesa quando a cobrança é indevida. Para ela, a cartela permitirá que cliente e garçom se entendam melhor. “Muitas vezes a nota vem cobrando a mais e não há como contestar, a não ser pela palavra. Com as cartelas, você vai ver o garçom anotando na sua frente e terá controle do que está consumindo”, defende. O empresário Marco Antônio Linhares, de 47, considera a lei das cartelas interessante, justamente para evitar essas divergências. “Às vezes o garçom anota o pedido, mas não traz. Quando há muita gente na mesa, normalmente há problemas e essa é uma forma de preservar os clientes e o estabelecimento”, diz, manifestando-se favoravelmente também aos cuidados com o armazenamento individual de canudos e palitos. "A gente puxa um palito e empurra os outros com a mão ou pega o saleiro e não sabe até que ponto isso pode prejudicar a saúde", Tereza Cristina Horn, empresária, ao defender as novas regras A empresária Tereza Cristina Horn, de 47 anos, almoçava ontem em um restaurante na Savassi que vai precisar se adequar às regras: lá o sal ainda é servido em saleiros, e palitos e canudos também ficam expostos. “Acho superimportante tudo que está ligado aos cuidados com a saúde. A gente puxa um palito e empurra os outros com a mão ou pega o saleiro e não sabe até que ponto isso pode prejudicar a saúde.” Palitos A Lei 10.605, que estabelece critérios de higiene para o fornecimento de canudos, sachês de sal e açúcar e palitos, é válida para bares, lanchonetes, restaurantes, hotéis e afins. A Vigilância Sanitária será responsável pela fiscalização e as punições para o descumprimento são de advertência e multa em caso de reincidência. A gerente do Devassa, Maria Tereza Timponi, conta que a casa sempre ofereceu tudo armazenado individualmente. “É um pouco mais caro, mas como não temos como guardar toda noite esse material, essa é a melhor forma.” Já no Assacabrasa, sachês são só para o açúcar. A gerente Simone Santos Gomes aprova a medida das embalagens individuais, em uma tentativa de conter o desperdício e oferecer mais higiene. “Esse novo jeito parece mais controlado e, a julgar pelo açúcar, não será tão caro assim”. Fonte: Estado de Minas

terça-feira, 12 de junho de 2012

Como lidar com clientes que gostam de atrapalhar

Sartre disse que o inferno são os outros. Nem tanto – o inferno pode ser os clientes enrolados e os desvios que propõem. Para não se perturbar, use suas táticas preventivas. Clientes são importantes para os negócios porque representam a ligação mais forte entre você e o dinheiro que você precisa receber todo mês. São eles que vão pagar e esperam receber um bom trabalho em troca. Manter o cliente satisfeito não é apenas uma questão de educação; é a peça chave para atingir sua meta nos negócios e fazer dinheiro. Com o tempo você vai se tornando um expert no relacionamento com os seus clientes. Aprende a distinguir os mais importantes e identificar o que eles precisam. Não existe uma forma padrão de tratamento para todos. E sempre aparecem no caminho certas figuras com atitudes manjadas que podem desviar você de seus objetivos. Veja alguns destes tipos e o caminho para neutralizá-los. O sabe tudo Possui um repertório infinito de sugestões capaz de irritar o mais calmo dos monges budistas. Pensa que sabe mais sobre o trabalho do que você e tem sempre uma maneira melhor e mais inteligente de executar uma tarefa. Tática: ouça as idéias porque elas podem servir para alguma coisa. Entretanto, deixe bem claro que você é um profissional, que sabe o que está fazendo e que o processo que você está usando produzira um bom resultado. Se ele continuar a interferir, diga que você pode escutar todas as suas sugestões de mudanças depois que o trabalho estiver pronto. Desta forma você poderá cobrar taxas extras para cada alteração feita depois da entrega do trabalho. O negociador Simpáticos tapinhas nas costas, gargalhadas indiscretas e piadas sem graça são marcas registradas. Intimidade é sua principal armadilha. Começa com um convite para uma cerveja no bar na esquina e termina com a história das dividas que o sócio deixou antes de fugir para Bahamas que vem acompanhada de um pedido de atraso no pagamento. Tática: Não crie laços de amizade. Chame-o sempre de senhor para provar que sua relação com ele é estritamente profissional. Recuse convites com desculpas educadas e não ceda a chantagem emocional (você não é uma entidade filantrópica). O Pilatos Se você vê-lo mais duas vezes depois da assinatura do contrato será um milagre. É do tipo que não faz a mínima questão de saber o que está acontecendo e que só aparece no dia da entrega do trabalho. Nunca tem tempo para conversar sobre problemas e quando não gosta de alguma coisa diz que não foi informado sobre nenhuma mudança. Tática: se falar com ele é uma odisséia, escreva. Faça relatórios periódicos e peça uma assinatura de aprovação. Eles servirão como prova de defesa caso no futuro, você seja acusado de omitir informação. Mas não envie nada por correio nem deixe de pegar os papéis depois. Vá atras do cliente pessoalmente e só saia de perto depois que ele tiver assinado todas as folhas. O esquecido Infelizmente, é um tipo de cliente muito comum. Sofre de amnésia no dia do pagamento, que pode se estender por mais de uma semana. Quando cobrado, costuma repetir frases do tipo “a secretária esqueceu de colocar o cheque no correio” ou “ah sim, vou fazer isso hoje”. Se você é uma pessoa muito otimista ou acredita em Papai Noel, pode estender seu prazo normal de 30 dias para dois meses ou três meses. Se estiver precisando de grana em dia é melhor se proteger desse tipo de cliente. Tática: Inclua uma cláusula de depósito no contrato, determinando a data do pagamento e multa por atraso. Você também pode exigir parte do pagamento adiantado sem problemas. O desesperado Mal começou o trabalho e ele quer saber se o prazo vai ser cumprido. Liga dez vezes ao dia para saber o que está acontecendo, entope a caixa postal do seu celular de recados e entra em pânico se você disser que há algum problema. Tática: não deixe contagiar pelo estresse do cliente. Antes de atender o telefone, respire fundo e conte até dez. Use o contrato para mostrar que as coisas estão indo conforme planejado e, se estiver com problemas, assegure sempre que tudo está sobre controle (mesmo que não esteja). Um manual básico Trate os clientes como você gostaria de ser tratado. Se você for anti-profissional com eles espere o mesmo; Pegue o máximo possível de informações que puder por escrito e exija assinaturas em todos os documentos; Evite intimidades; Seja firme ao fixar um preço. Independente do poder econômico do cliente; Seja franco e não esconda nenhum dos termos e condições do contrato; Faça reuniões periódicas para que o cliente acompanhe seu trabalho e não tenha surpresas no final;

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Bom nível de emprego e aumento da renda no Brasil estimulam o desenvolvimento do setor de alimentação

A taxa de desemprego ficou em 5,7% em fevereiro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), uma das menores da história. O rendimento médio real do trabalhador ficou em R$ 1,699,70, o que representou avanço de 1,2% sobre janeiro. Esses fatores estimulam o setor de serviços no Brasil e uma das áreas mais beneficiadas é a de alimentação, pois os brasileiros com mais dinheiro no bolso podem comprar mais refeições fora de casa. O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) estima que já existam 1,5 milhões de bares/restaurantes no país, que geram 4,5 milhões de empregos. E toda essa força também favorece os pequenos e médios negócios, como marmitarias e buffets. Segundo Karyna Dantas, consultora especialista para alimentação fora do lar do Sebrae-SP, bem administrada uma empresa como essa pode ter lucratividade variando entre 10% a 20%. “Mas é preciso ter uma gestão bem assertiva e um gestor participativo”, ressalta. Passos Ela orienta que um dos passos iniciais para quem quer entrar no ramo de marmitarias ou buffets, antes de pensar em custos, é a elaboração do cardápio. O interessante é que o futuro empreendedor analise o que vai ofertar para o seu cliente para depois prever todos os custos de investimentos, abertura e implementação do negócio. Para isso ser feito com segurança, um plano de negócio deve ser elaborado. Tudo isso para ter um planejamento anual, mais longo, ou seja, diminui a chance de tomar decisões apressadas ou erradas. “Isso ajuda principalmente depois do negócio formalizado e constituído, onde deverá ser previsto os períodos de risco, como a sazonalidade de produtos, dos serviços e das demandas”, diz. Formalização Para quem abre um negócio, a informalidade é sempre uma dúvida: pode-se pagar menos impostos, mas o empresário não tem acesso a financiamentos, fica fora das regras legais do país e por isso pode se acomodar e não pensar em crescer. Uma alternativa para os pequenos se legalizarem é o Empreendedor Individual, programa do Ministério do Desenvolvimento que formaliza os negócios com o pagamento de um valor fixo mensal de R$ 36,10. É uma boa dica para quem pensa em marmitaria. Isso dá direito a benefícios como auxílio maternidade, auxílio doença, aposentadoria, entre outros. Veja mais em www.portaldoempreendedor.gov.br. Dinheiro Também há instituições que emprestam dinheiro para pequenos empresários cobrando juros baixos. O Banco do Povo Paulista, por exemplo, cobra 0,5% ao mês (veja mais em www.bancodopovo.sp.gov.br). Também existe o programa nacional de microcrédito Crescer, que atende nos bancos públicos Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, com juros de 0,6% ao mês (veja mais em www.caixa.gov.br/voce/Credito/mpo_crescer/index.asp). Fonte: Diário de São Paulo – 25/03/2012

sexta-feira, 30 de março de 2012

EMPRESAS NÃO MORREM DE HEMORRAGIA Empresas morrem sangrando lentamente. Uma gota de sangue por hora e as forças vão se exaurindo aos poucos. Como o processo é demorado, as pessoas "acostumam-se com a paisagem" e tudo parece normal, mas a empresa está minguando. Um ano depois do início do sangramento pouco intenso, a organização já não tem forças para fazer certos investimentos que fazia no passado, mas ninguém enxerga. Culpa-se a crise financeira, o governo, o concorrente ou encontra-se qualquer outra desculpa esfarrapada. Mas empresa continua doente. Empresas não morrem de hemorragia. Quando esta acontece, a correria é imediata e, incrivelmente, os prejuízos são menores. O problema é a gotinha de sangue perdida a cada hora. Passa desapercebida e vai matar a organização. Exemplos de gotinhas de sangue? A lista é imensa. Veja alguns casos: 1. O cliente que reclama e não recebe qualquer atenção. 2. O produto devolvido. 3. O funcionário demitido (todo o investimento feito nele vai para o ralo). 4. A venda perdida (invisível para muitas empresas). 5. A análise de crédito mal feita e que mata uma venda. 6. A inadimplência que poderia ser evitada. 7. A tolerância com fornecedores ruins. 8. A arrogância de diretores que fingem não ouvir os problemas reportados por suas equipes. 9. A falta de franqueza em uma reunião. 10. A política em excesso nos níveis superiores da hierarquia. 11. Pessoas ociosas. 12. Todo tipo de retrabalho 13. Erros repetitivos – sempre o mesmo erro. 14. O representante comercial que fala mal da própria empresa para o cliente. 15. O desperdício de materiais e de energias. Sua empresa provavelmente perde um pouco de sangue todo dia. O nível da perda é conhecido e controlado? O sangue é reposto conscientemente? Há esforços claros e organizados para reduzir a sangria? Um empresário me disse: "...podemos até perder sangue, mas estamos crescendo". Perguntei como o crescimento da empresa dele comparava-se ao crescimento de seus concorrentes e do segmento onde ele atua. Era menor. Quando se cresce menos do que os outros, estamos reduzindo nosso tamanho. Crescer é crescer mais do que os outros. Senão, não é crescimento. Empresas não morrem de hemorragia. Morrem à míngua.

quarta-feira, 21 de março de 2012

segunda-feira, 19 de março de 2012

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A construção da PDG como uma marca nacional

Após quatro aquisições em quatro anos, a PDG tornou-se a maior incorporadora do país. Agora, parte para um desafio inédito no setor: transformar suas seis marcas em uma. Obra da PDG no Rio de Janeiro: a sigla ganhou novo significado com a unificação das marcas Poucas empresas souberam tirar proveito do excelente momento vivido pela economia brasileira como a incorporadora PDG. Surgida como um braço de investimentos do banco Pactual em 2003, a companhia adquiriu quatro empresas nos últimos quatro anos, tornando-se a maior do setor, com 10 bilhões de reais em valor de mercado. (A Cyrela, segunda colocada, vale 6,7 bilhões de reais na bolsa.) Agora, passado o frenesi de aquisições, a PDG parte para seu mais novo desafio: construir uma marca nacional, algo inédito no mercado imobiliário brasileiro. As atuais seis marcas da incorporadora — PDG Realty, Goldfarb, Agre, CHL, Asa e LN — foram abandonadas e o nome da holding foi escolhido para batizar todos os empreendimentos, não importando o público para o qual eles se destinam. Desde o final de fevereiro, todos os letreiros dos escritórios e os tapumes das obras da empresa passaram a estampar o novo logotipo da incorporadora. “Passada a onda de aquisições, era hora de parar e colocar a casa em ordem”, diz José Antonio Grabowsky, presidente da PDG. “Começamos pela marca, porque é a mudança que primeiro aparece para o cliente.” A decisão de manter o nome PDG foi tomada após a realização de uma série de testes com 1 200 consumidores. A primeira leva ocorreu entre agosto e novembro de 2009. Nesse período, a consultoria Copernicus, especializada em marketing, entrevistou 400 pessoas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas que haviam adquirido um imóvel até três anos antes. As conversas revelaram que 90% desses consumidores não se lembravam do nome da incorporadora responsável pelo apartamento comprado — muitos se referiam à Caixa Econômica Federal como dona do projeto ou lembravam apenas da imobiliária envolvida na venda. A partir daí, os executivos da PDG decidiram que era necessário construir uma marca única, reduzindo, assim, as chances de diluir ainda mais a atenção de potenciais compradores. Na segunda bateria de testes, realizada com 20 grupos de, em média, dez pessoas cada um nas mesmas cidades entre janeiro e julho de 2010, os pesquisadores apresentaram seis marcas aos entrevistados — cinco fictícias e a própria PDG. Como os atributos mais valorizados nessas conversas eram solidez e capacidade de entrega, a empresa decidiu manter o nome que já tinha, aproveitando a herança de sua origem no mercado financeiro. Com uma diferença: a sigla PDG, que nasceu como Pactual Desenvolvimento e Gestão Realty, passaria a significar Poder de Garantir. (O termo “realty” foi abandonado após a pesquisa mostrar que a maioria dos brasileiros não o compreendia.)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

TETRA PAK - A HISTÓRIA



Proteger significa manter seguro, defender, salvaguardar, nutrir e cuidar. Bom significa possuir a qualidade adequada, ser gentil, benevolente e íntegro. Proteger o que é bom, é o slogan perfeito para uma empresa que zela pela sua saúde. Para a maior parte das pessoas TETRA PAK é sinônimo de embalagens cartonadas para leite, sucos e outras bebidas. Mas na verdade, a empresa pode oferecer muito além de embalagens. A TETRA PAK é, hoje, uma empresa de soluções integradas, que trabalha desde o processamento dos alimentos até o envase, tendo ampliado sua atuação para outros setores, como o de queijos e sorvetes.
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A história
A história da TETRA PAK tem início quando seu fundador, o Dr. Ruben Rausing, um sueco na época cursando a universidade de Harvard nos Estados Unidos, descobriu as lojas de conveniência. Ele achou que a novidade americana iria, muito em breve, se espalhar pela Europa. As empresas, então, precisariam de embalagens práticas para acondicionar e preservar os alimentos, muitos até então vendidos a granel. Ao voltar para a Suécia, ele, não conseguindo convencer seu empregador a desenvolver um novo conceito de embalagens, abriu sua própria empresa em 1929 juntamente com Erik Åkerlund, a Åkerlund & Rausing, na cidade de Malmö. O primeiro produto da empresa foi uma embalagem de dois quilos para acondicionar farinha. Em 1933, Ruben comprou a parte de Åkerlund e em 1939, mudou a empresa para a cidade de Lund com o objetivo de “se livrar” da burocracia existente na cidade de Malmö que dificultava sua expansão. Após relativo sucesso com embalagens para produtos secos, como açúcar e farinha, a empresa passou a produzir em 1943 caixas de papel para leite.

Erik Wallenberg, assistente de laboratório da Åkerlund & Rausing, inventou a embalagem cartonada (papel com plástico), em formato de tetraedro (quatro faces, triangular, base horizontal), a qual Harry Järund desenvolveu. Em 1946 a idéia estava pronta. Esta embalagem foi batizada de Tetra Classic e iniciaria uma mudança na forma como os alimentos eram envasados e distribuídos ao redor do mundo. Em 1951 na cidade de Lund, juntamente com Erik Wallenberg, o Dr. Ruben fundou a empresa AB TETRA PAK, como uma subsidiária da Åkelund & Rausing, e apresentou oficialmente à imprensa, em 18 de maio, a primeira embalagem. No ano seguinte a empresa já comercializava sua primeira máquina de embalagens cartonadas. O creme de leite foi o primeiro produto a ser embalado pela TETRA PAK. Em 1955, as embalagens da empresa sueca começaram a acondicionar leite pasteurizado pela primeira vez. Foi nesta época que a primeira máquina foi exportada para a cidade de Hamburgo na Alemanha. Dois anos depois a empresa iniciou suas operações no Brasil e contratou o craque Pelé como o primeiro garoto propaganda da marca. No final desta década a empresa produzia cerca de 1 bilhão de embalagens, tendo a capacidade aumentada com o licenciamento de seu processo em 8 países.

Os anos 60 foram cheios de novidades. Primeiro, começou com a inauguração de sua primeira fábrica no exterior, localizada no México. Pouco depois, em 1961, o Dr. Ruben uniu os conceitos de ultrapasteurização e embalagem asséptica, criando a embalagem que protegeria o leite, sem necessidade de conservantes e refrigeração. Era o surgimento da embalagem Longa Vida ou UHT (do inglês Ultra High Temperature), que permitia que o leite e outros alimentos líquidos perecíveis pudessem permanecer nas prateleiras dos pontos de venda por mais de seis meses sem refrigeração ou conservantes. Ao integrar alumínio de barreira e polietileno com o papelão e utilizar uma técnica especial para esterilizar o conteúdo da embalagem, a tecnologia asséptica garantia que tanto o alimento como a embalagem estivessem livres de bactérias nocivas. Na década de 90, o Institute of Food Technologists, entidade sediada nos Estados Unidos, que reúne cientistas e pesquisadores do setor de alimentação, declararia o processo longa vida (que combina a ultrapasteurização e a embalagem asséptica) como o maior avanço da área alimentícia da última metade do século.

No ano de 1977, o sistema de envasamento Tetra Brik foi introduzido nos Estados Unidos, sendo formada a empresa Brik Pack Inc. Nesta época, a produção anual da empresa rompia a barreira das 20 bilhões de unidades. Em 1991 a empresa comprou a Alfa-Laval, uma das maiores fornecedores de equipamentos para a indústria de alimentos e agricultura, formando o grupo TETRA PAK ALFA-LAVAL. A empresa passou então à oferecer aos seus clientes sistemas completos, integrando as linhas de processamento, envase e distribuição de produtos. Com isso a TETRA PAK cresceu muito produzindo em 2004 mais de 110 bilhões de embalagens.

Durante toda sua história a TETRA PAK demonstrou ter a inovação em seu DNA: foi a primeira empresa a lançar a embalagem cartonada para alimentos líquidos, a primeira embalagem cartonada longa vida, a primeira tampa moldada na embalagem (FlexiCap), a primeira tampa de rosca para embalagens cartonadas, a primeira embalagem cartonada do mundo para alimentos sólidos, entre outros. Por tudo isso, hoje em dia, a empresa conta com uma equipe de pesquisa e desenvolvimento voltada ao mercado à frente das tendências de consumo, desejos do consumidor e futuro da indústria alimentícia. Os consumidores buscam cada vez mais praticidade e são crescentes as tendências de adquirir produtos em embalagens que sejam práticas, funcionais e 100% recicláveis. E a TETRA PAK existe justamente para atender a esses desejos de praticidade, segurança e higiene. Hoje em dia as embalagens e equipamentos de processamento da TETRA PAK são utilizados em todo o mundo para uma série de alimentos, incluindo leite, suco de frutas, água, molho de tomate e cremes, sopas, sobremesas, sorvete, queijos e até vinho.

A linha do tempo
1954
● Apresentação da primeira máquina de embalagem de 1/2 litro para leite, feita em cartolina chamada de Tetrahedron.
1957
● Introdução da máquina de envasar embalagens de leite de 1 litro.
1963
● Lançamento, na cidade de Motala na Suécia, da embalagem TETRA BRIK, conhecida como embalagem Longa Vida. Um dos objetivos da embalagem era proteger o seu conteúdo e neste sentido a Tetra Brik Aseptic era muito eficiente, pois mantinha bactérias e outros microorganismos longe de alimentos como leite e suco de frutas, preservando-os por muitos meses. Nenhum conservante artificial era adicionado, sendo, portanto, um alimento 100% natural.
1966
● Lançamento da embalagem Tetra Brik de 300 ml.
● Instalação na Suécia da primeira máquina para produzir as embalagens TETRA REX, ideais para produtos refrigerados.
1981
● Pela primeira vez o vinho é envasado em embalagens TETRA BRIK ASEPTIC. Isto ocorreu na Argentina.
1984
● Lançamento de mais três tamanhos da embalagem Tetra Brik: de 375ml, 500ml e 750ml.
1986
● Lançamento da TETRA TOP, embalagem retangular com cantos arredondados e fácil sistema de abertura.
1993
● Lançamento do novo sistema de abertura das embalagens chamado ReCap, facilitando a utilização das mesmas.
1996
● Lançamento da embalagem TETRA WEDGE, com um formato divertido, diferenciado e inovador, foi desenhada sob medida para agradar ao público infantil.
● Lançamento da TETRA PRISMA, embalagem octogonal de 330 ml com abertura que permitia consumir o produto diretamente da embalagem de forma prática e higiênica.
1997
● Lançamento da embalagem TETRA FINO, especificamente desenvolvida em formato geométrico não rígido, sendo apontada como uma solução econômica para envase de leite que atende as necessidades básicas de segurança e higiene em mercados pouco desenvolvidos.
1998
● Lançamento da FlexiCap, uma tampa flexível, à prova de violações, aplicada nas embalagens Tetra Brik Aseptic. A tampa permite abrir e fechar o leite longa vida, facilitando o armazenamento do produto na geladeira de maneira simples, prática e higiênica.
1999
● Lançamento do sistema TETRA REX TR/18 ESL, que utilizando tecnologia avançada de higiene permitia o envase de produtos frescos e sucos ácidos com validade de 90 dias.
2002
● Lançamento da embalagem TETRA FINO com canudinho. O produto se tornou um sucesso imediato, principalmente na China.
● Lançamento das primeiras embalagens para acondicionar produtos feitos a base de soja.
2004
● Lançamento da TETRA RECART, uma linha de embalagens que utilizam tecnologia de esterilização intra-embalagem, criando uma alternativa válida para o acondicionamento de uma grande variedade de produtos (como frutas e vegetais) que até então eram embalados usando latas de alumínio ou recipientes de vidro. Foi a primeira embalagem longa vida que preservava alimentos sólidos e semi-sólidos sem necessidade de refrigeração ou adição de conservantes, mantendo o sabor e as propriedades nutricionais do alimento. Ela é firme, mas flexível, não quebra e não corta, trazendo maior segurança para o consumidor, com uma abertura fácil através de seu sistema de perfuração a laser.
2005
● Anunciou a única embalagem antibacteriana capaz de dar resposta ao crescente mercado de molhos pré-preparados tanto para o consumidor como para empresas da área da restauração. A embalagem que contém o molho é colocada diretamente dentro do micro-ondas após ter sido aberta, levando apenas um minuto ou dois (dependendo do molho e da potência do micro-ondas).
2007
● Lançamento da TETRA GEMINA, embalagem de um litro, com aparência moderna, ideal tanto para sucos quanto para produtos lácteos. A embalagem combina a eficiência, segurança e benefícios nutricionais da embalagem asséptica com funcionalidade e imagem de frescor. A Tetra Gemina é uma embalagem sofisticada, direcionada para os consumidores que apreciam design e funcionalidade. A embalagem vem equipada com StreamCap, uma tampa de rosca de alta qualidade que traz praticidade ao consumidor.

O nome
O nome TETRA PAK foi escolhido quando a primeira embalagem estava sendo desenvolvida. A embalagem continha quatro lados, muito parecida com a figura geométrica chamada tetraedro (em inglês tetrahedron). Tetra significa quatro na língua grega e Pak é uma abreviação utilizada para a palavra embalagem ou pacote (pack em inglês).

A sede
Apesar da sede administrativa do Grupo estar localizada na cidade suíça de Lausanne, a principal e mais conhecida sede da TETRA PAK se encontra na cidade de Lund, na Suécia. Com cerca de 3.500 funcionários, esta sede é uma impressionante demonstração da inovação e desenvolvimento da empresa, abrigando a maior fábrica da TETRA PAK no mundo, além do principal centro de estudos e pesquisas da empresa. O complexo ainda abriga uma escola de treinamento para clientes, onde é ensinado o manuseio das máquinas e técnicas de produção. Outra função da sede sueca é servir como centro comercial de demonstração dos produtos TETRA PAK.

Empresa do bem
A TETRA PAK implantou programas de alimentação nas escolas em mais de 35 países. Também participa de projetos para aliviar os efeitos de desastres por todo o mundo, além de apoiar programas para crianças em áreas menos privilegiadas. Utiliza papel retirado de florestas adequadamente administradas e apóia ativamente atividades de reciclagem por todo o mundo. Todas as fábricas da TETRA PAK são certificadas de acordo com um padrão ambiental mundial e todas as subsidiárias participam de atividades ambientais pró-ativas. A empresa acredita em liderança industrial responsável, criando crescimento rentável em harmonia com a manutenção ambiental e cidadania corporativa adequada. Em 2010, a empresa esperava reciclar mais de 30 bilhões de embalagens.

Dados corporativos
● Origem: Suécia
● Fundação: 1951
● Fundador: Ruben Rausing e Erik Wallenberg
● Sede mundial: Lausanne, Suíça
● Proprietário da marca: Tetra Laval S.A.
● Capital aberto: Não
● Chairman: Larry Pillard
● Presidente & CEO: Dennis Jönsson
● Faturamento: €8.5 bilhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Fábricas: 53
● Embalagens produzidas: + 145 bilhões
● Presença global: 170 países
● Presença no Brasil: Sim (2 fábricas)
● Funcionários: 21.600
● Segmento: Embalagens
● Principais produtos: Embalagens cartonadas Longa Vida
● Ícones: A embalagem Longa Vida
● Slogan: Protects what's good.
● Website: www.tetrapak.com
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A marca no mundo
A TETRA PAK atua em 170 países, com 42 fábricas de embalagens materiais, além de 11 fábricas de equipamentos e 11 centros de pesquisas. A empresa, com sede na cidade suíça de Lausane, tem mais de 21 mil funcionários. Todos os dias mais de 400 milhões de embalagens TETRA PAK são distribuídas ao redor do mundo. Em 2010 foram mais de 145 bilhões de embalagens TETRA PAK entregues no mundo inteiro. Presente no Brasil desde o final da década de 50 é líder no fornecimento de equipamentos de processo, máquinas de envase, equipamentos para distribuição e embalagens cartonadas e plásticas para alimentos líquidos (leite, sucos, chás e água de coco) e viscosos (maionese, molhos de tomate e goiabada). Além disso, fabrica vários tipos de canudos como reto, em formato de U, telescópico e sensorial (derrama o líquido diretamente na boca do consumidor, tornando o ato de beber uma experiência sensorial). Hoje, a empresa tem aproximadamente 93% do mercado brasileiro de embalagens longa vida para leite. No total do mercado de embalagens longa vida, estima-se que a participação chegue aos 95%.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011



O Condor Super Center inaugurou sua 33ª loja neste dia 13 de dezembro, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, com uma grande novidade que vai tornar o Paraná referência no setor supermercadista. O novo Condor é o primeiro hipermercado da América Sul a utilizar o CO2, um gás refrigerante 100% natural que substitui os gases sintéticos no setor de congelados. Esta nova tecnologia já nasce alinhada à tendência mundial na busca pela sustentabilidade. Como o CO2 está presente na natureza, não agride a camada de ozônio, não provoca o efeito estufa e ainda reduz em 20% o consumo de energia no sistema de congelados, o que representa uma redução de cerca de 5% no consumo de energia no sistema de refrigeração total.

A tecnologia – inédita na América do Sul – foi desenvolvida pela Eletrofrio Refrigeração Comercial e levou dois anos de estudo para chegar ao modelo ideal de aplicabilidade.

O novo empreendimento contou com um investimento de R$ 40 milhões e promete tornar-se um exemplo de loja sustentável no Brasil. Segundo o presidente do Condor, Pedro Joanir Zonta, o hiper será um divisor de águas com o futuro do setor supermercadista. “Esta loja vai marcar o início para uma era em que os cuidados com o meio ambiente estarão em primeiro lugar”, relata.

A loja possui diversos outros cuidados voltados à sustentabilidade, como o aproveitamento da luz natural através dos Domus Prismáticos instalados na cobertura, que filtram os raios ultravioletas em até 98%, economizando energia e tornando o ambiente mais agradável. Já na iluminação artificial, o hiper vai utilizar lâmpadas T5, que economizam em média 45% de energia em relação às antigas e alcançam durabilidade de até 23 mil horas, além de contar com reator dimerizável, um sensor de iluminação acionado ao acender as luzes pela manhã, que ajusta a intensidade luminosa automaticamente, conforme a incidência de luz natural.

Um sistema de captação de água da chuva também foi implantado no empreendimento, que vai reaproveitar a água pluvial na irrigação de jardins, descargas sanitárias e lavagem de pisos.

Ainda no quesito respeito ao meio ambiente, a nova loja manterá no setor de refrigerados o uso do gás Glicool, que reduz em até 90% os gases poluentes, solução implantada com sucesso nas últimas unidades inauguradas pela rede.

O hiper também terá o sistema de etiquetas eletrônicas de preços, tecnologia francesa que oferece uma solução totalmente informatizada e interligada com a frente de caixa, transmitindo confiabilidade, facilidade e segurança aos clientes. O Condor foi a 1ª rede supermercadista a trazer esta tecnologia para o sul do Brasil, já implantada no hipermercado do bairro Água Verde, em Curitiba, inaugurado em dezembro de 2010.

Desenvolvido pelo arquiteto Luiz Forte Netto, o projeto da obra alia sustentabilidade, beleza e requinte. Desde a fachada, os clientes vão poder conferir uma arquitetura moderna e futurista, que utiliza materiais nobres como o aço inox, vidro e ACM. Já na parte interna do hiper, a comunicação visual é disposta de forma harmoniosa e inteligente, com o objetivo de facilitar a procura pelo setor desejado logo ao entrar na loja, além de deixar o ambiente agradável e espaçoso.

Em uma área construída de 29 mil m², sendo 6.300 m² de área de vendas, o novo empreendimento vai contar com um quadro de 400 colaboradores e 33 check-outs. Outras novidades para os clientes de São José dos Pinhais, será a adega climatizada de vinhos, o empório com produtos especiais, a disposição e exposição de toda linha de eletro, e uma linha completa de bazar fino para presentes.

A expectativa de atendimento da nova loja é de 250 mil clientes por mês, que poderão usufruir de um mix de 40 mil itens nas gôndolas. O novo hipermercado terá, ainda, praça de alimentação e galeria com 13 lojas de apoio, entre elas O Boticário, Joalheira Aristides, Farmácia das Nações, além de outras opções que trarão mais conveniência para o dia a dia dos clientes.

Para oferecer praticidade aos clientes, o hiper possui um estacionamento coberto com dois pisos, com capacidade para atender 8.300 veículos por dia em vagas rotativas.

A infra-estrutura da região também recebeu um investimento do Condor de R$ 1 milhão, aplicados na sinalização horizontal e vertical, reestruturação de ruas e calçamento.

CONDOR SUPER CENTER

Com 37 anos de história, o Condor Super Center é uma das maiores redes supermercadistas do Brasil, conta com 8.300 colaboradores e agora possui 33 lojas, entre super e hipermercados, nas cidades de Curitiba, Ponta Grossa, Araucária, Campo Largo, Lapa, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Paranaguá, Maringá, Londrina, Apucarana, Colombo e Castro, além de duas centrais de distribuição na capital.

Em 2010, registrou um faturamento de R$ 1.728 bilhão, valor 20% maior que em 2009. Para 2011, a expectativa é de crescer novamente na faixa de 20%. Para isso, neste ano está realizando um investimento de R$ 100 milhões na inauguração de três hipermercados, nas cidades de Colombo, Castro e São José dos Pinhais, além da ampliação e revitalização das lojas de Apucarana e Araucária.

O Condor é 100% paranaense e atende mensalmente mais de 2,8 milhões de clientes. A rede deve atingir um faturamento de R$ 2 bilhões este ano, meta planejada para 2014, mas que será alcançada 3 anos antes. Agora, o novo objetivo é em 2016 estar com 45 lojas e R$ 4 bilhões de faturamento.

SERVIÇO

O novo Hipermercado Condor Rua Joinville está localizado na Rua Joinville, 3001, bairro Pedro Moro, São José dos Pinhais - PR.
O horário de atendimento é de domingo a quarta-feira e feriados, das 8h às 22h e de quinta-feira a sábado, das 8h às 23h.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Restaurantes investem em equipamentos de lazer infantil como forma de atrair e fidelizar clientes



Sábado é o dia em que a administradora Juliana Alves, de 32 anos, leva a filha, Sophia Alves Oliveira, de 5, para almoçar fora de casa. Os restaurantes escolhidos pela mãe precisam ter tanto uma boa gastronomia quanto variedade do cardápio. Mas há outro atrativo de que as duas não abrem mão: um espaço de lazer seguro para a filha. Os tradicionais parquinhos, com os coloridos brinquedos e os pacientes monitores, ganham cada vez mais espaço nos restaurantes de Belo Horizonte. Considerados excelentes iscas para famílias, garantem comodidade aos pais na hora da refeição e, claro, bons lucros aos empresários, já que, além de fidelizar os clientes, aumentam o tempo de permanência do grupo no estabelecimento.
“As crianças têm de ser vistas como clientes, assim como os pais. Muitas vezes são elas que escolhem os locais para almoçar fora de casa”, conclui Fernando Júnior, presidente da Associação de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG). De olho no faturamento atraído pelos pequenos e no maior conforto aos clientes adultos, o casal Isabel Colares e Miguel Murta, donos do Via Cristina, no Bairro Santo Antônio, Região Centro-Sul, instalaram, em abril, um parquinho no local.
O retorno foi excelente. “O público aumentou aproximadamente 30% nos fins de semana”, comemorou Isabel, recordando que já sentiu na pele a dificuldade em passear com filhos pequenos em empreendimentos carentes de áreas apropriadas à garotada. “Sabemos como é isso. Aproveitamos a reforma no restaurante e instalamos o parquinho.” Uma placa na entrada do empreendimento informa aos consumidores o novo atrativo.
O serviço gratuito também é oferecido nas duas unidades do tradicional Restaurante Maria das Tranças, inaugurado em 1950. “É importante para nós, pois, nos fins de semana, o perfil de nossa clientela é 100% família. O parquinho na unidade do Bairro São Francisco foi criado há cinco anos. O ponto da Savassi, que completará cinco anos em 2012, já foi aberto com a área”, diz o proprietário, Ricardo Rodrigues, que estuda a viabilidade de ampliar o negócio para um terceiro endereço.
“Pesquisamos algo na Região Metropolitana de Belo Horizonte e certamente terá espaço para a diversão das crianças.” O presidente da Abrasel-MG destaca que o “empresário que recebe bem uma criança sai na frente (da concorrência). Sabendo que o filho é bem cuidado, os pais curtem mais a comida”, continuou o executivo da entidade.
A administradora Juliana, cliente assídua do local, concorda. “O almoço fica muito mais gostoso. Tanto os pais quanto as crianças aproveitam o passeio. Dou preferência aos restaurantes que têm área específica e com segurança para os pequenos”, completou a mãe enquanto observava Sophia brincar com os primos Júlia, de 8, Victor, da mesma idade, e Bruna, de 5.

Feriado isolado
Os parquinhos devem, inclusive, fisgar bons clientes hoje. Como a data caiu no meio da semana, a esmagadora maioria das famílias da capital ficará na cidade. Atentos a isso, vários restaurantes prepararam programação especial para as crianças. O Restaurante Paladino, Bairro Braúnas, na Pampulha, aposta no amplo espaço, de 30 mil metros quadrados, para fisgar a garotada e os pais. O empreendimento, que já conta com diferentes atrativos, como passeios de charretes (R$ 5), terá oficinas de modelagem e reciclagem, pintura, teatro e brincadeiras. A programação será estendida a todos os fins de semana de outubro.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Chefe de Cozinha



Chefe de cozinha
"Profissional responsável pela seleção dos ingredientes, pela preparação dos pratos, pela combinação dos sabores e pela sua apresentação"
Fonte: Redação Brasil Profissões

O que é ser um chefe de cozinha?
O chefe de cozinha é o profissional responsável pela seleção dos ingredientes, pela preparação dos pratos, pela combinação dos sabores e pela sua apresentação. É de responsabilidade do chefe de cozinha manter a ordem e a higiene na cozinha, além de coordenar seus auxiliares no preparo dos pratos. Esse profissional trabalha em conjunto com o gastrônomo, seguindo projetos de cardápio estabelecidos por ele e ajudando-o a relacionar aperitivos, pratos frios, principais, sobremesas e bebidas. Na ausência de um gastrônomo no estabelecimento, suas funções são realizadas pelo chefe de cozinha.

Quais as características necessárias para ser um chefe de cozinha?
Para ser um chefe de cozinha é necessário que o profissional se interesse pelos alimentos e pela sua preparação. Além disso, outras características interessantes são:

-responsabilidade
-higiene
-metodologia
-bom senso
-facilidade de misturar sabores
-capacidade de exercer liderança
-espírito inovador
-gosto por fazer experiências

Qual a formação necessária para ser um chefe de cozinha?
Não existe formação necessária, essa é uma das grandes diferenciações do chefe do cozinha e do gastrônomo. O chefe de cozinha não precisa ser graduado em curso superior, precisa apenas dominar práticas da culinária. Nesse caso, o aprendizado vem à medida que o profissional exerce a função. Entretanto, existem cursos que podem ser feitos para a especialização do profissional, voltados a qualquer área da culinária. É também interessante que o profissional tente se atualizar e entender conceitos da administração de um estabelecimento, pois na falta de um gastrônomo, é ele quem administra a cozinha.

Principais atividades
-auxiliar o gastrônomo a estabelecer o cardápio
-selecionar os ingredientes
-realizar a preparação dos ingredientes
-orientar seus auxiliares quanto à preparação do prato
-preparar os pratos ou acompanhar sua preparação
-manter e garantir a higiene no ambiente de trabalho
-cuidar da apresentação do prato
-cuidar para que os pedidos sejam atendidos sem demora e para que os clientes fiquem -satisfeitos com a refeição
-Áreas de atuação e especialidades
-restaurantes, churrascarias, pizzarias, etc
-bares, lancherias e redes de lanchonete tipo fast food
-instituições públicas e privadas: trabalhando com a confecção das refeições em grande escala em refeitórios de empresas, instituições, hospitais, penitenciárias, escolas, faculdades, ONGs, etc
-hotéis, spas, pousadas, cruzeiros, etc
-casas: pode trabalhar como cozinheiros particulares em casas de família, cuidando da alimentação de todos os moradores e funcionários

Mercado de trabalho
O mercado de trabalho para o chefe de cozinha é amplo e vem crescendo muito, justamente por que a correria das grandes cidades faz com que a procura por refeições rápidas e alimentos prontos aumente. Para que o profissional se destaque no mercado de trabalho é necessário que ele se especialize e participe de treinamentos e cursos, além de se interessar por conceitos de administração para que possa gerenciar melhor a cozinha.

Curiosidades
Ao longo da evolução da sociedade, o processo de alimentação passou por várias etapas. Após a passagem do Paleolítico para o Neolítico, quando o homem passou de caçador e coletor para agricultor, a fixação à terra trouxe maior abundância de sabores.
Foi assim que surgiu a forma mais primitiva de comércio, a base de trocas naturais, pois as pessoas tinham que complementar suas alimentação com produtos que não produziam. Com o passar do tempo, técnicas de conservação foram sendo criadas e produtos como ervas aromáticas e sal se tornaram cada vez mais valiosos. Por isso, a busca pelas especiarias foi um dos grandes objetivos do final da Idade Média e início da Idade Moderna. As grandes navegações, com objetivo de chegar as Índias movimentaram a economia nessa época e possibilitaram o descobrimento de muitas outras regiões.
Muitos gênios conhecidos também se voltaram a culinária, como Leonardo da Vinci, que inventou vários acessórios de cozinha, como o esmagador de alho, e regras de etiqueta, além de muitas novas receitas.
A culinária também é um elemento cultural importante na cultura de um país, pois ela reflete muitos aspectos como o clima, a agricultura, a população, etc.
O Brasil é um país com uma cultura culinária muito vasta, o que reflete a condição de país tropical e a facilidade na produção de diversos gêneros alimentícios. Os chefes brasileiros são reconhecidos no mundo todo, e, muitas vezes são requisitados no exterior.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Estudo de Caso: Links Toyota em QR Codes e Realidade Aumentada



Montadora aumenta o tráfego web, lidera com emergentes tecnologias móveis

Em maio de 2011, a Toyota lançou uma campanha para o Corolla 2012 destinado a uma audiência asiático-americana. A campanha foi baseada em torno de uma estrela pop geradas por computador chamada Hatsune Miku. Trabalhando com a interTrend, agência da Toyota asiático-americano, a Toyota desenvolveu uma campanha que seria característica do novo Corolla e também com a missão de apresentar o ícone japonês virtual para o mercado dos EUA. Além de patrocinar um evento: Hatsune Miku EUA concerto. A Toyota criou um programa móvel completo com código de barras 2-D e tecnologia de realidade aumentada que aumentou o tráfego para o site da empresa de automóveis e geração de propriedades de mídia social.

Desafios
De acordo com Michael Nelson, gerente sênior de marketing digital da Toyota Motor Sales EUA, a montadora queria expandir as relações que estava tendo com os consumidores sobre o Toyota Corolla 2012. Além disso, "queria ser capaz de conectar o mundo real com mundo digital tradicional da Toyota."


Usando a mobilidade para preencher essa lacuna, a Toyota trabalhou com um fornecedor de código QR para desenvolver um código de barras com a marca móvel, ToyoTag. Ele também trabalhou com uma empresa de tecnologia de realidade aumentada para desenvolver o conteúdo que seria atraente e apelativo para os mais jovens, público-alvo tech-savvy Corolla. Além de apelar para o grupo de potenciais fãs da pop star Hatsune Miku, o objetivo era fazer campanha que tivesse grande capacidade de compartilhamento.

Estratégia
Em coordenação com o Hatsune Miku concerto na Califórnia (16 de setembro, 2011), a Toyota lançou o Hatsune Miku, uma experiência de realidade aumentada. Para visualizar o conteúdo de realidade aumentada a Toyota estimulou os consumidores a usar seus telefones celulares, tirar fotos do ToyoTag, e depois, mediante solicitação por texto SMS, fazer o download do app Toyota. Este uma ferramenta de compras disponíveis para iPhone ou Android. Em seguida, os consumidores podiam ver a popstar Hatsune cantando em um palco virtual ao lado do Corolla 2012. Parte da estratégia foi a de "ampliar o engajamento passado o evento", disse Nelson.

Resultados
Toyota aumentou significativamente downloads app, o tráfego e divulgou o Corolla, durante a semana do lançamento com a ação de realidade aumentada.

Na noite do evento Miku Hatsune a Toyota viu um aumento de 600% por cento na Toyota Compras downloads Ferramenta de app. Após pico da primeira noite, downloads do app continuou a superar normais taxas de download. Isto durou a semana toda surpreendendo previsões. Além disso, o Corolla saltou em 30% de acessos neste mesmo período, Além disto o tempo gasto na web na página do Corolla/Miku ultrapassou o tempo gasto na seção Corolla no site da Toyota.com (incluindo ferramentas de personalização, preços páginas e vídeos de demonstração).

Semana sobre semana de tráfego para Corolla/Miku (04-11 setembro) aumentou 167%. Depois de sete semanas inteiras, ele retornou aos níveis de campanha anteriores.

Takeaways
Nelson aconselhou as empresas de terem tempo para fazer a pesquisa antes de abraçar o código QR e a tecnologia de realidade aumentada móvel. "Nós andamos antes de correr na Toyota", disse Nelson. Ele também admitiu que os espectadores têm perguntado o que Hatsune Miku tem a ver com a venda de carros, ao que ele respondeu que a Hatsune Miku foi o lastro da campanha incentivando os consumidores a experimentar novos tipos de conteúdo. "Está ficando claro que os clientes tem usado o serviço de tecnologia de uma forma divertida."

Próximos Passos
Nelson brincou que durante o próximo ano, a Toyota vai adotar tecnologias de marketing ainda mais móveis. "Este é um precursor para coisas maiores que nós vamos estar fazendo como uma corporação, não só com código de barras 2-D, mas com tecnologias como realidade aumentada", disse ele.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Metodologia: o cérebro da consultoria

Estabelecimento de método transparente de trabalho garante ao cliente desenvolvimento pleno e sucesso do projeto Por Eloiza de Oliveira
Até meados dos anos 90, gigantes internacionais garantiam espaço no mercado de consultorias do País. Com o crescimento das empresas nacionais, apenas a grife estrangeira já não atraia por si só o empresariado brasileiro, que buscava apoio para gestão dos negócios.Constata-se, neste mesmo período, a importância de se estabelecer um método de trabalho que visasse demonstrar aos clientes que as abordagens eram confiáveis e seguras.
Anos depois, em pleno século XXI, é inimaginável uma consultoria de renome atuar neste mercado competitivo sem uma boa metodologia. “É condição sine qua non para a implantação de todo e qualquer projeto”, alerta a diretora comercial e operacional do FBDE|NEXION, Viviane Misko. Há 15 anos na empresa, a executiva salienta a importância do Sistema de Gestão da Qualidade na norma IS0 9001 e a Pesquisa Formal de Satisfação de Clientes – Customer Satisfaction Index-, realizada, sem exceção, com todos os clientes da consultoria com contrato em andamento: “Representam, de forma inequívoca, o nível de exigência, responsabilidade e comprometimento com os resultados dos trabalhos desenvolvidos pelo FBDE|NEXION”.A seguir, confira a íntegra da entrevista com Viviane Misko.

EW: Qual é a real importância da metodologia no trabalho de uma consultoria?

Viviane Misko: Há alguns anos se tem percebido que apenas a competência do consultor ou de uma consultoria não basta para garantir o sucesso de um projeto. O estabelecimento de uma metodologia de trabalho permite um alinhamento das funções e ações, de forma clara e transparente. Sem metodologia ninguém tem condições de implantar um projeto hoje em dia, pois é uma garantia para o consultor e, principalmente para o cliente.

EW: Como seria essa garantia? Viviane Misko: A metodologia do FBDE|NEXION, por exemplo, foi elaborada buscando o objetivo principal que é a “validação semanal do projeto”. Tanto o consultor como o cliente validam, por meio de um conjunto de documentos, tudo o que foi desenvolvido, discutido e esmiuçado naquele período. Dessa forma, garantimos um relacionamento transparente entre as partes, pois tal método propicia integração e interação constantes entre as partes.EW: Como funciona tal validação na prática?Tem um passo-a-passo? Viviane Misko: É importante ressaltar que apesar de se tratar de uma metodologia, ela não é algo estanque, imutável. Cada projeto é tratado de forma personalizada, respeitadas as características, a cultura de cada empresa e empresário. O FBDE|NEXION tem uma característica diferente das outras consultorias porque nossos honorários não são centrados em hora/trabalho e sim no escopo. Nossa consultoria não é de intervenção, nós diagnosticamos,orientamos, auxiliamos na implementação e formamos multiplicadores. Essa atuação requer uma metodologia que desde o primeiro atendimento – quando são definidas ações prioritárias e cronograma- dá suporte ao consultor e ao cliente que ao validarem a documentação gerada, estão cientes e concordam com os rumos do projeto.EW: E tal validação também permite detectar desvios de percurso?Viviane Misko: Sim, de forma clara e sem sobressaltos, conseguimos identificar problemas no desenvolvimento do projeto e, de forma conjunta, sugerimos novas ações. Isso só é possível porque além desta validação semanal, realizamos reuniões periódicas entre cliente e consultor, onde todo o projeto é discutido com transparência.EW: Como os clientes absorvem este processo de validação constante do projeto?Viviane Misko: É importante ressaltarmos que não se trata de um processo burocrático. A documentação gerada integra o desenvolvimento do projeto, o que permite acompanhamento pari passu de todas as ações. Torna-se uma necessidade para o cliente que entende nossa metodologia como uma garantia, um comprometimento com os resultados dos trabalhos desenvolvidos pelo FBDE|NEXION. Temos inúmeros casos, inclusive, de empresas que nos agradecem profundamente tal sistematização que acaba sendo adotada por elas- respeitando as necessidades da companhia.EW: Existe algum trecho ou ferramenta desta metodologia que mais agrada aos clientes?Viviane Misko: Eu não diria que mais agrada, mas sim que se amoldam à necessidade da empresa, porque como já disse é trabalho personalizado. Um dos maiores sintomas de um projeto, seja ele qual for,é a falta de ações advindas da inexistência de ferramentas. Um exemplo clássico é a realização de reuniões fantásticas, mas ao final ninguém sabe o que fazer ou como fazer. Por isso, muitos clientes adotam uma ferramenta do FBDE|NEXION denominada de “Três Q’s” (Quem faz; o Que faz; Quando vai fazer ou entregar). A adoção desta ferramenta simples e absolutamente necessária pelo cliente é um reconhecimento da eficácia da metodologia desenvolvida e aplicada pela consultoria.EW: Ou seja, se até o cliente aplica, significa uma aprovação total a metodologia desenvolvida pelo FBDE|NEXION.Viviane Misko: Exatamente! E o motivo de tal aceitação deve-se ao fato de poucas, até raras consultorias poderem exibir resultados expressivos de satisfação dos clientes. O processo de validação efetuado ao longo da execução do projeto culmina, invariavelmente com um nível altíssimo na avaliação do empresariado. E podemos mostrar tais índices com segurança, pois realizamos a Pesquisa Formal de Satisfação de Clientes – Customer Satisfaction Index-, com todos os clientes do FBDE|NEXION. No geral computado em 2009, registramos índice extraordinário de satisfação de 92,08%, bem acima da meta de qualidade fixada de 85%- auditada periodicamente pelo Bureau Veritas Certification. A pesquisa de satisfação integra nossa metodologia há oito anos e ao lado de nossa certificação ISO 9001 representam, de forma inequívoca, o nível de exigência, responsabilidade e comprometimento com os resultados dos trabalhos desenvolvidos pelo FBDE|NEXION. EW: Podemos dizer, então, que a metodologia exclusiva do FBDE|NEXION é componente central dos altos índices de satisfação dos clientes?Viviane Misko: Sem dúvida. Costumamos dizer que o trabalho de uma consultoria sem um método só obterá sucesso devido ao ocaso, a sorte. É como colocarmos pessoas em uma pista de atletismo sem apresentar as regras, como tempo, metros a serem percorridos e etc. Em uma pista sem raias e sem regras, cada um correrá para um lado e se alguém cruzar a linha, não significa que seja um vencedor.Afinal, não se sabe se chegou num bom tempo, se o desgaste foi compatível com o esforço, se era corredor melhor para 50 metros e não 1.200 mts. Com o estabelecimento de métricas claras e inteligentes, todos correm em uma mesma direção e por um só objetivo: o sucesso do projeto.
Por Eloiza de Oliveira – Assessora de Comunicação do FBDE | NEXION Consulting

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A EXPANSÃO DO VIRTUALISMO

ENQUANTO PESSOAS NÃO TÊM NADA MELHOR PARA FAZER, A EXPANSÃO DO VIRTUALISMO
GANHA MAIS ESPAÇO


Fonte: Claudio Sá e Igor Carvalho | Conteúdo Comunicação | (GC)

Estudo realizado pela Kantar Worldpanel, maior empresa global de pesquisa de
consumo domiciliar, indica que 32% dos domicílios já têm pelo menos um
indivíduo conectado a redes sociais nas regiões metropolitanas do Rio de
Janeiro e de São Paulo.

Extraído de uma base de 3.000 lares, acompanhados semanalmente pela Kantar
nessas duas regiões, o estudo indica que 11% dos domicílios das duas maiores
capitais do País têm um viciado nesse tipo de plataforma de relacionamento
na web. Outros 21% dos domicílios têm usuários frequentes das redes.
Entretanto, em 51% dos lares os indivíduos conhecem as redes, mas não se
conectam com frequência. Apenas 14% dos domicílios, ouvidos pela Kantar,
dizem desconhecer as novas ferramentas de relacionamento e nunca se conectam
a elas.

Segundo o levantamento, em 30% dos lares, os internautas das capitais
paulista e fluminense utilizam a ferramenta para manter contato com pessoas
distantes, 23% para postar fotos, 10% para conhecerem pessoas no exterior e
9% para fazer novos amigos.

Os que usam a rede para bisbilhotar estão presentes em 5% dos lares das duas
regiões.

Outros 3% costumam postar feeds e comentários, inclusive sobre produtos e
serviços e 2% deles dividem seus pensamentos nas redes sociais.

Entre os sites avaliados, o mais popular nas duas regiões metropolitanas
investigadas é o Orkut, que detém maior penetração (98%), enquanto Twitter e
Facebook despertam o interesse de 14% e 13%, respectivamente.

Em países da América Latina, essa proporção é diferente, com o Facebook
liderando a preferência dos usuários, com 53%, seguido pelo Orkut (46%) e
Twitter (12%).

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Você sabe o que é Networking?

“Não espere estar na pior para falar com seus contatos. Tenha interesse nas pessoas, o que não significa ser interesseiro”
Vamos começar imaginando uma cena que acontece com muita gente. Subitamente você recebe uma ligação de um amigo que há muitos anos não fala com você. A conversa começa com algo do tipo “Há quanto tempo! Você sumiuuuuuu…”. Bem, você “não” sumiu – seu endereço, seu telefone e seu e-mail continuam os mesmos. Você continua frequentando os mesmos lugares. Qualquer um que quisesse lhe encontrar, a qualquer momento,saberia onde e como.
Você dá “corda” para o amigo, e ele segue falando. Relembra eventos dos “velhos tempos”, pergunta se você ainda mantém contato com os colegas de antigamente. Quando chega o momento adequado, ele dá o “bote”. Conta que está com problemas, possivelmente desempregado, e está procurando ajuda. Quem sabe uma indicação para um novo emprego?
Bem, o que vimos aqui é um exemplo de como “não” fazer networking. Tenho certeza que muitas pessoas que estão lendo isso já se viram na situação descrita. Algumas outras podem ainda ter participado de uma cena parecida, na embaraçosa situação do “amigo” que só se lembra dos outros quando precisa de alguma coisa.
Fazer networking não é apenas conhecer pessoas e trocar cartões. Um networking vencedor deve ser cultivado de forma muito cuidadosa. Networking é sobre pessoas e relacionamentos, e é um grande equivoco tratar seu networking como aquela coleção de figurinhas da infância, que fica guardada em alguma caixa empoeirada que você só abre em momentos de “surto nostálgico”.
A rigor, não existem regras para se fazer um bom networking, mas se fosse para elencar uma “regra principal” do networking vencedor, diria algo como “faça antes de precisar”. Aproveite os momentos em que as coisas caminham bem e a maré está favorável para desenvolver relacionamentos e cultivá-los. Faça o que puder para conhecer pessoas novas e interessantes, que possam representar oportunidades futuras, mas se esforce ainda mais em cultivar o networking que já tem. Mantenha contato com essas pessoas, interesse-se por elas (no sentido de ser “interessado” e não “interesseiro”) e faça um grande favor a si mesmo:
Jamais coloque-se na situação constrangedora de ser a pessoa que lembra dos “amigos” apenas quando está em dificuldades.
Uma boa dica para pessoas que querem fazer um networking vencedor é começar com um inventário dos contatos, amigos e colegas. Antes de procurar conhecer novas pessoas, é interessante tentar fazer algo com aquilo que já temos à mão. Há quanto tempo você não dá um “alô” para seus contatos? Ligar de vez em quando ou mandar um e-mail (um e-mail pessoal, por favor, nada de e-mails coletivos com mensagens “bonitinhas” ou as infames “correntes”) é uma medida muito salutar.
Geralmente as pessoas costumam gostar quando damos demonstrações de interesse. Melhor ainda quando não pedimos nada em troca ou insinuarmos alguma intenção oculta. Se dermos, periodicamente, uma demonstração de interesse para essas pessoas, certamente será muito mais fácil conseguir
algo delas no futuro caso realmente precisemos. Pequenas atitudes como essas fazem com que estejamos presentes na memória de curto prazo das
pessoas. Será muito mais fácil sermos lembrados quando elas ficarem sabendo de alguma oportunidade que não interessa para elas, mas elas sabem que seria a oportunidade “da sua vida”.
Não tem uma lista de contatos? Ou sua lista é muito pequena? Nesse caso é uma boa pedida investir um pouco de tempo e esforço em conhecer gente nova. Frequentar eventos de interesse de profissionais de sua área, cursos ou mesmo eventos sociais absolutamente despretenciosos. Vale tudo. Em qualquer lugar é sempre possível encontrar pessoas interessantes, mas sempre observando a regra de “fazer antes de precisar”.
Deixar para fazer sua rede de contatos quando se está “na pior” é contraproducente. Geralmente quem está na posição de querer algo e não poder contribuir com nada em troca acabará ingressando em redes sociais de baixo nível. Comece a fazer sua rede de contatos e, principalmente, a cultivá-la agora. Não espere o momento em que vai precisar dela.
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Sobre o autor: André Massaro é Consultor financeiro e profissional e criador do método MoneyFit. visite o site do autor em www.moneyfit.com.br)
Este artigo foi desenvolvido exclusivamente para o Portal HSM. Visite o site da HSM em http://br.hsmglobal.com/

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dedução de imposto de renda já deve ser planejada

A preocupação com as declarações de imposto de renda pessoa física para grande parcela da população fica limitada aos meses de março e abril. Mas, começar a pensar nesse tema com antecedência fará não só com que as preocupações sejam menores, como também pode fazer com que se recupere mais dinheiro.

"A tão falada cultura do brasileiro de deixar o imposto de renda para última hora não tem apenas reflexo em erros que podem levar a malha fina, ela também tem como resultado a diminuição da restituição dos contribuintes. Existem ferramentas legais que fazem com que essa restituição seja muito maior", explica Jairo de Morais Filho, consultor tributário da Confirp Consultoria Contábil.

As ações podem ser desde as mais simples, como guardar adequadamente todos os comprovantes de gastos com educação e saúde até mesmo as mais sofisticadas como doações e realização de previdências privadas. Contudo, Jairo de Moraes alerta, "a primeira coisa que deve ser avaliada para ter a restituição, é se houve valores retidos, caso contrário não há o que se restituir".

Nos casos de despesas médicas, odontológicas, instruções, pensões alimentícias judiciais para garantir a restituição basta guardar adequadamente os documentos. É importante não passar informações nessas áreas que não estejam em conformidade com a realidade. "O Fisco está fechando o cerco às informações irregulares a partir de evoluções tecnológicas e cruzamento de informações, tudo o que for declarado deve ser comprovado adequadamente", conta o consultor tributário.

Para quem quer abater plano de previdência privada, é importante deixar claro que isso apenas poderá ocorrer quando é feito no modelo PGBL, em um limite de 12% do valor tributável total, antes de qualquer dedução. Também é dedutível do IR para quem já contribui para os sistemas previdenciários oficiais, como trabalhador do setor privado, autônomo ou funcionário público.

A doação pode ser uma forma para aumentar a restituição, mas somente para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda. O limite é de 6 % do imposto de renda devido é para as destinações aos fundos de direitos da criança e do adolescente, as doações e os patrocínios para projetos enquadrados como incentivo a atividades culturais, artísticas e incentivos a atividades audiovisuais.
Fonte: fiec.org.br

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A importância da administração financeira da empresa

Conheça as principais funções da administração financeira e as primeiras providências que a empresa deve tomar em relação às finanças .
A gestão financeira é um conjunto de ações e procedimentos administrativos que envolvem o planejamento, a análise e o controle das atividades financeiras da empresa. O objetivo da gestão financeira é melhorar os resultados apresentados pela empresa e aumentar o valor do patrimônio por meio da geração de lucro líquido proveniente das atividades operacionais. No entanto, é muito comum que empresas deixem de realizar uma adequado gestão financeira.
Uma correta administração financeira permite que se visualize a atual situação da empresa. Registros adequados permitem análises e colaboram com o planejamento para otimizar resultados.
A falta da administração financeira adequada pode causar os seguintes problemas:
- Não ter as informações corretas sobre saldo do caixa, valor dos estoques das mercadorias, valor das contas a receber e das contas a pagar, volume das despesas fixas e financeiras. Isso ocorre porque não é feito o registro adequado das transações realizadas;
- Não saber se a empresa está tendo lucro ou prejuízo em suas atividades operacionais, porque não é elaborado o demonstrativo de resultados;
- Não calcular corretamente o preço de venda, porque não são conhecidos seus custos e despesas;
- Não conhecer corretamente o volume e a origem dos recebimentos, bem como o volume e o destino dos pagamentos, porque não é elaborado um fluxo de caixa, um controle do movimento diário do caixa;
- Não saber o valor patrimonial da empresa, porque não é elaborado o balanço patrimonial;
- Não saber quanto os sócios retiram de pró-labore, porque não é estabelecido um valor fixo para a remuneração dos sócios;
- Não saber administrar corretamente o capital de giro da empresa, porque o ciclo financeiro de suas operações não é conhecido;
- Não fazer análise e planejamento financeiro da empresa, porque não existe um sistema de informações gerenciais (fluxo de caixa, demonstrativo de resultados e balanço patrimonial).

Muitas empresas do setor têxtil e confecções começam com pessoas que trabalham ou trabalharam em outras empresas da área, ou que têm habilidades e conhecimento de produção. Isso acontece também em outros setores da economia. Poucas pessoas têm experiência em administração financeira, e isso interfere nos resultados. Muitas vezes, as atividades são iniciadas com pequena dimensão e, conforme os negócios se desenvolvem, a administração financeira não acompanha o crescimento da empresa porque os gestores não têm conhecimentos necessários nesta área de gestão e se envolvem excessivamente com a produção.
As principais funções da administração financeira são:
- Análise e planejamento financeiro: analisar os resultados financeiros e planejar ações necessárias para obter melhorias;
- A boa utilização dos recursos financeiros: analisar e negociar a captação dos recursos financeiros necessários, bem como a aplicação dos recursos financeiros disponíveis;
- Crédito e cobrança: analisar a concessão de crédito aos clientes e administrar o recebimento dos créditos concedidos;
- Caixa: efetuar os recebimentos e os pagamentos, controlando o saldo de caixa;
- Contas a receber e a pagar: controlar as contas a receber relativas às vendas a prazo e contas a pagar relativas às compras a prazo, impostos e despesas operacionais;

As primeiras providências que a empresa deve tomar em relação às finanças são:
- Organizar os registros e conferir se todos os documentos estão sendo devidamente controlados.
- Acompanhar as contas a pagar e a receber, montando um fluxo de pagamentos e recebimentos.
- Controlar o movimento de caixa e os controles bancários.
- Classificar custos e despesas em fixos e variáveis.
- Definir a retirada dos sócios.
- Fazer previsão de vendas e de fluxo de caixa.
- Acompanhar a evolução do patrimônio da empresa, conhecer lucratividade e rentabilidade.