Da Agenda (13/1/2010) - A idéia da Agenda 2020 de criar indicadores que mostrem o “custo de não se fazer” na área de logística será usada em outras áreas abrangidas pelo movimento.
O grupo de trabalho que estuda os problemas da cadeia produtiva da carne bovina, reunido nesta terça-feira, na Faculdade de Agronomia da UFRGS, também adotará indicador semelhante para mostrar os prejuízos econômicos que representam as dificuldades do setor.
- A idéia é mostrar o quanto o não fazer pode custar ao caixa do governo e afetar a todos - explicou o diretor-técnico da Agenda 2020, Paulo de Tarso Pinheiro Machado.
Alguns custos na área de infraestutura já são conhecidos como a perda anual de R$ 2,4 bilhões pela falta de mil metros da pista do aeroporto Salgado Filho e os gargalos da BR - 116 ( região metropolitana), que chegaram a R$ 8 bilhões nos últimos dez anos.
A base para os indicadores da carne será um levantamento realizado pelo Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (Nespro) da Ufrgs, que sinaliza as principais dificuldades a serem superadas pelo setor, como o déficit de carne bovina no Estado e a desestruturação da cadeia produtiva.
Para o coordenador do Nespro, Júlio Barcellos, os entraves podem começar a ser superados através de um trabalho focado na gestão e no emprego de mais tecnologias a campo. O primeiro passo, segundo o especialista, seria incrementar a capacitação, profissionalizando os trabalhadores.
- Sofremos com a falta de gestores que dominem a tecnologia disponível. Hoje predomina a figura do campeiro que conhece o campo, mas não sabe administrar – ressaltou.
O coordenador do Grupo de Trabalho, Fernando Adauto, destacou a necessidade de procurar mecanismos para tornar mais conhecidas as características da carne bovina produzida no Estado, sua qualidade e especificidades produtivas.
- Precisamos de tecnologias que comprovem que o produto é diferenciado - disse.
As áreas de sanidade, nutrição animal, reprodução e manejo também foram apontadas como prioridades a serem discutidas, além do desafio de se achar o custo que representa essa situação para o Rio Grande do Sul a cada ano.
A próxima reunião do Grupo será na terça-feira, 19/1, na sede da Associaçao Gaúcha de Supermercados (AGAS).
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
O custo de não se fazer na cadeia produtiva da carne
Postado por Arnaldo Andrade às 08:49