quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Como envolver os empregados na participação dos resultados da empresa?


O conceito de motivação é muito extenso e complexo, pois não existe uma regra geral, como uma receita de doce, na qual os ingredientes são misturados na medida certa e com o tempo de preparo definido. São ações diversas, que contemplam um universo de inúmeros fatores, que têm que ser dirigidos especificamente para cada caso, conforme a atividade empresarial, o perfil dos colaboradores, as ações tomadas anteriormente neste sentido, o perfil do empresário (se exerce administração autocrática ou participativa). Enfim, depende da aceitação do empresário em implantar ações que motivam; avaliar o resultado destas ações e constantemente promover a manutenção e/ou o aperfeiçoamento das mesmas.
Conceitualmente, a motivação é formada por uma tríade composta de: benefícios/incentivos/treinamento e tem que ser harmonizada por estes três elementos. De nada adiantará o empresário oferecer treinamento e especialização, se não oferecer também atrelados a estes, benefícios e incentivos. Caso contrário, só estará proporcionando a concorrência entre profissionais mais qualificados, nos quais investiu em capacitação.
Porém, não conseguirá conservá-los por falta de alguns acessórios complementares que os mantenham constantemente motivados. Então, enumeramos algumas formas de motivação, envolvendo individualmente os elementos motivadores, não se esquecendo, porém, de que são integrantes de uma tríade que tem que ser harmonizada entre si:
Benefícios
Consiste basicamente numa complementação salarial; é conhecida, no campo empresarial, como salário indireto e pode ser representado por inclusões de produtos e/ou serviços que o funcionário deveria pagar em caso de uso. Como exemplo, podemos citar: convênio de assistência médico-hospitalar/ odontológica; ticket-refeição; vale-transporte; vales-compra; parcerias com clubes e entidades; convênios de descontos para medicamentos; cesta básica; creche; uniforme e material escolar para os dependentes.
Incentivos
São ações que dependem da criatividade do empresário, pois é necessário o conhecimento do perfil dos seus colaboradores, suas necessidades, ambições, carências e o seu grau de profissionalismo.
Como exemplo, podemos citar: premiações por metas alcançadas (bônus sobre produtos, comissão sobre totalidade de vendas, viagens com a família,jantares, churrasco de confraternização, etc.); diálogo constante com a equipe de colaboradores (de preferência reuniões com o grupo, ouvindo e avaliando sugestões); dimensão da estrutura para que nenhum componente do grupo possa se sentir prejudicado ou com carga excessiva de serviço; elogios (carta pessoal; referendum para o grupo; cartaz afixado com foto, nome e motivo da ação; etc.); manutenção do corpo-a-corpo diário com os colaboradores, transmitindo segurança e energia positiva.
Treinamento
Significa capacitar, proporcionar maior conhecimento específico da atividade, para se obter um maior grau de profissionalismo da equipe, e com isso, transmitir ao cliente maior segurança no atendimento. Todo e qualquer meio, adotados como forma de aprendizado, podem e devem ser estimulados e motivados, desde: cursos; palestras; feiras; seminários; exposições; workshops; leituras; visitas a concorrentes, etc.
Concluindo, investir em treinamento dos funcionários com a finalidade de capacitá-los, significa promover uma mudança de comportamento e de qualificação, visando a um melhor atendimento ao cliente com padrões diferenciados dos concorrentes. Portanto, o processo de motivação deverá ser sempre acompanhado e avaliado, para que o mesmo seja contínuo, modificado, aperfeiçoado e possa gerar resultados positivos, sem acomodação e principalmente sem criar vícios, ou permitir interferências que possam prejudicá-lo.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Navalshore 2010


VII Feira e Conferência da Indústria Naval e OffshoreRio de Janeiro - RJ - Brasil
Centro de Convenções SulAmérica
Visitação: 14h às 21h

A indústria naval e offshore brasileira vivencia fase de ascensão há pelo menos 8 anos. Mas o salto maior começou em 2009 quando a Petrobras iniciou investimentos em função das descobertas do pré-sal. Do total de US$ 174,4 bilhões previstos pela empresa para investimentos até 2013, US$ 104,6 bilhões referem-se às atividades de Exploração & Produção. Destes, cerca de US$ 28 bilhões serão destinados ao desenvolvimento do pré-sal. Em 2013 a Petrobras estima estar produzindo 157 mil bpd de óleo no pré-sal e em 2020 espera atingir 1,18 milhão de bpd. Já os parceiros da Petrobras deverão chegar à produção de 632 mil bdp em 2020.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Suinocultura limpa


Dar destino correto aos dejetos é um dos grandes gargalos da suinoculturaUma fazenda localizada no Distrito de Anhanduí, em Campo Grande (MS), encontrou uma solução que desde 2004, além de solucionar o problema, aumentou os lucros, diminui o número de mortandade e passou a economizar 90% na conta de energia elétrica.
A Suinocultura Rancho Alegre produz suínos desde 1983, mas foi a partir de 2004 que aconteceram as inovações mais impactantes, por meio da instalação de biodigestores para produção e queima de gás metano, que é gerado com os dejetos dos animais.
Uma vez por ano a fazenda vende créditos de carbono, por intermédio de uma cooperativa de suinocultores localizada em São Gabriel do Oeste, para empresas de capital estrangeiro, por meio da técnica. Além disso, a granja passou a ter uma economia de 90% na conta de energia elétrica, já que este recurso é gerado na propriedade, com os biodigestores e transformadores.
Empresário encontra soluções para aumentar a produção e lucrar com o que era descartado
Sistema de produção limpa na suinocultura trouxe para propriedade localizada em distrito de Campo Grande mais tranquilidade aos animais que somam um plantel com mais de 25 mil cabeças. Os administradores comemoram economia de 90% na conta de energia elétrica e ainda conseguiram diminuir a perde de animais. A manutenção das pastagens foi outra vantagem conquistada depois da instalação de biodigestores
Arão Antonio Moraes, proprietário da Suinocultura Rancho Alegre, localizada no Distrito de Anhanduí/Campo Grande, produz suínos desde 1983, mas foi a partir de 2004 que ele fez inovações, aumentou a produção e conseguiu dar destino a uma das maiores preocupações do setor: os dejetos.
Com 2.300 matrizes e 20 reprodutores na Central de Inseminação Artificial própria, a Rancho Alegre passou a trabalhar com desenvolvimento limpo na suinocultura, o que trouxe bons rendimentos, economia e ainda possibilidade de abastecimento de mercados antes considerados carentes como, por exemplo, matéria-prima para produção de farinha e torta de carne para alimentação de suínos.
A administradora da propriedade, Eleíza Moraes explica que desde 2004 estão em funcionamento na Rancho Alegre biodigestores para produção e queima de gás metano, que é gerado com os dejetos dos suínos. Uma vez por ano a fazenda vende créditos de carbono, por intermédio de uma cooperativa de suinocultores localizada em São Gabriel do Oeste, para empresas de capital estrangeiro, por meio da técnica. Além disso, a granja passou a ter uma economia de 90% na conta de energia elétrica, já que este recurso é gerado na propriedade, com os biodigestores e transformadores.
Eleíza explica que seria possível utilizar 100% da energia produzida na propriedade, porém os administradores optaram por manter nas residências o sistema “convencional” fornecido pela Empresa de Energia de Mato Grosso do Sul. “Como temos máquinas muito potentes em funcionamento, a energia acaba oscilando muito, por isto mantivemos nas casas das 11 famílias e no escritório central o sistema antigo.”, explica.
O empresário Antonio Arão, que também é presidente da Associação Sul-matogrossense de Suinocultores (Asumas), é categórico ao afirmar que a suinocultura cresceu consideravelmente nos últimos anos no Mato Grosso do Sul e com ela a preocupação em dar destino aos dejetos também passou a ser uma necessidade, uma vez que as cobranças em relação ao desenvolvimento sustentável também são muito presentes. “O produtor consciente não quer apenas ganhar dinheiro, mas também ter um modelo que possa trazer benefícios ao meio ambiente, afinal o empreendedor rural é o maior interessado em manter condições de solo e climáticas para seu negócio dar certo”, diz.
Antonio Arão explica que com os biodigestores a carga orgânica proveniente dos dejetos e sobras de rações da alimentação dos suínos em confinamento acaba se decompondo e gerando o gás metano, que é tido como um dos vilões responsáveis pelo efeito estufa. Nos balões são acondicionados e depois transformados em crédito de carbono.
A instalação dos biodigestores não trouxe apenas energia elétrica barata para a granja, mas uma tranqüilidade aos administradores. Para Eleíza Moraes, o suinocultor que não tem biodigestor tem um grande problema para administrar, mas quem o tem pode aproveitá-lo para faturar com créditos de carbono, utilizar a parte sólida que sobra como adubo e a líquida como ferti-irrigante para as pastagens. “Aqui, temos pasto verde o ano inteiro, pois os campos são adubados e irrigados ao mesmo tempo, independente se é período seco ou não. Diminuiu até o número de moscas na nossa propriedade”, comemora.
InovaçãoUm dos projetos implantados na propriedade é o congelamento de carcaça de animais mortos e placenta que depois se transformam em mais uma fonte de renda na suinocultura. Antes da idéia, dar destino a este tipo de produto também era uma preocupação dos administradores. Agora, uma vez por semana o material é destinado para o fabrico de biocombustível em Dourados ou no Distrito de Indubrasil (Campo Grande). Nos digestores é separada a banha (para biodiesel) e carne para ração.
Com novas técnicas para produzir suínos e dar destino não agressivo para o meio ambiente ao que antes era descartado, o empresário Arão Antonio pretende aumentar seu plantel a partir do próximo ano em, no mínimo, mais cinco mil matrizes. Além disso o mercado comprador, que atualmente é mais voltado para Campo Grande (40%), São Gabriel do Oeste, Rondonópolis e Goiânia, também vai ser incrementado pela oferta de produto.
AR- Com a economia na conta de energia elétrica, proporcionada depois da instalação dos biodigestores, os administradores da suinocultura implantaram nas baias da maternidade um sistema de refrigeração para as matrizes, o que proporciona um bem-estar animal para elas. O ar gelado é direcionado por um tubo somente para a região da cabeça das porcas porque os leitões preferem temperaturas mais elevadas que suas mães.
Segundo Eleíza Moraes nem todas as baias possuem o sistema de ar-condicionado, mas isto já é um projeto para o ano que vem. “Oferecendo condições de bem estar, as matrizes têm mais tranquilidade no momento da parição e cuidados com suas crias. Isto diminui, inclusive, o número de animais mortos”, conclui.
RaçãoDesde que a Suinocultura Rancho Alegre foi inaugurada toda a ração (da desmama a matrizes/reprodutores) é produzida na propriedade. O milho, soja e sorgo utilizados são produzido em outra propriedade de Arão Moraes, que fica no município de Terenos. Outros produtos são adquiridos a base de troca com fazendeiros próximos. O maquinário da fábrica de ração é movido com a energia proveniente dos biodigestores. O montante chega a 1 milhão de quilos/mês.

Expoagas 2010

As indústrias e fornecedores de produtos e serviços para o setor supermercadista gaúcho já começaram a desenvolver as ações de marketing para alavancar seus negócios na 29ª Convenção Gaúcha de Supermercados e Expoagas 2010, que ocorrerá entre 24 e 26 de agosto na Fiergs, em Porto Alegre. Neste ano, a feira deverá congregar 320 expositores – pelo menos 70% deles empresas gaúchas, e voltará a contar com 85 estandes pré-projetados reservados a indústrias de pequeno porte. “São espaços desenvolvidos especialmente para que o custo de montagem seja reduzido e seja possível a participação de empresas de todos os tamanhos. Um dos focos da Expoagas é justamente o de valorizar e incentivar a indústria gaúcha e as empresas de menor porte”, explica o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo. Em 2009, a feira recebeu 36 mil visitantes e movimentou um total de R$ 234 milhões em negócios – um crescimento de 10% nas negociações na comparação com a edição de 2008 do evento. Um levantamento feito pela Segmento Pesquisas na Expoagas 2009 revelou que a participação na feira tem como objetivos: aumentar os negócios, contatar clientes e vender (70%), expor seus produtos e sua marca (57%), divulgar lançamentos (54%), estreitar e melhorar o relacionamento com o supermercado (82%) e marcar presença (31%). As informações sobre como participar estão disponíveis pelo telefone (51) 2118-5200, ou através do e-mail comercial@agas.com.br. Confira o mapa da feira em www.agas.com.br.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Mobile World Congress em Barcelona


O congresso mundial de tecnologia móvel, o Mobile World Congress, que começou dia hoje em Barcelona, vai incorporar este ano empresas que desenvolvem aplicações móveis, reforçando o papel do certame como grande montra de novidades do sector.
O Mobile World Congress, que decorre até quinta-feira, une-se nesta edição a uma nova tendência que permite "artilhar" o telemóvel com todo o tipo de serviços: desde mapas a programas de emagrecimento.
As empresas que desenvolvem este tipo de aplicações estarão na edição deste ano no App Planet, um espaço que pretende ser uma das grandes atrações do evento e que é patrocinado por gigantes tecnológicos como a Vodafone, a RIM (Blackberry), o Google ou a Sony Ericsson.
O crescimento deste nicho tem sido exponencial, à medida que a tecnologia permite uma cada vez maior largura de banda para a internet móvel e os telemóveis ultrapassam (alguns deles largamente) a capacidade de resposta dos computadores de há quatro anos.
As novas aplicações também representam o novo grande negócio gerado à conta dos sistemas operativos dos telemóveis inteligentes: o do Iphone, da Windows, o Android (desenvolvido pela Google), o da Blackberry ou o da Palm. É também todo este ecossistema tecnológico que está a impulsionar o negócio de dados das operadoras.
Pela quinta vez em Barcelona, a organização do Mobile World Congress espera superar os números de 2009: 47.000 visitantes provenientes de 182 países.
O certame, que contará com 1.300 expositores, coincide com a presidência espanhola da União Europeia, pelo que o governo de José Luiz Zapatero planeou várias iniciativas para destacar a importância das telecomunicações na economia do país vizinho.
Assim, haverá um encontro de dirigentes governamentais presentes no congresso, bem como outro com presidentes e directores executivos de grandes empresas mundiais.
De fora este ano estará a Nokia, ainda que o fabricante finlandês - número um mundial no mercado de telemóveis - esteja presente através da sua participada Nokia-Siemens num espaço próximo da feira. Na feira propriamente dita, a Nokia estará presente de forma indirecta, nos stands de operadores de telecomunicações e de venda de telemóveis.
Por outro lado, a Nokia-Siemens será a grande protagonista numa demonstração de telefonia móvel de quarta geração (LTE) organizado pela Telefónica.
Tal como nos anos anteriores, a feira será palco de várias apresentações das novidades dos operadores de redes móveis, dos novos dispositivos e das tendências do sector. No entanto, acima de tudo o Mobile World Congress é um espaço onde os executivos de topo das empresas se encontram, trocam impressões sobre o futuro e fazem negócios.
Uma das empresas a apresentar novidades na feira é a portuguesa WeDo Technologies, que lança a nova plataforma de Revenue e Business Assurance, um produto que permite às empresas fazer um controlo dos incentivos, das cobranças e dos processos relacionados com o controlo de parceiros de conteúdos, roaming e interligação.
Também a portuguesa Wit lança na feira uma solução tecnológica que, diz, "vai revolucionar" os contactos entre clientes e prestadoras de serviços, ao criar um operador virtual capaz de responder de viva voz ou por escrito.
Presentes em Barcelona estarão também as portuguesas NDrive, no espaço App Planet, e a Portugal Telecom Inovação.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Sacolas Retornáveis


Desde fevereiro de 2009, os Supermercados Cotrijui colocaram em prática a campanha Sacola Ecológica Dá Brindes. Através da iniciativa, até janeiro de 2010, as lojas da cooperativa já deixaram de fornecer mais de um milhão de sacolas plásticas, confirmando a adesão crescente de clientes que estão dando preferência às sacolas retornáveis. A cada compra nos Supermercados Cotrijui em que o cliente utilizar sacolas retornáveis e não as plásticas, recebe pontos que podem ser trocados por brindes. Na terceira fase do projeto, que se encerrou no dia 5 de fevereiro, ao total, foram distribuídos 121 camisetas oficiais do Esporte Clube São Luiz, 817 camisetas da campanha, 51 camisetas oficiais do Grêmio, 50 camisetas oficiais do Inter, 152 cadeiras de varanda e 1,1 mil jogos de talheres. Foram sorteados, ainda, nove máquinas fotográficas, nove aparelhos de som e nove máquinas de lavar. O sorteio ocorreu simultaneamente em cada loja das unidades da Cotrijui. A partir de agora, em sua quarta etapa, a campanha da cooperativa muda de foco e adota o slogan “Continue usando as suas sacolas retornáveis”.

EU ME CONTROLO, TU TE CONTROLAS, MAS QUEM NOS CONTROLA NO USO DAS MÍDIAS SOCIAIS NO TRABALHO?


As companhias brasileiras são as que exercem mais controle sobre o uso de mídias sociais no trabalho, segundo pesquisa da Manpower, empresa de recursos humanos que oferece serviços para todo o ciclo de negócios e de emprego, com 34 mil empregadores de 35 países. De acordo com o estudo, 55% das organizações privadas no Brasil têm alguma política nesse sentido, contra apenas 20% na média global. A pesquisa mostra que o setor de finanças é o que mais controla os empregados (81%), seguido de transportes (65%) e administração pública e educação (58%).

No mundo todo, o número de empresas que controlam as redes sociais é consideravelmente menor que no Brasil. As Américas apresentam uma média de 29% de instituições dizendo controlar as redes sociais: no México, 29%; Canadá, Costa Rica e Guatemala, 27%; Argentina e Peru, 26%; Colômbia, 25%; e Estados Unidos, 24%. Na Ásia e no Pacífico, a média de empresas com políticas de comando fica em 25%: China, 33%; Nova Zelândia, 32%; Austrália, 31%; Hong Kong, 27%; Japão, 25%; Taiwan, 23%; Singapura, 14%; e Índia, 11%. Europa e África apresentaram a menor média de controle, apenas 11%. Na Polônia, apenas 1% das empresas têm políticas nesse sentido; na França, 2%; Áustria e República Tcheca, 4%; Alemanha e Suíça, 6%; Bélgica, Romênia e Suécia, 7%; Grécia, Itália e Espanha, 10%; Hungria e Noruega, 11%; Holanda, 13%; Irlanda, 15%; Reino Unido, 22%; e África do Sul, 40%.

Dos quase mil empregadores brasileiros entrevistados, 77% afirma que evitam a perda de produtividade com suas políticas de uso de mídias sociais. Para 32%, a regulamentação protege informações confidenciais das companhias. Outras razões citadas foram proteger a reputação da empresa (19%), e ajudar no recrutamento de pessoal (11%). “Podemos notar que as políticas para mídias sociais ainda estão focadas no gerenciamento de riscos, e não na maneira como as organizações podem aproveitar essas ferramentas em benefício dos empregados e do negócio”, afirma Pedro Guimarães, diretor comercial da Manpower no Brasil, em comunicado encaminhado ao Portal da Propaganda.

Para ele, uma política proibitiva pode ser prejudicial às empresas, já que ignora todo o potencial das mídias sociais – especialmente em um cenário em que colaboradores mostram-se desmotivados com suas funções atuais ou em que os talentos estão muitas vezes deslocados. “Mais do que nunca, empregadores devem aproveitar as mídias sociais para fortalecer sua imagem junto a colaboradores, ajudando a atrair candidatos e a manter os empregados motivados”, aponta.

O crescente uso dessas redes traz desafios para o gerenciamento de imagem das organizações, que provavelmente precisarão exercer algum controle. No entanto, se as empresas estiverem preparadas para adotar as mídias sociais, pode haver benefícios consideráveis. “Redes sociais são uma boa oportunidade para construir uma empresa vencedora. Elas podem ajudar a manter os colaboradores intelectualmente e emocionalmente engajados, alinhados a missão e valores de uma organização”, finaliza Guimarães.

A Manpower tem algumas dicas para o uso produtivo das mídias sociais nas empresas:

– Desafie os colaboradores a inovar, estimulando-os a desenvolver maneiras de usar essas ferramentas para melhorar seu trabalho. Incentive o compartilhamento das boas práticas, como por exemplo, o uso das mídias sociais para gerar acessos ou atender melhor aos consumidores ou clientes.

– Fique de olho nos especialistas que tem dentro da empresa, e estimule-os a demonstrar o uso de mídias sociais para os colegas. Preste atenção às ideias que surgem dessa interação.

– Deixe que os colaboradores assumam a tarefa. A base de qualquer rede social saudável é o comprometimento dos usuários. Estimule os empregados a ajudar no desenvolvimento e implantação da rede, promovendo a confiança nos objetivos instituídos no fim do processo.

O estudo Social Networks vs. Management? Harness the Power of Social Media encontra-se disponível em http://www.manpower.com/research/research.cfm.

Petrobras anuncia descoberta de óleo em águas rasas em Campos


Poço deve iniciar produção ainda neste ano e faz parte de nova estratégia da companhia
A Petrobras concluiu a perfuração do poço exploratório 4-PM-53 em águas rasas (200 metros) no pós-sal da Bacia de Campos. A descoberta abre uma importante frente exploratória à Leste das concessões de Pampo e Bicudo. O volume de óleo recuperável é estimado em 25 milhões de barris. Em razão da qualidade e da espessura do reservatório, estima-se que a vazão de óleo do poço será de cerca de três mil barris por dia.
Perfurado a seis quilômetros da PPM-1 (Plataforma de Pampo), com o poço constatou-se uma coluna contínua de 128 metros de óleo de 20 graus API nos calcários albianos em reservatórios de ótimas características de porosidade e permeabilidade. Como no local já existe infraestrutura de produção instalada, a Petrobras afirma que o poço irá iniciar a produção ainda este ano. Estuda-se a sua interligação com a plataforma PPM-1 ou com a plataforma P-7, produtora no campo de Bicudo.
Segundo a estatal, a descoberta faz parte da estratégia da empresa de intensificar os trabalhos próximos a campos em produção, e visa a aproveitar a capacidade das instalações existentes, diminuir os custos e agilizar a produção de novos volumes de óleo. A companhia afirma que pretende perfurar novos poços na região.
A descoberta anunciada faz parte de uma nova estratégia adotada pela Petrobras para agilizar o início da produção em pequenos reservatórios potenciais localizados próximos a áreas com infraestrutura já instalada, disse o gerente de planejamento da área de Exploração e Produção da estatal, Mauro Santana.
Segundo ele, pelo menos 20 pontos já foram localizados na Bacia de Campos para servirem a esta estratégia e deverão ser perfurados ao longo de 2010, para começarem a produzir em poucos meses após sua descoberta ter sido confirmada. Estas áreas estão localizadas principalmente no entorno de grandes campos da Petrobras, como Marlim, ou Marlim Sul. "Com a utilização da estrutura instalada, ganhamos tempo para acelerar o desenvolvimento de uma área e iniciar a produção num prazo recorde", comentou, destacando que a descoberta realizada na quinta-feira poderá estar produzindo já no final do ano.
Isso será possível porque a área do novo reservatório está localizada próxima a dois campos de pequena produtividade da Petrobras: Pampo e Bicudo, que produzem juntos um total de 25 mil barris e mais oito milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo. "Vamos utilizar a estrutura ociosa da P-7 (instalada no campo de Bicudo) para extrair e processar o óleo do novo reservatório", relatou. Considerada de pequeno porte, o novo reservatório poderá produzir em torno de três mil barris por dia.
O programa para agilizar a operação em áreas de pequeno porte e com infraestrutura já instalada deverá contribuir para evitar a queda na produção anual da Petrobras, que atinge a 10% do volume, por conta de reservatórios que entraram em declínio. Além desta estratégia, a companhia tem adotado outras também sobre reservatórios de pequeno porte, como a identificação de novas fronteiras exploratórias e também a recuperação de campos maduros. "É claro que a companhia tem como prioridade os grandes reservatórios, mas tem obtido bons resultados com estes projetos estratégicos", comentou Santana.(Fonte: Jornal do Commercio/RS)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Dez tendências cruciais de consumo para 2010


Confira o que está por vir no próximo ano, em termos de comportamento do consumidor. Nada será como antes em tempos de “madurialismo” – a explicação você encontra no item 10.
Sob a chamada “Uma bonança de oportunidades”, o site trendwatching.com selecionou dez tendências inspiradoras para o lançamento de produtos e serviços em 2010. Elas são “à prova de recessão”, porque consumidores sempre valorizam inovações que os beneficiem de alguma maneira. A lista você confere abaixo, mas leve em conta que todas as tendências já acontecem e estão permanentemente em evolução.

1. Nada será como antes: as empresas terão de acompanhar os movimentos da cultura, o que pode significar mostrar mais transparência e honestidade, conversar (em vez de comunicar unilateralmente), ou promover a colaboração. Podem, ainda, ter de encarar a questão “generosidade versus ganância”, ou ser um pouco desafiadoras e limítrofes, em vez de seguras e brandas. A sustentabilidade, em todos os sentidos possíveis da palavra, é o único caminho.

2. Urbanidade: os consumidores urbanos serão mais sofisticados, exigentes, abertos ao novo e conectados ao mundo. Crescerá o chamado “orgulho urbano”, uma referência ao sentimento de orgulho pela localidade em que se vive. Oferecer produtos e comunicação específicos para cada agrupamento urbano será uma ótima maneira de mostrar respeito aos cidadãos de todo o mundo. É o que faz a Guerlain, ao lançar fragrâncias tendo as cidades como referência. Por exemplo, o perfume Paris-New York é uma combinação de canela, baunilha e cedro.

3. Críticas em tempo real: o que você lançar em 2010 será comentado em massa, ao vivo, o tempo todo. Consumidores terão acesso a um fluxo vivo de experiências de outros consumidores. O Twitter, então, ganhará ainda mais força. Após ler uma crítica, os consumidores precisarão de mais detalhes e tentarão contato com quem comentou, sem que a empresa saiba o que está sendo dito. Nesse sentido, envolver os consumidores no desenvolvimento de produtos desde a momento zero é uma estratégia mais segura para evitar críticas ruins.

4. (F)Luxo: ainda que o luxo tradicional permaneça, “luxo” e “status” serão o que o consumidor quiser que seja –um fluxo dinâmico de significados para diferentes segmentos de consumidor, dependendo do que for considerado escasso. Poderá ser “tempo para si”, “residências para seis pessoas”, “informação relevante” ou até “não ter de consumir”. O segredo será encontrar e cunhar o gatilho correto de status para a audiência correta.

5. Reunião da massa: contrariando muitos prognósticos, as pessoas que viverão a maior parte de sua vida no mundo online também se congregarão com mais frequência. A oportunidade, então, está em facilitar o relacionamento entre pessoas afins, antes, durante e depois de um encontro off-line. É o que faz o Channel 4, da TV inglesa, ao oferecer aos espectadores um aplicativo que ensina as pessoas a organizarem festas com seus contatos do Facebook.

6. Ecofacilitação: será preciso facilitar ao consumidor ser mais “verde”, isto é, os processos e produtos devem ser mais sustentáveis, sem que o consumidor precise se dar conta disso e, se necessário, não deixando margem para a escolha de alternativas menos responsáveis. Isso talvez exija a ação de governos e empresas corajosas. A Chrysler, por exemplo, distribuirá os manuais dos proprietários de seus automóveis em DVDs, em vez de em papel.

7. Rastrear e alertar: o novo sistema de busca (tracking & alerting) permitirá que informações relevantes encontrem os consumidores, baseadas em preferências que eles voluntariamente revelam. Economia de tempo e aumento do controle das pessoas será o resultado. O MySkyStatus, da Lufthansa, envia mensagens automáticas aos amigos dos passageiros, publicando localização, altitude, embarque e chegada no Twitter e no Facebook do passageiro.

8. Generosidade embutida: generosidade e colaboração entraram no Zeitgeist, o espírito de nossa época, e toma a forma de doações vinculadas a compras, de maneira prática. Os consumidores codoam e/ou codecidem, como no caso da campanha das sopas Campbell’s, na qual os consumidores decidem, pelo voto, quais celeiros precisam de restauração. A cada voto, US$ 1 é doado para a reforma dos cinco celeiros mais votados.

9. Exploração de perfis: ajudará os indivíduos a extrair benefícios de seus perfis online. Oportunidades virão, por exemplo, da representação de consumidores que estão dispostos a divulgar aspectos de suas intenções de compra para as empresas, ou da proteção e armazenagem de registros digitais de alguém. Pela taxa única de US$ 399, o Swiss DNA Bank armazena dados do seu DNA e mais 1 GB de outros dados.

10. “Madurialismo”: o termo (“maturialism”) refere-se ao comportamento do consumidor em mercados maduros, combinando maturidade com materialismo. Eles não toleram ser tratados como desinformados, facilmente impactáveis e inexperientes. Encaixam-se em várias ou todas as tendências acima expostas. A questão para 2010 será: até onde você vai como marca, ao espelhar crenças sociais que dizem respeito a tudo, menos a ser submisso? Trata-se de ser um pouco mais ousado e distinto, se você quiser seguir o movimento da cultura. Nessa linha, a designer parisiense Nicole Locher, por exemplo, lançou uma coleção de blusas femininas com mensagens bordadas que incluíam frases como “Pequena vadia” e “Nem ouse olhar para mim”.